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Apocalipse · Novo Testamento

Apocalipse

Quem governa a história? Deus no trono e o Cordeiro

22 capítulos · A1911

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As partes do livro e o que acontece em cada uma. Toque num item para ler o trecho.

Resumão de Apocalipse

Apocalipse

Quem governa a história? Deus no trono e o Cordeiro

Resumo editorial The Way, feito com apoio de IA a partir dos estudos e em revisão.

Introdução a Apocalipse

Quem escreveu, quando, para quê e como o livro se organiza.

Autor
O autor se chama João e se apresenta como servo de Jesus, irmão dos leitores e profeta exilado em Patmos (1:1,9; 22:8-9). Desde Justino Mártir e Irineu, no século 2, a tradição o identifica com o apóstolo João, filho de Zebedeu. Já no século 3, Dionísio de Alexandria notou que o grego e o estilo são muito diferentes dos do Evangelho de João e pensou em outro João; muitos estudiosos modernos seguem essa linha, enquanto outros mantêm a autoria do apóstolo.
Quando
O livro não traz data. Irineu, por volta de 180 d.C., diz que a visão aconteceu no fim do reinado do imperador Domiciano, perto de 95 d.C., e essa é a data aceita pela maioria dos estudiosos. Outros preferem situá-lo no tempo de Nero ou logo depois, por volta de 68 a 70 d.C., antes da destruição do templo de Jerusalém; a escolha da data pesa em algumas formas de leitura do livro.
Para quê
Foi escrito para sete igrejas da província romana da Ásia, no oeste da atual Turquia, para ser lido em voz alta nas reuniões (1:3,11). Essas comunidades enfrentavam pressões diferentes: perseguição e difamação, a pressão social para participar do culto ao imperador e das festas dos deuses das cidades, ensinos que aceitavam essas concessões e, em alguns casos, acomodação e riqueza. O livro mostra, por meio de visões, quem de fato governa a história e chama os leitores a permanecer fiéis ao Cordeiro até o fim.
A Ásia Menor com as sete igrejas do Apocalipse (atlas de G. A. Smith, 1915)
A Ásia Menor com as sete igrejas do Apocalipse (atlas de G. A. Smith, 1915)Mapa: George Adam Smith · Domínio público · Wikimedia Commons

Temas

  • Deus no trono acima dos poderes da história
  • O Cordeiro que venceu pelo sacrifício
  • Testemunho fiel e perseverança na aflição
  • Adoração verdadeira e idolatria
  • Juízo de Deus sobre o mal e a injustiça
  • A vinda de Cristo e a esperança
  • Novo céu, nova terra e nova Jerusalém

Como o livro se organiza

  1. 1: prólogo, saudação e a visão de Jesus glorificado entre os sete castiçais.
  2. 2-3: as cartas às sete igrejas da Ásia, de Éfeso a Laodiceia.
  3. 4-5: o trono de Deus no céu e o Cordeiro que recebe o livro selado.
  4. 6:1-8:5: a abertura dos sete selos, com a pausa dos selados e da grande multidão no capítulo 7.
  5. 8:6-11:19: as sete trombetas, com o anjo do livrinho e as duas testemunhas entre a sexta e a sétima.
  6. 12-14: a mulher, o dragão, as duas bestas e o Cordeiro com os seus no monte Sião.
  7. 15-16: os sete anjos com as sete taças da ira de Deus.
  8. 17:1-19:10: a queda da grande Babilônia e o lamento e o louvor que se seguem.
  9. 19:11-20:15: o cavaleiro do cavalo branco, os mil anos, a última batalha e o juízo final.
  10. 21:1-22:5: novo céu, nova terra e a nova Jerusalém.
  11. 22:6-21: o epílogo, com a promessa de que Jesus vem em breve.

Visão geral

Apocalipse quer dizer revelação: tirar o véu. O livro junta três tipos de texto. É um apocalipse, gênero judaico cheio de visões e símbolos, como partes de Daniel e Ezequiel; é uma profecia, que fala em nome de Deus aos leitores; e é uma carta, com saudação inicial e despedida. Não traz citações formais do Antigo Testamento, mas faz centenas de alusões a ele, e boa parte dos símbolos se entende a partir de lá.

O livro é construído com números e repetições. Há séries de sete: sete igrejas, sete selos, sete trombetas, sete taças. Entre as séries aparecem pausas que mostram o povo de Deus protegido ou testemunhando. As visões vão do trono de Deus e do Cordeiro aos conflitos com o dragão, as bestas e a Babilônia, e terminam com a cidade santa descendo do céu, onde Deus enxuga toda lágrima.

Os cristãos leem o livro de formas diferentes. A leitura preterista liga a maior parte das visões ao século 1; a historicista vê nelas a história da igreja até o fim; a futurista entende que a maior parte se refere a acontecimentos ainda por vir; e a idealista lê os símbolos como retrato do conflito entre Deus e o mal em toda época. Muitos combinam essas leituras. Os estudos do The Way apresentam essas formas lado a lado quando o trecho pede, sem escolher entre elas.

Apesar das imagens fortes, o livro foi escrito para animar quem sofria, e uma de suas marcas são os hinos: o céu canta várias vezes ao longo do texto. Ele começa e termina com uma bênção para quem lê e guarda as suas palavras.

Conteúdo editorial The Way, escrito com apoio de IA e em revisão.

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