
Profetas · Antigo Testamento
Daniel
Deus governa reis e reinos, e os fiéis perseveram
12 capítulos · A1911
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Daniel
Deus governa reis e reinos, e os fiéis perseveram
Quem aparece
Resumo editorial The Way, feito com apoio de IA a partir dos estudos e em revisão.
Introdução a Daniel
Quem escreveu, quando, para quê e como o livro se organiza.
- Autor
- A tradição judaica e cristã atribui o livro ao próprio Daniel, jovem judeu levado à Babilônia. Grande parte dos capítulos 7 a 12 está escrita em primeira pessoa, com Daniel narrando o que viu. Muitos estudiosos, porém, entendem que o livro foi composto ou finalizado mais tarde, no século II a.C., a partir de tradições mais antigas sobre Daniel. A questão da autoria continua debatida.
- Quando
- A história narrada se passa durante o exílio na Babilônia e no início do domínio persa, de cerca de 605 a.C. ("o terceiro ano do reinado de Jeoiaquim", Daniel 1:1) até cerca de 536 a.C. ("o terceiro ano de Ciro", Daniel 10:1). Quem defende a autoria por Daniel data o livro nesse período, no século VI a.C. Muitos estudiosos o datam por volta de 165 a.C., durante a perseguição do rei selêucida Antíoco IV Epifânio contra os judeus. A data de composição é debatida.
- Para quê
- O livro se dirige a um povo que vive sob impérios estrangeiros: primeiro no exílio e, segundo muitos estudiosos, também mais tarde, sob perseguição. O texto mostra como pessoas fiéis podem viver no meio de poderes que não são os seus e apresenta Deus como aquele que governa reis e reinos. Ele convida o leitor a perseverar e a manter a esperança.

Temas
- Fidelidade a Deus em terra estrangeira
- Soberania de Deus sobre reis e impérios
- Oração e sabedoria
- Perseguição e livramento
- Visões sobre reinos e o futuro
- O Filho do Homem e o reino eterno
Como o livro se organiza
Visão geral
Daniel reúne dois tipos de texto: histórias e visões. O livro começa com Daniel e três companheiros levados de Jerusalém para a corte de Nabucodonosor, rei da Babilônia. Em histórias vívidas, eles recusam a comida do rei, os três companheiros enfrentam uma fornalha de fogo e Daniel é lançado numa cova de leões. Em cada cena, o texto mostra pessoas que permanecem fiéis e reis que acabam reconhecendo o poder do Deus de Israel (por exemplo, Daniel 3:28-29; 6:26).
O livro tem também uma particularidade de língua: a maior parte foi escrita em hebraico, mas o trecho de 2:4b a 7:28 está em aramaico, idioma usado na administração dos impérios da época. Na segunda metade, predominam as visões. O texto descreve o que Daniel vê e ouve: animais que sobem do mar, um ancião sentado num trono, alguém "como um filho de homem" que vem com as nuvens, um carneiro e um bode, as "setenta semanas" e mensageiros que explicam o que é mostrado. Muitas vezes o próprio texto interpreta parte dos símbolos; outros lembram imagens de livros como Ezequiel.
Os cristãos leem essas visões de maneiras diferentes. Algumas leituras as relacionam com impérios do mundo antigo e com a perseguição sob Antíoco IV; outras veem nelas um cumprimento em Jesus e na igreja; outras esperam um cumprimento ainda futuro; e há leituras simbólicas, que destacam a mensagem do triunfo final de Deus. Muitos leitores combinam mais de uma dessas linhas. Este estudo apresenta esses caminhos lado a lado, sem escolher entre eles, para que você examine o texto por conta própria.
Conteúdo editorial The Way, escrito com apoio de IA e em revisão.