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Leitura

Lei · Antigo Testamento

Êxodo

O Deus que liberta o povo e passa a habitar com ele

40 capítulos · A1911

Capítulos

Mapa de Êxodo

As partes do livro e o que acontece em cada uma. Toque num item para ler o trecho.

Resumão de Êxodo

Resumo editorial The Way, feito com apoio de IA a partir dos estudos e em revisão.

Introdução a Êxodo

Quem escreveu, quando, para quê e como o livro se organiza.

Autor
O livro não traz o nome do autor. A tradição judaica e cristã o atribui a Moisés, que aparece escrevendo leis e relatos em alguns trechos (17:14; 24:4; 34:27). Muitos estudiosos modernos entendem que o texto reúne tradições antigas que receberam sua forma final bem mais tarde. Outros mantêm a autoria de Moisés e admitem pequenas atualizações posteriores.
Quando
A data dos acontecimentos é debatida. Uma leitura parte de 1 Reis 6:1, que conta 480 anos entre a saída do Egito e o quarto ano de Salomão, quando começou a construção do templo, e situa o êxodo por volta de 1446 a.C. Outra se apoia em dados arqueológicos e no nome da cidade de Ramessés (1:11), associado aos faraós chamados Ramsés, e prefere o século 13 a.C., por volta de 1260 a.C. A data da escrita depende da posição sobre a autoria. Conforme o estudioso, ela vai da época de Moisés até os séculos 6 e 5 a.C.
Para quê
Êxodo conta como Deus libertou os descendentes de Jacó da escravidão no Egito, fez com eles uma aliança no monte Sinai e passou a habitar no meio deles no tabernáculo. Para Israel, o livro explica a própria origem como povo e o sentido da Páscoa, da Lei e do culto. Os cristãos também o leem à luz de Jesus, já que o Novo Testamento retoma imagens do livro, como a Páscoa, o cordeiro, o maná e o tabernáculo (por exemplo, João 1:14 e 1 Coríntios 5:7).
O caminho do povo de Israel pelo deserto, em mapa de Gerardus Mercator (séc. XVI)
O caminho do povo de Israel pelo deserto, em mapa de Gerardus Mercator (séc. XVI)Mapa: Gerardus Mercator · Domínio público · Wikimedia Commons

Temas

  • Deus que vê, ouve e liberta o oprimido
  • O nome do SENHOR e o conhecimento de quem ele é
  • A Páscoa e a saída do Egito
  • A aliança no Sinai e os Dez Mandamentos
  • A presença de Deus no meio do povo: o tabernáculo
  • Fé, murmuração e intercessão no deserto

Como o livro se organiza

  1. 1:1-2:25: Israel escravizado no Egito; nascimento, fuga e casamento de Moisés.
  2. 3:1-7:7: o chamado de Moisés na sarça, o nome de Deus e o primeiro confronto com Faraó.
  3. 7:8-11:10: os sinais e as pragas sobre o Egito.
  4. 12:1-15:21: a Páscoa, a saída do Egito, a travessia do mar e o cântico de Moisés.
  5. 15:22-18:27: a caminhada pelo deserto até o Sinai: água, maná, codornizes, Amaleque e a visita de Jetro.
  6. 19:1-24:18: a aliança no Sinai, os Dez Mandamentos e as leis da aliança.
  7. 25:1-31:18: as instruções para o tabernáculo e o sacerdócio.
  8. 32:1-34:35: o bezerro de ouro, a intercessão de Moisés e a renovação da aliança.
  9. 35:1-40:38: a construção do tabernáculo e a glória do SENHOR que o enche.

Visão geral

Êxodo é o segundo livro da Bíblia. O nome vem do grego e significa "saída". Na tradição judaica, o livro se chama Shemot, "Nomes", por causa das primeiras palavras do texto. A história começa onde Gênesis termina. A família de Jacó desceu ao Egito no tempo de José, cresceu e virou um povo. Agora, porém, vive escravizada sob um novo rei que não tinha conhecido José.

O livro se passa em três cenários. No Egito, Deus chama Moisés na sarça ardente, revela seu nome e envia as pragas. Na noite da Páscoa, ele liberta o povo, que depois atravessa o mar. No deserto, o povo experimenta o cuidado de Deus com água, maná e codornizes, mas também reclama e duvida. No Sinai, Deus faz aliança com Israel e dá os Dez Mandamentos e as leis. Ali também manda construir o tabernáculo, a tenda onde sua presença habitaria. O episódio do bezerro de ouro quase rompe a aliança, que é renovada depois da intercessão de Moisés. O livro termina com a glória do SENHOR enchendo o tabernáculo.

Êxodo marcou profundamente a fé judaica e a cristã. Os judeus celebram a Páscoa (Pessach) até hoje, e os evangelhos situam a morte de Jesus na época dessa festa. Diferentes grupos ao longo da história, como os escravizados nas Américas e a teologia da libertação, leram o livro sobretudo como a história de um Deus ao lado dos oprimidos. Outros leitores destacam a aliança e a adoração como a finalidade da saída. Ao estudar, vale acompanhar as perguntas que o próprio livro levanta: quem é o SENHOR, se ele está mesmo no meio do povo e como se vive perto de um Deus santo.

Conteúdo editorial The Way, escrito com apoio de IA e em revisão.

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