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Profetas · Antigo Testamento

Jeremias

Jerusalém vai cair, mas Deus promete uma nova aliança

52 capítulos · A1911

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As partes do livro e o que acontece em cada uma. Toque num item para ler o trecho.

Resumão de Jeremias

Resumo editorial The Way, feito com apoio de IA a partir dos estudos e em revisão.

Introdução a Jeremias

Quem escreveu, quando, para quê e como o livro se organiza.

Autor
O livro se apresenta como as palavras de Jeremias, filho de Hilquias, de uma família de sacerdotes de Anatote, pequena cidade da terra de Benjamim, perto de Jerusalém (1:1). O texto também menciona o escriba Baruque, que escrevia o que Jeremias ditava (capítulo 36). Muitos estudiosos entendem que o livro foi reunido e editado em etapas, possivelmente com a participação de Baruque e de outros. O capítulo 52 é muito parecido com 2 Reis 24–25, e muitos o veem como um acréscimo posterior.
Quando
O livro diz que Jeremias começou a profetizar no 13º ano do rei Josias (por volta de 627 ou 626 a.C.) e continuou até depois da queda de Jerusalém, em 587 ou 586 a.C. (os estudiosos divergem sobre o ano exato). Foram cerca de quarenta anos, nos reinados de Josias, Jeoacaz, Jeoaquim, Joaquim (também chamado Jeconias) e Zedequias. Muitos estudiosos situam a forma final do livro durante ou depois do exílio na Babilônia.
Para quê
Os primeiros destinatários foram o povo de Judá e os moradores de Jerusalém e, depois, os exilados na Babilônia. O livro registra as mensagens de Jeremias em um tempo de crise política e religiosa: ele chama o povo a voltar para Deus, anuncia o juízo que viria pela Babilônia e, ao mesmo tempo, fala de esperança, de restauração e de uma nova aliança. Também mostra a vida interior do profeta, com suas lutas e lamentos.
De 720 a.C. ao exílio de Judá, em 586 a.C. (atlas de G. A. Smith, 1915)
De 720 a.C. ao exílio de Judá, em 586 a.C. (atlas de G. A. Smith, 1915)Mapa: Collins Bartholomew · Domínio público · Wikimedia Commons

Temas

  • Chamado e vocação do profeta
  • Aliança e infidelidade do povo
  • Juízo e destruição de Jerusalém
  • Arrependimento e volta para Deus
  • Sofrimento e lamento do profeta
  • Esperança, restauração e nova aliança
  • Falsos profetas e a verdadeira palavra

Como o livro se organiza

  1. Capítulo 1: o chamado de Jeremias e suas primeiras visões.
  2. Capítulos 2 a 25: mensagens de acusação e juízo contra Judá e Jerusalém, com ações simbólicas e as confissões do profeta.
  3. Capítulos 26 a 29: conflitos com sacerdotes, reis e falsos profetas, e a carta aos exilados na Babilônia.
  4. Capítulos 30 a 33: promessas de restauração e de uma nova aliança.
  5. Capítulos 34 a 45: os últimos dias de Judá, a queda de Jerusalém, a ida de parte do povo para o Egito e uma palavra dirigida a Baruque.
  6. Capítulos 46 a 51: mensagens sobre as nações estrangeiras, incluindo a Babilônia.
  7. Capítulo 52: relato histórico da queda de Jerusalém e do exílio.

Visão geral

Jeremias é um dos livros mais longos da Bíblia e um dos mais pessoais. Ele abre com o chamado do profeta, ainda jovem: Deus diz que o conhecia antes de formá-lo no ventre e que o constituiu profeta para as nações (1:5). A partir daí, o texto alterna poemas, relatos em prosa, sermões, ações simbólicas (como o cinto de linho, no capítulo 13, e o vaso de oleiro, nos capítulos 18 e 19) e as chamadas "confissões", orações em que Jeremias reclama, chora e questiona a Deus.

O pano de fundo é o fim do reino de Judá. A Assíria perde força, o Egito e a Babilônia disputam o poder, e Jerusalém vive entre alianças políticas e o culto a outros deuses misturado ao culto ao Senhor. O livro apresenta Jeremias denunciando a injustiça, a falsa segurança no Templo e a idolatria, enquanto outros profetas prometem paz. Ele é rejeitado, preso e ameaçado, e assiste à queda da cidade.

O livro não segue ordem cronológica, e o leitor encontra saltos no tempo de um capítulo para outro. A antiga tradução grega (a Septuaginta) traz um texto mais curto e coloca as mensagens sobre as nações em outro lugar, o que mostra que o livro circulou em mais de uma forma. Em meio ao juízo, os capítulos 30 a 33, às vezes chamados de "Livro da Consolação", trazem a promessa de uma nova aliança (31:31-34), que o Novo Testamento retoma em Hebreus 8. O livro termina com a queda de Jerusalém e com o rei Joaquim sendo tirado da prisão na Babilônia, deixando ao leitor o peso do que aconteceu e a pergunta sobre o que vem depois.

Conteúdo editorial The Way, escrito com apoio de IA e em revisão.

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