
Profetas · Antigo Testamento
Jonas
Deus não teria pena da grande cidade?
4 capítulos · A1911
Capítulos
Mapa de Jonas
As partes do livro e o que acontece em cada uma. Toque num item para ler o trecho.
Jonas
Deus não teria pena da grande cidade?
Quem aparece
Resumo editorial The Way, feito com apoio de IA a partir dos estudos e em revisão.
Introdução a Jonas
Quem escreveu, quando, para quê e como o livro se organiza.
- Autor
- O livro não diz quem o escreveu. Tradicionalmente, judeus e cristãos o associaram ao próprio profeta Jonas, filho de Amitai, mencionado em 2 Reis 14:25 como profeta no reinado de Jeroboão II, rei de Israel. Muitos estudiosos discutem se o texto foi escrito por ele ou composto mais tarde, a partir das tradições sobre ele. O livro conta a história em terceira pessoa, falando de Jonas como 'ele'.
- Quando
- Se a história se passa no tempo de Jeroboão II, ela se situa no século VIII a.C. A data em que o livro foi escrito é debatida: alguns defendem uma escrita próxima a esse período, e muitos estudiosos propõem uma data durante ou depois do exílio na Babilônia, entre os séculos VI e IV a.C. O texto não resolve a questão.
- Para quê
- O livro parece dirigido a leitores israelitas, que conheciam a fé dos antepassados e viam Nínive, capital da Assíria, como símbolo de violência e de um inimigo temido. O texto não declara seu propósito, mas termina com uma pergunta de Deus a Jonas que fica aberta também para quem lê.

Temas
- Chamado e fuga
- A misericórdia de Deus
- Arrependimento
- Deus e as nações
- Oração
- Deus e a criação: vento, mar, peixe, planta e verme
Como o livro se organiza
- Capítulo 1: Deus chama Jonas, que foge de navio; na tempestade, ele é lançado ao mar e engolido por um grande peixe.
- Capítulo 2: Jonas ora dentro do grande peixe e é lançado em terra firme.
- Capítulo 3: Jonas anuncia a mensagem em Nínive, e a cidade se arrepende.
- Capítulo 4: Jonas se irrita com a compaixão de Deus, que usa uma planta para lhe fazer uma pergunta.
Visão geral
Jonas é um dos livros mais curtos entre os profetas, e é diferente dos outros: quase não traz mensagens proféticas, mas conta a história de um profeta. Deus o envia a Nínive, cidade da Assíria, para clamar contra a sua maldade. Jonas, em vez de ir, embarca para Társis, na direção oposta.
Uma tempestade, a sorte lançada pelos marinheiros e o grande peixe levam a narrativa ao capítulo 2, em que Jonas ora de dentro do peixe. Depois, ele vai a Nínive e anuncia a mensagem, e a cidade, do rei ao gado, responde com jejum e arrependimento. O texto diz que Deus desistiu do mal que tinha dito que faria.
No capítulo 4, Jonas se irrita e explica por que tinha fugido: ele sabia que Deus é compassivo e cheio de graça, uma descrição que aparece em outros pontos do Antigo Testamento, como Êxodo 34:6 e Joel 2:13. Deus então usa uma planta que cresce e seca para conversar com ele. O livro termina de forma aberta, com uma pergunta de Deus e sem a resposta de Jonas.
Os leitores debatem como ler o relato. Alguns o entendem como história literal, outros como parábola ou narrativa de ensino, e outros combinam elementos. No Novo Testamento, Jesus fala do 'sinal de Jonas' (Mateus 12:39-41), e essa passagem também entra na conversa. O estudo apresenta o texto e deixa essa leitura com você.
Conteúdo editorial The Way, escrito com apoio de IA e em revisão.