
Lei · Antigo Testamento
Deuteronômio
Ouvir, lembrar e escolher a vida antes de entrar na terra
34 capítulos · BLIVRE
Capítulos
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Deuteronômio
Ouvir, lembrar e escolher a vida antes de entrar na terra
Quem aparece
Resumo editorial The Way, feito com apoio de IA a partir dos estudos e em revisão.
Introdução a Deuteronômio
Quem escreveu, quando, para quê e como o livro se organiza.
- Autor
- O livro se apresenta como as palavras de Moisés ao povo (1:1) e diz que ele escreveu "esta lei" (31:9, 24). A tradição judaica e cristã atribui o livro a Moisés. Muitos nessa tradição entendem que o relato de sua morte (capítulo 34) foi acrescentado depois, por Josué (como diz o Talmude) ou por outro autor. Muitos estudiosos modernos entendem que o livro reúne tradições ligadas a Moisés, organizadas e escritas por círculos de sacerdotes, levitas ou escribas ao longo de séculos.
- Quando
- Quem segue a autoria mosaica situa os discursos no fim dos quarenta anos no deserto, pouco antes da entrada em Canaã. Isso seria no século 15 ou no 13 a.C., conforme a data que se adota para o êxodo. Muitos estudiosos ligam o núcleo do livro ao "livro da lei" encontrado no templo no reinado de Josias, por volta de 622 a.C. (2 Reis 22 e 23). Para eles, a forma final foi concluída no tempo do exílio na Babilônia, no século 6 a.C.
- Para quê
- O livro se dirige a uma nova geração, nascida no deserto, que vai entrar na terra prometida sem Moisés. Ele relembra a história, explica de novo a lei recebida no Horebe e chama o povo a renovar a aliança: amar o SENHOR, ouvir sua voz e viver de forma justa na terra que Deus está dando.

Temas
- Ouvir e lembrar: a memória do que Deus fez
- Um só Deus e a lealdade exclusiva a ele
- O amor de Deus que escolhe e o amor do povo que responde
- A aliança, com bênçãos e maldições
- A terra como dom e responsabilidade
- Justiça e cuidado com o pobre, o estrangeiro, o órfão e a viúva
- Ensinar a fé às próximas gerações
Como o livro se organiza
- 1:1-4:43: primeiro discurso, com a lembrança da jornada desde o Horebe e o chamado à fidelidade.
- 4:44-11:32: segundo discurso, com os dez mandamentos, o Shemá e o convite a amar e obedecer.
- 12:1-26:19: continuação do segundo discurso, com as leis sobre culto, liderança, justiça, família e vida em comunidade.
- 27:1-28:68: a cerimônia nos montes Ebal e Gerizim e as bênçãos e maldições da aliança.
- 29:1-30:20: a aliança renovada em Moabe e o chamado a escolher a vida.
- 31:1-34:12: a passagem da liderança a Josué, o cântico e a bênção de Moisés, e sua morte.
Visão geral
Deuteronômio significa "segunda lei", nome que vem da antiga tradução grega; em hebraico, o livro se chama Devarim, "palavras". É o quinto e último livro da Torá, o conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia, também chamado Pentateuco. O livro não se apresenta como uma lei nova. Ele se apresenta como a lei do Sinai (aqui chamado Horebe) explicada de novo por Moisés nas planícies de Moabe, a leste do Jordão, pouco antes de sua morte.
O livro é formado principalmente por discursos. No primeiro, Moisés relembra a caminhada desde o Horebe e tira lições dela. No segundo, o mais longo, repete os dez mandamentos, apresenta o Shemá ("Ouve, Israel", 6:4-5) e reúne leis sobre culto, justiça, família, guerra e cuidado com os pobres. Depois vêm as bênçãos e maldições da aliança e um chamado a escolher a vida (30:19). O livro termina com um cântico e uma bênção de Moisés e com o relato de sua morte, depois que ele vê a terra do alto do monte Nebo. Muitos estudiosos notam que a organização do livro se parece com tratados do antigo Oriente entre reis e povos vassalos, isto é, povos submetidos a eles.
O tom é de pregação: Moisés insiste, lembra, pergunta e convida. Palavras como ouvir, lembrar, amar, guardar e hoje se repetem o tempo todo. O livro também tem textos difíceis para o leitor de hoje, como as ordens de guerra contra os povos de Canaã. Os cristãos leem esses textos de formas diferentes, e o estudo mostra essas leituras lado a lado.
Deuteronômio é um dos livros do Antigo Testamento mais citados no Novo. Jesus responde às três tentações no deserto com versículos dele (Mateus 4:1-11) e cita o Shemá como o maior mandamento (Marcos 12:29-30).
Conteúdo editorial The Way, escrito com apoio de IA e em revisão.