
Profetas · Antigo Testamento
Joel
O dia do Senhor: lamento, volta e promessa
3 capítulos · BLIVRE
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Joel
O dia do Senhor: lamento, volta e promessa
Quem aparece
Resumo editorial The Way, feito com apoio de IA a partir dos estudos e em revisão.
Introdução a Joel
Quem escreveu, quando, para quê e como o livro se organiza.
- Autor
- O livro se apresenta como a palavra do Senhor que veio a Joel, filho de Petuel (1:1). Fora disso, quase nada se sabe sobre ele: o texto não diz de onde ele era nem qual era seu ofício, embora mostre familiaridade com Jerusalém, o templo e os sacerdotes. A tradição atribui o livro a esse profeta. Muitos estudiosos leem o livro como uma obra unificada; outros entendem que partes dele, sobretudo as que olham para o futuro, podem ter sido acrescentadas ou reunidas mais tarde.
- Quando
- Debatida. O livro não menciona nenhum rei de Israel ou de Judá, o que dificulta a datação. Alguns estudiosos o situam antes do exílio na Babilônia, por volta do século IX a.C.; outros o datam depois do retorno do exílio, entre os séculos VI e IV a.C. Quem defende a data mais tardia aponta, por exemplo, a ausência de rei, o destaque dado aos anciãos e sacerdotes, o templo em funcionamento e a menção aos gregos (3:6).
- Para quê
- Joel fala ao povo de Judá, a seus anciãos e sacerdotes, em Jerusalém, depois de uma devastação causada por gafanhotos e seca. O texto convida o povo a reconhecer o que aconteceu, a clamar ao Senhor e a olhar para o dia do Senhor, apresentando tanto o juízo quanto a promessa de restauração e do derramamento do Espírito.

Temas
- Praga de gafanhotos e calamidade
- Chamado ao lamento e ao arrependimento
- O dia do Senhor
- Compaixão e misericórdia de Deus
- Restauração depois da perda
- Derramamento do Espírito
- Juízo sobre as nações
Como o livro se organiza
- Capítulo 1: a praga de gafanhotos, a seca e o lamento da terra e do povo.
- 2:1-17: o dia do Senhor se aproxima como um exército, e o povo é chamado a voltar ao Senhor com jejum e oração.
- 2:18-32: o Senhor responde, promete restauração e anuncia o derramamento do Espírito.
- Capítulo 3: o julgamento das nações e a promessa de Deus habitar com seu povo em Sião.
Visão geral
Joel começa com uma cena de desastre. Ondas sucessivas de gafanhotos devoraram as lavouras, as vinhas e as figueiras (1:4), e o texto convoca anciãos, bêbados, agricultores e sacerdotes a perceber o tamanho da perda. As ofertas cessaram no templo, e a tristeza toma a terra. O profeta liga essa calamidade ao dia do Senhor, expressão que os profetas usam para falar de um tempo em que Deus age com juízo e salvação.
No capítulo 2, o texto descreve um exército que avança sobre a terra. Alguns leitores entendem que são os próprios gafanhotos, descritos como tropas; outros veem ali um exército humano ou uma imagem de um juízo futuro. Depois vem um chamado: o povo deve rasgar o coração, e não as roupas (2:13). Joel lembra o caráter de Deus, descrito como compassivo e misericordioso, e convoca uma assembleia solene com jejum e oração. Em seguida, o texto diz que o Senhor responde, promete restituir os anos consumidos pelos gafanhotos (2:25) e traz de volta a abundância à terra.
A parte final olha adiante. O texto anuncia que Deus derramará seu Espírito sobre toda a carne, fala de sinais no céu e na terra e descreve o julgamento das nações no vale de Josafá. No Novo Testamento, Pedro cita essa promessa em Atos 2, no dia de Pentecostes. Os cristãos leem de maneiras variadas a relação entre Pentecostes e o dia do Senhor, e quando e como essas imagens se cumprem. Comparar o livro com outras passagens sobre o dia do Senhor, como Amós 5 e Sofonias 1, ajuda a perceber de onde vêm suas imagens.
Conteúdo editorial The Way, escrito com apoio de IA e em revisão.