Dia 37 de 50 · uns 9 min
Diante do Sinédrio e de Félix
Atos 23 · Atos 24
Contexto
- Onde
- Jerusalém e Cesareia
- Quando
- c. 57 a 59 d.C.
Depois de um plano para matá-lo, Paulo é levado à noite, com escolta, a Cesareia, a cidade no litoral onde morava o governador romano. Ali fica preso dois anos sob Félix (24:27), que, segundo o texto, esperava receber dinheiro.
Os historiadores situam a troca de Félix por Festo por volta de 59 ou 60 d.C., mas o ano exato é debatido. Alguns estudiosos pensam que uma ou mais cartas da prisão foram escritas durante estes dois anos em Cesareia.
Atos 23Abrir no leitor
1E Paulo, olhando fixamente para o supremo conselho, disse: Homens irmãos, com toda boa consciência eu tenho andado diante de Deus até o dia de hoje.
2Mas o sumo sacerdote Ananias mandou aos que estavam perto dele, que o espancassem na boca.
3Então Paulo lhe disse: Deus vai te espancar, parede caiada! Estás tu aqui sentado para me julgar conforme a Lei, e contra a Lei mandas me espancarem?
4E os que estavam ali disseram: Tu insultas ao sumo sacerdote de Deus?
5E Paulo disse: Eu não sabia, irmãos, que ele era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal do chefe do teu povo.
6E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus, e outra de fariseus, ele clamou no supremo conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; pela esperança e ressurreição dos mortos eu estou sendo julgado.
7E ele, tendo dito isto, houve uma confusão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu;
8Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo ou espírito; mas os fariseus declaram ambas.
9E houve uma grande gritaria; e levantando-se os escribas da parte dos fariseus, disputavam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem; e se algum espírito ou anjo falou com ele, não briguemos contra Deus.
10E havendo grande confusão, o comandante, temendo que Paulo não fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa, e tirá-lo do meio deles, e levá-lo à área fortificada.
11E n a noite seguinte o Senhor, aparecendo-lhe, disse: Tem bom ânimo, Paulo! Porque assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que tu dês testemunho também em Roma.
12E tendo vindo o dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e prestaram juramento sob pena de maldição, dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo.
13E eram mais de quarenta os que fizeram este juramento.
14Os quais foram até os chefes dos sacerdotes e os anciãos, e disseram: Fizemos juramento sob pena de maldição, de que nada experimentaremos enquanto não matarmos a Paulo.
15Agora, pois, vós, com o supremo conselho, informai ao comandante que amanhã ele o traga perante vós, como se fosse para que investigueis mais detalhadamente; e antes que ele chegue, estaremos prontos para o matar.
16E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido esta cilada, veio e entrou na área fortificada, e avisou a Paulo.
17E Paulo, tendo chamado a si um dos centuriões, disse: Leva este rapaz ao comandante, porque ele tem algo para lhe avisar.
18Então ele o tomou, levou ao comandante, e disse: O prisioneiro Paulo, tendo me chamado, rogou -me que eu te trouxesse este rapaz, que tem algo a te dizer.
19E o comandante, tomando-o pela mão, e indo para um lugar reservado, perguntou -lhe : O que tens para me avisar?
20E ele disse: Os judeus combinaram de te pedirem que amanhã tu leves a Paulo ao supremo conselho, como se fosse para que lhe perguntem mais detalhadamente;
21Porém tu, não acredites neles; porque mais de quarenta homens deles estão lhe preparando cilada, os quais sob pena de maldição fizeram juramento para não comerem nem beberem enquanto não o tiverem matado; e eles já estão preparados, esperando de ti a promessa.
22Então o comandante despediu ao rapaz, mandando -lhe : A ninguém digas que tu me revelaste estas coisas.
23E ele, chamando a si certos dois dos centuriões, disse: Aprontai duzentos soldados para irem até Cesareia; e setenta cavaleiros, e duzentos arqueiros, a partir das terceira hora da noite.
24E preparem animais para cavalgarem, para que pondo neles a Paulo, levem -no a salvo ao governador Félix.
25E ele lhe escreveu uma carta, que continha este aspecto:
26Cláudio Lísias, a Félix, excelentíssimo governador, saudações.
27Este homem foi preso pelos judeus, e estando já a ponte de o matarem, eu vim com a tropa e o tomei, ao ser informado que ele era romano.
28E eu, querendo saber a causa por que o acusavam, levei-o ao supremo conselho deles.
29O qual eu achei que acusavam de algumas questões da Lei deles; mas que nenhum crime digno de morte ou de prisão havia contra ele.
30E tendo sido avisado de que os judeus estavam para pôr uma cilada contra este homem, logo eu o enviei a ti, mandando também aos acusadores que diante de ti digam o que tiverem contra ele. Que tu estejas bem.
31Tendo então os soldados tomado a Paulo, assim como lhes tinha sido ordenado, trouxeram-no durante a noite a Antipátride.
32E no dia seguinte, deixando irem com ele os cavaleiros, voltaram à área fortificada.
33Os quais, tendo chegado a Cesareia, e entregado a carta ao governador, apresentaram-lhe também a Paulo.
34E o governador, tendo lido a carta , perguntou de que província ele era; e ao entender que era da Cilícia,
35disse: “Eu te ouvirei quando também chegarem os teus acusadores”. E mandou que o guardassem no palácio de Herodes.
Atos 24Abrir no leitor
1E cinco dias depois, desceu o sumo sacerdote Ananias, com os anciãos e um certo orador Tértulo; os quais compareceram diante do governador contra Paulo.
2E sendo chamado, Tértulo começou a acusá -lo , dizendo:
3Visto que há muita paz por causa de ti, e que por teu governo muitos bons serviços estão sendo feitos a esta nação, excelentíssimo Félix, totalmente e em todo lugar, com todo agradecimento o reconhecemos.
4Mas para que eu não gaste muito o teu tempo, rogo -te que tu nos ouças brevemente, conforme a tua clemência.
5Porque nós temos achado que este homem é uma peste, e levantador de rebeliões entre todos os judeus pelo mundo, e o principal defensor da seita dos nazarenos.
6O qual também tentou profanar o Templo; ao qual também prendemos, e quisemos julgar conforme a nossa Lei.
7Mas tendo vindo sobre nós o comandante Lísias, com grande violência, tirou -o das nossas mãos;
8investigando-o tu mesmo, poderás entender todas estas coisas das quais o acusamos.
9E os judeus também concordaram, dizendo serem estas coisas assim.
10Mas Paulo, fazendo gesto ao governador para que falasse, respondeu: Sabendo eu que por muitos anos tu tens sido juiz desta nação, com maior ânimo eu me defendo.
11Pois tu podes entender que há não mais que doze dias, eu tinha subido a Jerusalém para adorar.
12E nem me acharam falando com alguém no Templo, nem incitando ao povo, nem nas sinagogas, nem na cidade.
13E nem podem provar as coisas das quais agora estão me acusando.
14Mas isto eu te confesso, que conforme o Caminho que eles chamam de seita, assim eu sirvo ao Deus dos meus pais, crendo em tudo que está escrito na Lei e nos profetas;
15Tendo esperança em Deus, ao qual estes mesmos também esperam, que vai haver ressurreição dos mortos, tanto dos justos como dos injustos.
16E nisto eu pratico, em que tanto para com Deus como para com os seres humanos eu sempre tenha uma consciência limpa.
17E muitos anos depois, vim para fazer doações e ofertas à minha nação.
18Nisto, tendo eu me purificado, nem com multidões, nem com tumulto, alguns judeus da Ásia me acharam,
19Os quais era necessário que estivessem aqui presentes diante de ti, se tivessem alguma coisa contra mim.
20Ou digam estes mesmos, se eles acharam alguma má ação em mim quando eu estava perante o supremo conselho;
21A não ser somente esta palavra com que, quando eu estava entre eles, clamei, que pela ressurreição dos mortos eu estou sendo julgado hoje por vós.
22Tendo ouvido estas coisas, Félix, que sabia mais detalhadamente sobre o Caminho, adiou-lhes, dizendo: Quando o comandante Lísias descer, eu procurarei saber melhor de vossos assuntos.
23E ele mandou ao centurião que guardassem a Paulo, e estivesse com alguma liberdade, e impedir a ninguém dos seus amigos lhe prestasse serviço, ou vir até ele.
24E alguns dias depois, tendo vindo Félix com a mulher dele Drusila, que era judia, mandou chamar a Paulo, e o ouviu sobre a fé em Cristo.
25E ele, tendo discursado sobre a justiça, o domínio próprio, e o julgamento que está por vir, Félix temeu, e respondeu: Por agora vai; e tendo outra oportunidade, eu te chamarei.
26Ele também esperava que lhe fosse dado algum dinheiro por Paulo, para que o soltasse; por isso ele também muitas vezes o mandava chamar, e conversava com ele.
27Mas tendo completado dois anos, Félix teve por sucessor a Pórcio Festo. E Félix, querendo agradar dos judeus, deixou Paulo preso.
Nota de contexto escrita com apoio de IA e em revisão. Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.