Pular para o conteúdo
The Way

Procurar passagem ou palavra

Leitura

Bíblia em 1 ano

Dia 150 de 365 · uns 11 min

Neemias 13 · Ester 1–2

Neemias 13Abrir no leitor

1Naquele dia se leu no livro de Moisés perante os ouvidos do povo, e foi achado nele escrito que os amonitas e os moabitas eternamente não podiam entrar na congregação de Deus;

2Porque não saíram ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; em vez disso, contrataram a Balaão contra eles, para os amaldiçoar; ainda que nosso Deus tornou a maldição em bênção.

3Sucedeu, pois, que, quando eles ouviram esta lei, separaram de Israel toda mistura.

4E antes disto, Eliasibe, o sacerdote, sendo superintendente da câmara da casa de nosso Deus, tinha se aparentado com Tobias,

5E tinha lhe preparado uma câmara grande, na qual antes se guardavam as ofertas de alimentos, o incenso, os vasos, os dízimos de grão, de vinho e de azeite, que estava ordenado dar aos levitas, aos cantores, e aos porteiros; como também a oferta alçada para os sacerdotes.

6Porém enquanto tudo isto acontecia ,eu não estava em Jerusalém; porque no ano trinta e dois de Artaxerxes rei da Babilônia, eu vim ao rei; mas ao fim de alguns dias obtive permissão para me ausentar do rei.

7E vim a Jerusalém, e entendi o mal que Eliasibe tinha feito por Tobias, preparando-lhe uma câmara nos pátios da casa de Deus.

8E isso me desagradou muito; por isso lancei todas as coisas da casa de Tobias para fora da câmara;

9E mandei purificar as câmaras, e trouxe de volta os utensílios da casa de Deus, com as ofertas de alimento, e o incenso.

10Também entendi que as porções dos Levitas não estavam sendo dadas a eles ; e que os levitas e cantores que faziam o serviço haviam fugido cada um para seu campo.

11Então repreendi aos oficiais, e disse: Por que a casa de Deus está abandonada? Porém eu os juntei, e os restaurei em seu posto.

12Então todo Judá trouxe o dízimo do grão, do suco de uva e do azeite, aos depósitos.

13E pus por tesoureiros sobre os depósitos ao sacerdote Selemias e ao escriba Zadoque, e dos Levitas, a Pedaías; e próximo a eles Hanã filho de Zacur, filho de Matanias; pois eram considerados fiéis, e assim foram encarregados de distribuírem a seus irmãos.

14Por isto, meu Deus, lembra-te de mim, ó Deus, e não risques minhas bondades que eu fiz na casa de meu Deus, e em seus serviços.

15Naqueles dias vi em Judá alguns que pisavam nas presnas de uvas no sábado, e que traziam feixes, e carregavam asnos, como também vinho, uvas, figos, e todo tipo de carga, que traziam a Jerusalém no dia de sábado; e os adverti quanto ao dia em que vendiam alimentos.

16Também tírios estavam nela que traziam peixe e toda mercadoria, e vendiam no sábado aos filhos de Judá, e em Jerusalém.

17Assim repreendi aos nobres de Judá, e disse-lhes: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado?

18Por acaso não fizeram assim vossos pais, e nosso Deus trouxe todo este mal sobre nós e sobre esta cidade? Porém vós acrescentais ainda mais ira sobre Israel profanando o sábado.

19Sucedeu pois, que quando ia escurecendo às portas de Jerusalém antes do sábado, disse que eu mandei que se fechassem as portas, e mandei que não as abrissem até depois do sábado; e pus às portas alguns de meus servos, para que carga nenhuma entrasse no dia de sábado.

20Assim os comerciantes e vendedores de toda mercadoria passaram a noite fora de Jerusalém uma ou duas vezes.

21Por isso eu lhes adverti, dizendo: Por que vos passais a noite diante do muro? Se o fizerdes outra vez, agirei com violência contra vós. Desde então não vieram no sábado.

22Também disse aos levitas que se purificassem, e viessem a guardar as portas, para santificar o dia de sábado. Nisto também, meu Deus, lembra-te de mim, e perdoa-me segundo a grandeza de tua bondade.

23Vi também naqueles dias judeus que tinham se casado com mulheres de asdoditas, amonitas, e moabitas,

24E seus filhos a metade falavam asdodita, e não sabiam falar judaico, mas sim a língua de outros povos.

25Por isso eu os repreendi, e os amaldiçoei, e espanquei alguns deles, e arranquei-lhes os cabelos, e os fiz jurar por Deus, dizendo: Não dareis vossas filhas a seus filhos, e não tomareis de suas filhas, nem para vossos filhos, nem para vós.

26Por acaso não pecou nisto Salomão, rei de Israel? Ainda que entre muitas nações não houve rei semelhante a ele, que era amado pelo seu Deus, e Deus o tinha posto por rei sobre todo Israel, contudo as mulheres estrangeiras o fizeram pecar.

27E aceitaríamos ouvir de vós, para fazerdes todo este mal tão grande de transgredir contra nosso Deus, casando-se com mulheres estrangeiras?

28E um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe o sumo sacerdote era genro de Sambalate o horonita; por isso eu o afugentei de mim.

29Lembra-te deles, meu Deus, pois contaminam o sacerdócio, como também o pacto do sacerdócio e dos levitas.

30Assim eu os limpei de todo estrangeiro, e ordenei as responsabilidades dos sacerdotes e dos levitas, cada um em sua obra;

31Como também para as ofertas de lenha em tempos determinados, e para as primícias. Lembra-te de mim, meu Deus, para o bem.

Ester 1Abrir no leitor

1E aconteceu nos dias de Assuero (o Assuero que reinou desde a Índia até Cuxe sobre cento e vinte e sete províncias),

2Que naqueles dias, quando o rei Assuero se sentou sobre o trono de seu reino, na fortaleza de Susã,

3No terceiro ano de seu reinado, ele fez um banquete a todos seus príncipes e a seus servos, tendo diante dele o exército de Pérsia e da Média, os maiorais e os governadores das províncias,

4Para mostrar as riquezas da glória de seu reino, e o esplendor de sua majestosa grandeza, por muitos dias: cento e oitenta dias.

5E acabados aqueles dias, o rei fez um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã, desde o maior até o menor, durante sete dias, no pátio do jardim do palácio real.

6As cortinas eram de linho branco e azul celeste, amarradas com cordões de linho fino e púrpura, argolas de prata e colunas de mármore; os leitos eram de ouro e de prata, sobre um piso de pórfiro , mármore, madrepérola e pedras preciosas.

7E dava-se de beber em taças de ouro, e as taças eram diferentes umas das outras; e havia muito vinho real, conforme a generosidade do rei.

8E de acordo com a lei, a bebida era sem restrições; porque assim o rei tinha mandado a todos os oficiais de sua casa; que fizessem conforme a vontade de cada um.

9Também a rainha Vasti fez banquete para as mulheres, na casa real do rei Assuero.

10No sétimo dia, quando o coração do rei estava alegre do vinho, mandou a Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar, e Carcas, sete eunucos que serviam diante do rei Assuero,

11Que trouxessem à rainha Vasti com a coroa real diante do rei, para mostrar aos povos e aos príncipes sua beleza; pois ela tinha linda aparência.

12Porém a rainha Vasti recusou vir à ordem do rei por meio dos eunucos; por isso o rei se enfureceu muito, e sua ira se acendeu nele.

13Então o rei perguntou aos sábios que entendiam dos tempos (porque assim era o costume do rei para com todos os que sabiam a lei e o direito;

14E os mais próximos dele eram Carsena, Setar, Adamata, Társis, Meres, Marsena, e Memucã, sete príncipes da Pérsia e da Média, que viam o rosto do rei, e se sentavam nas posições principais do reino)

15O que se devia fazer segundo a lei com a rainha Vasti, por não ter cumprido a ordem do rei Assuero por meio dos eunucos.

16Então Memucã disse na presença do rei e dos príncipes: A rainha Vasti pecou não somente contra o rei, mas também contra todos os príncipes, e contra todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero.

17Pois o que a rainha fez será notícia a todas as mulheres, de modo que desprezarão seus maridos em seus olhos, quando lhes for dito: O rei Assuero mandou trazer diante de si à rainha Vasti, porém ela não veio.

18Então neste dia as princesas da Pérsia e da Média dirão o mesmo a todos os príncipes do rei, quando ouvirem o que a rainha fez; e assim haverá muito desprezo e indignação.

19Se for do agrado do rei, seja feito de sua parte um mandamento real, e escreva-se nas leis da Pérsia e da Média, e que não se possa revogar: que Vasti nunca mais venha diante do rei Assuero; e o reino dela seja dado a outra que seja melhor que ela.

20E quando o mandamento que o rei ordenar for ouvido em todo o seu reino (ainda que seja grande), todas as mulheres darão honra a seus maridos, desde o maior até o menor.

21E esta palavra foi do agrado dos olhos do rei e dos príncipes, e o rei fez conforme o que Memucã havia dito;

22Então enviou cartas a todas a províncias do rei, a cada província segundo sua escrita, e a cada povo segundo sua língua, que todo homem fosse senhor em sua casa, e falasse isto conforme a língua de cada povo.

Ester 2Abrir no leitor

1Passadas estas coisas, e tendo já sido apaziguado o furor do rei Assuero, ele se lembrou de Vasti, e do que ela havia feito, e do que havia sido sentenciado contra ela.

2Então os servos do rei, que lhe serviam, disseram: Busquem-se ao rei moças virgens de boa aparência;

3E o rei ponha comissários em todas as províncias de seu reino, para que juntem todas as moças virgens de boa aparência na fortaleza de Susã, na casa das mulheres, ao cuidado de Hegai, eunuco do rei, vigilante das mulheres; e sejam lhes dado seus enfeites;

4E a moça que agradar aos olhos do rei, reine em lugar de Vasti.E isto foi do agrado dos olhos do rei, e ele assim fez.

5Havia um homem judeu na fortaleza de Susã, cujo nome era Mardoqueu, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, um homem da linhagem de Benjamim;

6O qual tinha sido levado de Jerusalém com os cativos que foram levados com Jeconias rei de Judá, a quem Nabucodonosor, rei da Babilônia, havia levado.

7E ele tinha criado a Hadassa, que é Ester, filha de seu tio, porque não tinha pai nem mãe; e ela tinha bela forma, e era linda de aparência; e como seu pai e sua mãe tinham morrido, Mardoqueu a havia tomado como sua filha.

8Sucedeu pois, que quando se divulgou o mandamento do rei e seu lei, e sendo reunidas muitas moças na fortaleza de Susã, ao cuidado de Hegai, também levaram Ester para casa do rei, ao cuidado de Hegai, vigilante das mulheres.

9E a moça foi do agrado de seus olhos, e alcançou favor diante dele; por isso ele se apressou em lhe dar seus enfeites e suas porções de alimento, dando-lhe também sete moças escolhidas da casa do rei; e ele a passou com suas moças ao melhor lugar da casa das mulheres.

10Ester, porém, não declarou seu povo nem sua parentela; porque Mardoqueu tinha lhe mandado que não declarasse.

11E todo dia Mardoqueu passeava diante do pátio da casa das mulheres, para saber como Ester estava, e que estava acontecendo com ela.

12E quando chegava a vez de cada uma das moças para vir ao rei Assuero, ao fim de haver estado doze meses, conforme à lei acerca das mulheres (porque assim se cumpriam os dias de seus enfeites, isto é, seis meses com óleo de mirra, e seis meses com especiarias, e outros enfeites de mulheres),

13Então assim a moça vinha ao rei; tudo quanto ela pedia se lhe dava, para vir com isso da casa das mulheres até a casa do rei.

14Ela vinha à tarde, e pela manhã voltava à segunda casa das mulheres, ao cuidado de Saasgaz eunuco do rei, vigilante das concubinas; ela não voltava mais ao rei, a não ser se o rei a desejasse, e fosse chamada por nome.

15Chegando, pois, a vez de Ester, filha de Abiail, tio de Mardoqueu (que e havia tinha tomado por filha), para vir ao rei, nenhuma coisa pediu a não ser o que Hegai eunuco do rei, vigilante das mulheres, havia dito; e Ester alcançava o favor aos olhos de todos quantos a viam.

16Assim Ester foi levada ao rei Assuero a sua casa real no décimo mês, que é o mês de Tebete, no sétimo ano de seu reinado.

17E o rei amou a Ester mais que todas as mulheres, e alcançou diante dele favor e benevolência mais que todas as virgens; e ele pôs a coroa real em sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti.

18Então o rei fez um grande banquete a todos seus príncipes e servos, o banquete de Ester; e deu repouso às províncias, e deu presentes, conforme a generosidade do rei.

19E quando as virgens se ajuntaram pela segunda vez, Mardoqueu estava sentado à porta do rei.

20Ester, porém ,não tinha declarado sua parentela nem seu povo, assim como Mardoqueu havia lhe mandado; porque Ester fazia o que Mardoqueu mandava, assim como quando ele a criava.

21Naqueles dias, estando Mardoqueu sentado à porta do rei, Bigtã e Teres, dois eunucos do rei, dos guardas da porta, ficaram muito indignados, e procuravam matar o rei Assuero.

22E isso foi percebido por Mardoqueu; então ele avisou à rainha Ester, e Ester disse ao rei em nome de Mardoqueu.

23Tendo o caso sido investigado, assim foi achado; e ambos foram pendurados em uma forca. E isso foi registrado nas crônicas diante do rei.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.