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The Way

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Bíblia em 1 ano

Dia 163 de 365 · uns 14 min

Jó 37–39

Jó 37Abrir no leitor

1Disto também o meu coração treme, e salta de seu lugar.

2Ouvi atentamente o estrondo de sua voz, e o som que sai de sua boca,

3Ao qual envia por debaixo de todos os céus; e sua luz até os confins da terra.

4Depois disso brama com estrondo; troveja com sua majestosa voz; e ele não retém seus relâmpagos quando sua voz é ouvida.

5Deus troveja maravilhosamente com sua voz; ele faz coisas tão grandes que nós não compreendemos.

6Pois ele diz à neve: Cai sobre à terra; Como também à chuva: Sê chuva forte.

7Ele sela as mãos de todo ser humano, para que todas as pessoas conheçam sua obra.

8E os animais selvagens entram nos esconderijos, e ficam em suas tocas.

9Da recâmara vem o redemoinho, e dos ventos que espalham vem o frio.

10Pelo sopro de Deus se dá o gelo, e as largas águas se congelam.

11Ele também carrega de umidade as espessas nuvens, e por entre as nuvens ele espalha seu relâmpago.

12Então elas se movem ao redor segundo sua condução, para que façam quanto ele lhes manda sobre a superfície do mundo, na terra;

13Seja que ou por vara de castigo, ou para sua terra, ou por bondade as faça vir.

14Escuta isto, Jó; fica parado, e considera as maravilhas de Deus.

15Por acaso sabes tu quando Deus dá ordem a elas, e faz brilhar o relâmpago de sua nuvem?

16Conheces tu os equilíbrios das nuvens, as maravilhas daquele que é perfeito no conhecimento?

17Tu, cujas vestes se aquecem quando a terra se aquieta por causa do vento sul,

18acaso podes estender com ele os céus, que estão firmes como um espelho fundido?

19Ensina-nos o que devemos dizer a ele; pois discurso nenhum podemos propor, por causa das nossas trevas.

20Seria contado a ele o que eu haveria de falar? Por acaso alguém falaria para ser devorado?

21E agora não se pode olhar para o sol, quando brilha nos céus, quando o vento passa e os limpa.

22Do norte vem o esplendor dourado; em Deus há majestade temível.

23Não podemos alcançar ao Todo-Poderoso; ele é grande em poder; porém ele a ninguém oprime em juízo e grandeza de justiça.

24Por isso as pessoas o temem; ele não dá atenção aos que se acham sábios de coração.

Jó 38Abrir no leitor

1Então o SENHOR respondeu a Jó desde um redemoinho, e disse:

2Quem é esse que obscurece o conselho com palavras sem conhecimento?

3Agora cinge teus lombos como homem; e eu te perguntarei, e tu me explicarás.

4Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Declara- me ,se tens inteligência.

5Quem determinou suas medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu cordel sobre ela?

6Sobre o que estão fundadas suas bases? Ou quem pôs sua pedra angular,

7Quando as estrelas do amanhecer cantavam alegremente juntas, e todos os filhos de Deus jubilavam?

8Ou quem encerrou o mar com portas, quando transbordou, saindo da madre,

9Quando eu pus nuvens por sua vestidura, e a escuridão por sua faixa;

10Quando eu passei sobre ele meu decreto, e lhe pus portas e ferrolhos,

11E disse: Até aqui virás, e não passarás adiante, e aqui será o limite para a soberba de tuas ondas?

12Desde os teus dias tens dado ordem à madrugada? Ou mostraste tu ao amanhecer o seu lugar,

13Para que tomasse os confins da terra, e os perversos fossem sacudidos dela?

14E a terra se transforma como barro sob o selo; todas as coisas sobre ela se apresentam como vestidos?

15E dos perversos é desviada sua luz, e o braço erguido é quebrado.

16Por acaso chegaste tu às fontes do mar, ou passeaste no mais profundo abismo?

17Foram reveladas a ti as portas da morte, ou viste as portas da sombra de morte?

18Entendeste tu as larguras da terra? Declara, se sabes tudo isto.

19Onde está o caminho por onde mora a luz? E quanto às trevas, onde fica o seu lugar?

20Para que as tragas a seus limites, e conheças os caminhos de sua casa.

21Certamente tu o sabes, pois já eras nascido, e teus dias são inúmeros!

22Por acaso entraste tu aos depósitos da neve, e viste os depósitos do granizo,

23Que eu retenho até o tempo da angústia, até o dia da batalha e da guerra?

24Onde está o caminho em que a luz se reparte, e o vento oriental se dispersa sobre a terra?

25Quem repartiu um canal às correntezas de águas, e caminho aos relâmpagos dos trovões,

26Para chover sobre a terra onde havia ninguém, sobre o deserto, onde não há gente,

27Para fartar a terra deserta e desolada, e para fazer crescer aos renovos da erva.

28Por acaso a chuva tem pai? Ou quem gera as gotas do orvalho?

29De qual ventre procede o gelo? E quem gera a geada do céu?

30As águas se tornam duras como pedra, e a superfície do abismo se congela.

31Podes tu atar as cadeias das Plêiades, ou desatar as cordas do Órion?

32Podes tu trazer as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos?

33Sabes tu as ordenanças dos céus? Ou podes tu dispor do domínio deles sobre a terra?

34Ou podes levantar tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra?

35Podes tu mandar relâmpagos, para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui?

36Quem pôs a sabedoria no íntimo? Ou quem deu entendimento à mente?

37Quem pode enumerar as nuvens com sabedoria? E os odres dos céus, quem pode os despejar?

38Quando o pó se endurece, e os torrões se apegam uns aos outros?

39Caçarás tu a presa para o leão? Ou saciarás a fome dos leões jovens,

40Quando estão agachados nas covas, ou estão à espreita no matagal?

41Quem prepara aos corvos seu alimento, quando seus filhotes clamam a Deus, andando de um lado para o outro por não terem o que comer?

Jó 39Abrir no leitor

1Sabes tu o tempo em que as cabras montesas dão filhotes? Ou observaste tu as cervas quando em trabalho de parto?

2Contaste os meses que elas cumprem, e sabes o tempo de seu parto?

3Quando se encurvam, produzem seus filhos, e lançam de si suas dores.

4Seus filhos se fortalecem, crescem como o trigo; saem, e nunca mais voltam a elas.

5Quem despediu livre ao asno montês? E quem ao asno selvagem soltou das ataduras?

6Ao qual eu dei a terra desabitada por casa, e a terra salgada por suas moradas.

7Ele zomba do tumulto da cidade; não ouve os gritos do condutor.

8A extensão dos montes é seu pasto; e busca tudo o que é verde.

9Por acaso o boi selvagem quererá te servir, ou ficará junto de tua manjedoura?

10Ou amarrarás ao boi selvagem com sua corda para o arado? Ou lavrará ele aos campos atrás de ti?

11Confiarás nele, por ser grande sua força, e deixarás que ele faça teu trabalho?

12Porás tua confiança nele, para que ele colha tua semente, e a junte em tua eira?

13As asas da avestruz batem alegremente, mas são suas asas e penas como as da cegonha?

14Ela deixa seus ovos na terra, e os esquenta no chão,

15E se esquece de que pés podem os pisar, e os animais do campo podem os esmagar.

16Age duramente para com seus filhos, como se não fossem seus, sem temer que seu trabalho tenha sido em vão.

17Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe repartiu entendimento.

18Porém quando se levanta para correr, zomba do cavalo e do seu cavaleiro.

19És tu que dás força ao cavalo, ou que vestes seu pescoço com crina?

20Podes tu o espantar como a um gafanhoto? O sopro de suas narinas é terrível.

21Ele escarva a terra, alegra-se de sua força, e sai ao encontro das armas;

22Ele zomba do medo, e não se espanta; nem volta para trás por causa da espada.

23Contra ele rangem a aljava, o ferro brilhante da lança e do dardo;

24Sacudido-se com furor, ele escarva a terra; ele não fica parado ao som da trombeta.

25Ao som das trombetas diz: Eia! E desde longe cheira a batalha, o grito dos capitães, e o barulho.

26Por acaso é por tua inteligência que o gavião voa, e estende suas asas para o sul?

27Ou é por tua ordem que a água voa alto e põe seu ninho na altura?

28Nas penhas ela mora e habita; no cume das penhas, e em lugares seguros.

29Desde ali espia a comida; seus olhos avistam de longe.

30Seus filhotes sugam sangue; e onde houver cadáveres, ali ela está.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.