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The Way

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Bíblia em 1 ano

Dia 91 de 365 · uns 14 min

1 Samuel 18–20

1 Samuel 18Abrir no leitor

1E assim que ele acabou de falar com Saul, a alma de Jônatas se apegou à de Davi, e Jônatas o amou como à sua alma.

2E Saul o tomou naquele dia, e não o deixou voltar à casa de seu pai.

3E fizeram aliança Jônatas e Davi, porque ele lhe amava como a sua alma.

4E Jônatas despiu a roupa que tinha sobre si, e deu-a a Davi, e outras roupas suas, até sua espada, e seu arco, e seu cinto.

5E Davi saía para onde quer que Saul o enviasse, e portava-se prudentemente. Fê-lo, portanto, Saul capitão da gente de guerra, e era aceito aos olhos de todo o povo, e nos olhos dos criados de Saul.

6E aconteceu que quando voltavam eles, quando Davi voltou de matar ao filisteu, saíram as mulheres de todas as cidades de Israel cantando, e com danças, com tamboris, e com alegrias e adufes, a receber ao rei Saul.

7E cantavam as mulheres que dançavam, e diziam: Saul feriu seus milhares, E Davi seus dez milhares.

8E irou-se Saul em grande maneira, e desagradou esta palavra em seus olhos, e disse: A Davi deram dez milhares, e a mim milhares; não lhe falta mais que o reino.

9E desde aquele dia Saul olhou com desconfiança a Davi.

10Outro dia aconteceu que o espírito mau da parte de Deus tomou a Saul, e mostrava-se em sua casa com trejeitos de profeta: e Davi tocava com sua mão como os outros dias; e estava uma lança à mão de Saul.

11E lançou Saul a lança, dizendo: Encravarei a Davi na parede. E duas vezes se afastou dele Davi.

12Mas Saul se temia de Davi porquanto o SENHOR era com ele, e havia se afastado de Saul.

13Afastou-o, pois, Saul de si, e fez-lhe capitão de mil; e saía e entrava diante do povo.

14E Davi se conduzia prudentemente em todos seus negócios, e o SENHOR era com ele.

15E vendo Saul que se portava tão prudentemente, temia-se dele.

16Mas todos os de Israel e Judá amavam a Davi, porque ele saía e entrava diante deles.

17E disse Saul a Davi: Eis que eu te darei a Merabe minha filha maior por mulher: somente que me sejas homem valente, e faças as guerras do SENHOR. Mas Saul dizia: Não será minha mão contra ele, mas a mão dos filisteus será contra ele.

18E Davi respondeu a Saul: Quem sou eu, ou que é minha vida, ou a família de meu pai em Israel, para ser genro do rei?

19E vindo o tempo em que Merabe, filha de Saul, se havia de dar a Davi, foi dada por mulher a Adriel meolatita.

20Mas Mical a outra filha de Saul amava a Davi; e foi dito a Saul, o qual foi conveniente em seus olhos.

21E Saul disse: Eu a darei a ele, para que lhe seja por armadilha, e para que a mão dos filisteus seja contra ele. Disse, pois, Saul a Davi: Com a outra serás meu genro hoje.

22E mandou Saul a seus criados: Falai em secreto a Davi, dizendo-lhe: Eis que, o rei te ama, e todos seus criados te querem bem; sê, pois, genro do rei.

23E os criados de Saul falaram estas palavras aos ouvidos de Davi. E Davi disse: Parece-vos que é pouco ser genro do rei, sendo eu um homem pobre e de nenhuma estima?

24E os criados de Saul lhe deram a resposta dizendo: Tais palavras disse Davi.

25E Saul disse: Dizei assim a Davi: Não está o contentamento do rei no dote, mas sim em cem prepúcios de filisteus, para que seja tomada vingança dos inimigos do rei. Mas Saul pensava lançar a Davi em mãos dos filisteus.

26E quando seus criados declararam a Davi estas palavras, foi conveniente a coisa nos olhos de Davi, para ser genro do rei. E quando o prazo não era ainda cumprido,

27Levantou-se Davi, e partiu-se com sua gente, e feriu duzentos homens dos filisteus; e trouxe Davi os prepúcios deles, e entregaram-nos todos ao rei, para que ele fosse feito genro do rei. E Saul lhe deu a sua filha Mical por mulher.

28Porém Saul, vendo e considerando que o SENHOR era com Davi, e que sua filha Mical o amava,

29Temeu-se mais de Davi; e foi Saul inimigo de Davi todos os dias.

30E saíam os príncipes dos filisteus; e quando eles saíam, portava-se Davi mais prudentemente que todos os servos de Saul: e era seu nome muito ilustre.

1 Samuel 19Abrir no leitor

1E falou Saul a Jônatas seu filho, e a todos os seus criados, para que matassem a Davi; mas Jônatas filho de Saul amava a Davi em grande maneira.

2E deu aviso a Davi, dizendo: Saul meu pai procura matar-te; portanto olha agora por ti até a manhã, e fica-te em lugar oculto, e esconde-te:

3E eu sairei e estarei junto a meu pai no campo de onde estiveres: e falarei de ti a meu pai, e te farei saber o que notar.

4E Jônatas falou bem de Davi a Saul seu pai, e disse-lhe: Não peque o rei contra seu servo Davi, pois que nenhuma coisa cometeu contra ti: antes suas obras te foram muito boas;

5Porque ele pôs sua alma em sua palma, e feriu ao filisteu, e o SENHOR fez uma grande salvação a todo Israel. Tu o viste, e te alegraste: por que, pois, pecarás contra o sangue inocente, matando a Davi sem causa?

6E ouvindo Saul a voz de Jônatas, jurou: Vive o SENHOR, que não morrerá.

7Chamando então Jônatas a Davi, declarou-lhe todas estas palavras; e ele mesmo apresentou Davi a Saul, e esteve diante dele como antes.

8E voltou a fazer-se guerra: e saiu Davi e lutou contra os filisteus, e feriu-os com grande estrago, e fugiram diante dele.

9E o espírito mau da parte do SENHOR foi sobre Saul: e estando sentado em sua casa tinha uma lança à mão, enquanto Davi estava tocando harpa com sua mão.

10E Saul procurou encravar a Davi com a lança na parede; mas ele se afastou de diante de Saul, o qual feriu com a lança na parede; e Davi fugiu, e escapou-se aquela noite.

11Saul enviou logo mensageiros à casa de Davi para que o guardassem, e o matassem à manhã. Mas Mical sua mulher o revelou a Davi, dizendo: Se não salvares tua vida esta noite, amanhã serás morto.

12E baixou Mical a Davi por uma janela; e ele se foi, e fugiu, e escapou-se.

13Tomou logo Mical uma estátua, e a pôs sobre a cama, e acomodou-lhe por cabeceira uma almofada de pelos de cabra, e cobriu-a com uma roupa.

14E quando Saul enviou mensageiros que tomassem a Davi, ela respondeu: Está enfermo.

15E voltou Saul a enviar mensageiros para que vissem a Davi, dizendo: Trazei-o a mim na cama para que o mate.

16E quando os mensageiros entraram, eis que a estátua estava na cama, e uma almofada de pelos de cabra por cabeceira.

17Então Saul disse a Mical: Por que me enganaste assim, e deixaste escapar a meu inimigo? E Mical respondeu a Saul: Porque ele me disse: Deixa-me ir; se não, eu te matarei.

18Fugiu, pois, Davi, e escapou-se, e veio a Samuel em Ramá, e disse-lhe tudo o que Saul havia feito com ele. E foram-se ele e Samuel, e moraram em Naiote.

19E foi dado aviso a Saul, dizendo: Eis que Davi está em Naiote em Ramá.

20E enviou Saul mensageiros que trouxessem a Davi, os quais viram uma companhia de profetas que profetizavam, e a Samuel que estava ali, e os presidia. E foi o espírito de Deus sobre os mensageiros de Saul, e eles também profetizaram.

21E feito que foi saber a Saul, ele enviou outros mensageiros, os quais também profetizaram. E Saul voltou a enviar pela terceira vez mensageiros, e eles também profetizaram.

22Então ele mesmo veio a Ramá; e chegando ao poço grande que está em Socó, perguntou dizendo: Onde estão Samuel e Davi? E foi-lhe respondido: Eis que estão em Naiote em Ramá.

23E foi ali a Naiote em Ramá; e também veio sobre ele o espírito de Deus, e ia profetizando, até que chegou a Naiote em Ramá.

24E ele também se desnudou suas roupas, e profetizou igualmente diante de Samuel, e caiu nu todo aquele dia e toda aquela noite. De aqui se disse: Também Saul entre os profetas?

1 Samuel 20Abrir no leitor

1E Davi fugiu de Naiote que é em Ramá, e veio diante de Jônatas, e disse: Que fiz eu? qual é minha maldade, ou qual meu pecado contra teu pai, que ele busca minha vida?

2E ele lhe disse: Em nenhuma maneira; não morrerás. Eis que meu pai nenhuma coisa fará, grande nem pequena, que não a revele a mim; por que pois me encobrirá meu pai este negócio? Não será assim.

3E Davi voltou a jurar, dizendo: Teu pai sabe claramente que eu achei favor diante de teus olhos, e dirá: Não saiba isto Jônatas, para que não tenha pesar: e certamente, vive o SENHOR e vive tua alma, que apenas há um passo entre mim e a morte.

4E Jônatas disse a Davi: Que diga tua alma, e eu o farei por ti?

5E Davi respondeu a Jônatas: Eis que amanhã será nova lua, e eu costumo sentar-me com o rei a comer: mas tu deixarás que me esconda no campo até à tarde do terceiro dia.

6Se teu pai fizer menção de mim, dirás: Rogo-me muito que o deixasse ir logo a Belém sua cidade, porque todos os de sua linhagem têm ali sacrifício anual.

7Se ele disser, Está bem, teu servo terá paz; mas se se irar, sabe que a malícia está nele completa.

8Farás, pois, misericórdia com teu servo, já que trouxeste teu servo a aliança do SENHOR contigo: e se maldade há em mim mata-me tu, que não há necessidade de levar-me até teu pai.

9E Jônatas lhe disse: Nunca tal te suceda; antes bem, se eu entendesse ser completa a malícia de meu pai, para vir sobre ti, não havia eu de revelá-lo a ti?

10Disse então Davi a Jônatas: Quem me dará aviso? Ou que se teu pai te responder asperamente?

11E Jônatas disse a Davi: Vem, saiamos ao campo. E saíram ambos ao campo.

12Então disse Jônatas a Davi: Ó SENHOR Deus de Israel, quando houver eu perguntado a meu pai amanhã a esta hora, ou depois de amanhã, e ele parecer bem para com Davi, se então não enviar a ti, e o revelar a ti,

13O SENHOR faça assim a Jônatas, e isto acrescente. Mas se a meu pai parecer bem fazer-te mal, também te o revelarei, e te enviarei, e te irás em paz: e seja o SENHOR contigo, como foi com meu pai.

14E se eu viver, farás comigo misericórdia do SENHOR; mas se for morto,

15Não tirarás perpetuamente tua misericórdia de minha casa, nem quando o SENHOR exterminar um por um os inimigos de Davi da face da terra.

16Assim Jônatas fez aliança com a casa de Davi, dizendo: O SENHOR o exija da mão dos inimigos de Davi.

17E voltou Jônatas a jurar a Davi, porque o amava, porque o amava como à sua alma.

18Disse-lhe logo Jônatas: Amanhã é lua nova, e tua falta será percebida, porque teu assento estará vazio.

19Estarás, pois, três dias, e logo descerás, e virás ao lugar de onde estavas escondido o dia do incidente, e esperarás junto à pedra de Ezel;

20E eu atirarei três flechas até aquele lado, como que me exercitando ao alvo.

21E logo enviarei o criado dizendo-lhe: Vai, busca as flechas. E se disser ao jovem: Eis ali as flechas mais aqui de ti, toma-as: tu virás, porque tens paz, e nada há de mal, vive o SENHOR.

22Mas se eu disser ao jovem assim: Eis ali as flechas mais ali de ti: vai-te, porque o SENHOR te enviou.

23E quanto às palavras que eu e tu falamos, seja o SENHOR entre mim e ti para sempre.

24Então Davi se escondeu no campo, e vinda que foi a lua nova, sentou-se o rei a comer pão.

25E o rei se sentou em sua cadeira, como costumava, no assento junto à parede, e Jônatas se levantou, e sentou-se Abner ao lado de Saul, e o lugar de Davi estava vazio.

26Mas aquele dia Saul não disse nada, porque se dizia: Haverá lhe acontecido algo, e não está limpo; não estará purificado.

27O dia seguinte, o segundo dia da lua nova, aconteceu também que o assento de Davi estava vazio. E Saul disse a Jônatas seu filho: Por que não veio a comer o filho de Jessé hoje nem ontem?

28E Jônatas respondeu a Saul: Davi me pediu encarecidamente lhe deixasse ir até Belém.

29E disse: Rogo-te que me deixes ir, porque temos sacrifício os de nossa linhagem na cidade, e meu irmão mesmo me mandou; portanto, se achei graça em teus olhos, farei uma escapada agora, e visitarei a meus irmãos. Por isto, pois, não veio.

30Então Saul se acendeu contra Jônatas, e disse-lhe: Filho da pervertida e rebelde! Não sei eu que tu escolheste ao filho de Jessé para vergonha tua, e para vergonha da nudez de tua mãe?

31Porque todo o tempo que o filho de Jessé viver sobre a terra, nem tu serás firme, nem teu reino. Envia, pois, agora, e traze-o a mim, porque morrerá.

32E Jônatas respondeu a seu pai Saul, e disse-lhe: Por que morrerá? O que ele fez?

33Então Saul lhe lançou uma lança para feri-lo: de onde entendeu Jônatas que seu pai estava determinado a matar a Davi.

34E levantou-se Jônatas da mesa com exaltada ira, e não comeu pão o segundo dia da lua nova: porque tinha dor por causa de Davi, porque seu pai lhe havia afrontado.

35Ao outro dia de manhã, saiu Jônatas ao campo, ao tempo marcado com Davi, e um jovem pequeno com ele.

36E disse a seu jovem: Corre e busca as flechas que eu atirar. E quando o jovem ia correndo, ele atirava a flecha que passava mais além dele.

37E chegando o jovem onde estava a flecha que Jônatas havia atirado, Jônatas deu vozes atrás o jovem, dizendo: Não está a flecha mais além de ti?

38E voltou a gritar Jônatas atrás o jovem: Apressa-te, corre, não pares. E o jovem de Jônatas agarrou as flechas, e veio a seu senhor.

39Porém nenhuma coisa entendeu o jovem: somente Jônatas e Davi entendiam o negócio.

40Logo deu Jônatas suas armas a seu jovem, e disse-lhe: Vai-te e leva-as à cidade.

41E logo que o jovem se havia ido, se levantou Davi da parte do sul, e inclinou-se três vezes prostrando-se até a terra: e beijando-se o um ao outro, choraram o um com o outro, ainda que Davi chorou mais.

42E Jônatas disse a Davi: Vai-te em paz, que ambos juramos pelo nome do SENHOR, dizendo: o SENHOR seja entre mim e ti, entre minha descendência e a tua descendência para sempre.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.