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The Way

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Bíblia em 6 meses

Dia 103 de 182 · uns 24 min

Provérbios 30–31 · Eclesiastes 1–5

Provérbios 30Abrir no leitor

1Palavras de Agur, filho de Jaque, o de fala solene; Este homem diz a Itiel; a Itiel e a Ucal:

2Certamente eu sou o mais bruto dos homens, e não tenho entendimento humano.

3Não aprendi sabedoria, nem tenho conhecimento do Santo Deus .

4Quem subiu ao céu, e desceu? Quem juntou os ventos com suas mãos? Quem amarrou as águas numa capa? Quem estabeleceu todos os limites da terra? Qual é o seu nome? e qual é o nome de seu filho, se tu o sabes?

5Toda palavra de Deus é pura; é escudo para os que nele confiam.

6Nada acrescentes às suas palavras, para que ele não te repreenda, e sejas mostrado como mentiroso.

7Duas coisas eu te pedi; não as negues a mim antes que eu morra.

8Afasta de mim a inutilidade e palavra mentirosa; e não me dês nem pobreza nem riqueza, mantém-me com o pão que me for necessário.

9Para que não aconteça de eu ficar farto e te negar, dizendo: Quem é o SENHOR?Nem também que eu empobreça, e venha a furtar, e desonre o nome do meu Deus.

10Não difames do servo ao seu senhor, para que ele não te amaldiçoe e fiques culpado.

11Há gente que amaldiçoa a seu pai e não bendiz à sua mãe;

12Há gente que é pura aos seus próprios olhos, mas que não foi lavada de sua imundície;

13Há gente cujos olhos são arrogantes, e cujas sobrancelhas são levantadas;

14Há gente cujos dentes são espadas, e cujos queixos são facas, para devorarem aos aflitos da terra aos aflitos, e aos necessitados dentre os homens.

15A sanguessuga tem duas filhas: “Dá” e “Dá”; estas três coisas nunca se fartam, e quatro nunca dizem “É o suficiente”:

16O Xeol, o útero estéril, a terra que não se farta de água, e o fogo que nunca diz estar satisfeito.

17Os olhos que zombam do pai ou desprezam obedecer à mãe, os corvos do riacho os arrancarão, e os filhotes de abutre os comerão.

18Estas três coisas me maravilham, e quatro que não entendo:

19O caminho da águia no céu, o caminho da serpente na rocha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com uma moça.

20Assim é o caminho da mulher adúltera: ela come, limpa sua boca, e diz: Não fiz mal algum.

21Por três coisas a terra se alvoroça, e por quatro que não pode suportar:

22Pelo servo que governa como rei; pelo tolo que se enche de comida;

23Pela mulher odiada, quando se casa; e pela serva quando toma o lugar de sua senhora.

24Estas quatro coisas são pequenas sobre a terra, porém muito sábias:

25As formigas não são criaturas fortes, mas no verão preparam sua comida;

26Os roedores são um “povo” fraco, mas fazem suas casas nas rochas;

27Os gafanhotos não têm rei; mas todos saem em bandos;

28As lagartixas podem ser pegas com as mãos, e mesmo assim estão nos palácios dos reis.

29Estes três tem um bom andar, e quatro que se movem muito bem:

30O leão, forte entre os animais, que não foge de ninguém;

31O galo, o bode, e o rei com seu exército.

32Se agiste como tolo, exaltando-te, e se planejaste o mal, põe tua mão sobre a boca;

33Porque como o forçar do leite produz manteiga, e o forçar do nariz produz sangue, assim também o forçar da ira produz briga.

Provérbios 31Abrir no leitor

1Palavras do rei Lemuel, a profecia que sua mãe o ensinava.

2O que posso te dizer ,meu filho, ó filho do meu ventre? O que te direi ,filho de minhas promessas?

3Não dês tua força às mulheres, nem teus caminhos para coisas que destroem reis.

4Lemuel, não convém aos reis beber vinho; nem aos príncipes desejar bebida alcoólica.

5Para não acontecer de que bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos.

6Dai bebida alcoólica aos que estão a ponto de morrer, e vinho que têm amargura na alma,

7Para que bebam, e se esqueçam de sua pobreza, e não se lembrem mais de sua miséria.

8Abre tua boca no lugar do mudo pela causa judicial de todos os que estão morrendo.

9Abre tua boca, julga corretamente, e faze justiça aos oprimidos e necessitados.

10Mulher virtuosa, quem a encontrará? Pois seu valor é muito maior que o de rubis.

11O coração de seu marido confia nela, e ele não terá falta de bens.

12Ela lhe faz bem, e não o mal, todos os dias de sua vida.

13Ela busca lã e linho, e com prazer trabalha com suas mãos.

14Ela é como um navio mercante; de longe traz a sua comida.

15Ainda de noite ela se levanta, e dá alimento a sua casa; e ordens às suas servas.

16Ela avalia um campo, e o compra; do fruto de suas mãos planta uma vinha.

17Ela prepara seus lombos com vigor, e fortalece seus braços.

18Ela prova que suas mercadorias são boas, e sua lâmpada não se apaga de noite.

19Ela estende suas mãos ao rolo de linha, e com suas mãos prepara os fios.

20Ela estende sua mão ao aflito, e estica os braços aos necessitados.

21Ela não terá medo da neve por sua casa, pois todos os de sua casa estão agasalhados.

22Ela faz cobertas para sua cama; de linho fino e de púrpura é o seu vestido.

23Seu marido é famoso às portas da cidade ,quando ele se senta com os anciãos da terra.

24Ela faz panos de linho fino, e os vende; e fornece cintos aos comerciantes.

25Força e glória são suas roupas, e ela sorri pelo seu futuro.

26Ela abre sua boca com sabedoria; e o ensinamento bondoso está em sua língua.

27Ela presta atenção aos rumos de sua casa, e não come pão da preguiça.

28Seus filhos se levantam e a chamam de bem-aventurada; seu marido também a elogia, dizendo :

29Muitas mulheres agem com virtude, mas tu és melhor que todas elas.

30A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada.

31Dai a ela conforme o fruto de suas mãos, e que suas obras a louvem às portas da cidade .

Eclesiastes 1Abrir no leitor

1Palavras do Pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.

2Futilidade das futilidades! - diz o Pregador - futilidade das futilidades! Tudo é fútil!

3Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho que ele trabalha abaixo do sol?

4Geração vai, e geração vem; porém a terra permanece para sempre.

5O sol nasce, e o sol se põe; e se apressa ao seu lugar onde nasceu.

6O vento vai ao sul, e rodeia para o norte; continuamente o vento vai rodeando e voltando aos lugares onde circulou.

7Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar onde os ribeiros correm, para ali eles voltam a correr.

8Todas estas coisas são tão cansativas, que ninguém consegue descrever; os olhos não ficam satisfeitos de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.

9O que foi, isso será; e o que se fez, isso será feito; de modo que nada há de novo abaixo do sol.

10Existe algo que se possa dizer: Vê isto, que é novo?Isso já existia nos tempos passados, que foram antes de nós.

11Não há lembrança das coisas que já aconteceram; e das coisas que vão acontecer, também delas não haverá lembrança entre aqueles que vierem depois.

12Eu o Pregador, me tornei rei sobre Israel em Jerusalém.

13E dei meu coração a investigar e pesquisar com sabedoria sobre tudo o que acontece abaixo do céu; esta cansativa ocupação Deus deu aos filhos dos homens, para que nela fossem forçados.

14Vi todas as obras que são feitas abaixo do sol, e eis que tudo é futilidade e aflição de espírito.

15O que é torto não pode ser endireitado; o que está em falta não pode ser contado.

16Eu falei ao meu coração, dizendo: Eis que eu me tornei grande, e aumentei em sabedoria, sobre todos os que tinham sido antes de mim em Jerusalém; e meu coração experimentou uma abundância de sabedoria e conhecimento.

17E dei meu coração para entender sabedoria, e para entender loucuras e tolices; e percebi que também isto era aflição.

18Porque na muita sabedoria há muito aborrecimento, e aquele que aumenta em conhecimento aumenta em angústia.

Eclesiastes 2Abrir no leitor

1Disse eu em meu coração: Vamos! Eu te provarei com alegria, por isso dá atenção ao que é bom! Porém eis que isto também era futilidade.

2Eu disse ao riso: Estás doido; e à alegria: De que esta serve?

3Decidi como experiência entregar minha carne ao vinho (guiando porém meu coração com sabedoria) e praticar a loucura, para eu ver o que era melhor aos filhos dos homens fazerem abaixo do céu durante os dias de suas vidas.

4Fiz para mim obras grandiosas; construí casas para mim; plantei vinhas para mim.

5Fiz para mim pomares e jardins; e plantei neles árvores de toda espécie de frutos.

6Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que se plantavam as árvores.

7Adquiri escravos e escravas, e tive escravos nascidos em casa; também tive grande rebanho de vacas e ovelhas, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém.

8Também juntei para mim prata, ouro, e tesouros de reis e de províncias; reservei para mim cantores e cantoras, e dos prazeres dos filhos dos homens: várias mulheres.

9Então me engrandeci e aumentei, mais do que todos quantos houve antes de mim em Jerusalém; além disto minha sabedoria ficou comigo.

10E tudo quanto meus olhos desejaram, eu não lhes neguei; nem privei meu coração de alegria alguma, pois meu coração se alegrou de todo o meu trabalho; e esta foi minha parte que obtive de todo o meu trabalho.

11E eu olhei para todas as obras que minhas mãos fizeram, como também para o trabalho ao qual me dispus a trabalhar; e eis que tudo era fútil como perseguir o vento, e que não havia proveito algum abaixo do sol.

12Então passei a observar a sabedoria, as loucuras e a tolice; porque o que o homem pode fazer depois do rei, que já não tenha sido feito?

13Então eu vi que a sabedoria é melhor do que a tolice, assim como a luz é melhor do que as trevas.

14Os olhos do sábio estão em sua cabeça, mas o tolo anda em trevas; então eu também entendi que o mesmo futuro acontece a todos eles.

15Por isso eu disse em meu coração: Assim como acontece ao tolo, também acontecerá a mim; por que então eu me tornei mais sábio? Então disse em meu coração que isto também era inútil.

16Porque não haverá lembrança para sempre, nem do sábio, nem do tolo; porque de tudo quanto agora há, nos dias futuros será esquecido; e o sábio morre assim como o tolo.

17Por isso detestei a vida, porque a obra que é feita abaixo do sol me faz sofrer; pois tudo é fútil como perseguir o vento.

18Eu também detestei todo o meu trabalho em que trabalhei abaixo do sol, porque o deixarei ao homem que virá depois de mim.

19Pois quem sabe se ele será sábio ou tolo? Contudo ele terá controle de todo o meu trabalho em que trabalhei, e que sabiamente conduzi abaixo do sol; também isso é futilidade.

20Por isso eu fiz meu coração perder a esperança de todo o meu trabalho em que trabalhei abaixo do sol.

21Porque há um tipo de homem que trabalha com sabedoria, conhecimento e habilidade; porém deixará tudo como herança a um outro homem que não trabalhou naquilo; também isto é fútil e muito desagradável.

22Pois que proveito o homem tem por todo o seu trabalho e cansaço de seu coração em que ele trabalha abaixo do sol?

23Porque todos os seus dias são dores, e aflição é sua rotina; até de noite seu coração não descansa; também isto é futilidade.

24Não há nada melhor ao homem do que comer, beber, e fazer sua alma se alegrar de seu trabalho; eu também vi que isto vem da mão de Deus.

25(Pois quem melhor comeria ou teria pressa, a não ser eu mesmo?)

26Porque ao homem bom perante sua face, Deus dá sabedoria, conhecimento e alegria; porém ao pecador ele dá trabalho cansativo, para juntar e recolher, para o dar ao bom diante da sua face; também isto é fútil como perseguir o vento.

Eclesiastes 3Abrir no leitor

1Para todas as coisas há um tempo determinado, e todo propósito abaixo do céu tem seu tempo.

2Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que foi plantado.

3Tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir.

4Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar, e tempo de saltar.

5Tempo de espalhar pedras e tempo de juntar pedras; tempo de abraçar e tempo de evitar abraçar.

6Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora.

7Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de ficar calado e tempo de falar.

8Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.

9Que proveito tem o trabalhador naquilo em que ele trabalha?

10Tenho visto a ocupação que Deus deu aos filhos dos homens, para com ela os manter ocupados.

11Tudo ele fez belo ao seu tempo; também pôs a sensação de eternidade no coração deles, sem que o homem consiga entender a obra que Deus fez, desde o princípio até o fim.

12Tenho percebido que não há coisa melhor para eles do que se alegrarem e fazerem o bem em suas vidas;

13E também que todo homem coma, beba e fique contente com todo o seu trabalho; isto é um presente de Deus.

14Eu sei que tudo quanto Deus faz durará para sempre; a isso nada será acrescentado e nada será diminuído; e Deus faz assim para que haja temor perante sua presença.

15O que tem sido agora, já foi antes; e o que vier a ser também já foi; Deus busca de volta o que foi passado.

16Vi mais abaixo do sol: que no lugar do juízo havia ali perversidade; e que no lugar da justiça havia ali perversidade.

17Eu disse em meu coração: Deus julgará ao justo e ao perverso, porque ali há tempo para todo propósito e para toda obra.

18Eu disse em meu coração quanto aos filhos dos homens, que Deus lhes provaria, para lhes mostrar que eles são como animais.

19Porque o que acontece aos filhos dos homens, isso mesmo também acontece aos animais; o mesmo acontece a eles todos ; assim como um morre, assim também morre o outro; e todos tem uma mesma respiração; e a vantagem dos homens sobre os animais é nenhuma, pois todos são fúteis.

20Todos vão a um mesmo lugar; todos vieram do pó da terra , e todos voltarão ao pó.

21Quem tem certeza de que o fôlego de vida dos homens sobe para cima, e que o fôlego de vida dos animais desce para debaixo da terra?

22Por isso tenho visto que não há coisa melhor do que o homem se alegrar de suas obras, porque essa é a parte que lhe pertence; pois quem pode levá-lo a ver o que será depois de sua morte ?

Eclesiastes 4Abrir no leitor

1Depois me virei, e observei todas as opressões que são feitas abaixo do sol; e eis que vi as lágrimas dos oprimidos, que não tinham consolador; a força estava do lado dos seus opressores, porém eles não tinham quem os consolasse.

2Por isso eu considerei os mortos, que já morreram, serem mais merecedores de elogios do que os vivos, que ainda vivem.

3E melhor que estes ambos, é aquele que ainda não existe; que não viu as más obras, que são feitas abaixo do sol.

4Também vi eu que todo o trabalho, e toda a habilidade em obras, causa ao homem a inveja de seu próximo; também isto é fútil como perseguir o vento.

5O tolo junta suas mãos, e come sua própria carne.

6É melhor uma mão cheia com descanso, do que ambas as mãos cheias com trabalho e perseguição ao vento.

7Então eu me voltei, e vi uma futilidade abaixo do sol:

8Havia um que era sozinho, sem filho, nem irmão; e seu trabalho não tem fim, nem seus olhos se fartam de riquezas; nem diz : Para quem estou trabalhando, e privando minha alma do que é bom? Também isso é futilidade e enfadonha ocupação.

9Dois são melhores do que um, porque eles têm melhor recompensa por seu trabalho.

10Porque se vierem a cair, um levanta ao seu companheiro; mas ai daquele que está só, pois caso caia, não há outro que o levante.

11Também, se dois se deitarem juntos, eles se aquecem; mas como alguém sozinho poderá se aquecer?

12E se alguém prevalecer contra um, dois podem resistir contra ele; porque o cordão de três dobras não se rompe tão depressa.

13Melhor é o jovem pobre e sábio do que o rei velho e tolo, que não sabe dar ouvidos aos conselhos,

14porque esse jovem pode sair até da prisão para se tornar rei, ainda que tenha nascido pobre em seu reino.

15Vi todos os vivos, que andam abaixo do sol, estarem com o jovem, o sucessor, que ficaria em seu lugar.

16Não havia fim todo o povo, todo o que houve antes deles; porém os que vêm depois não se alegrarão nele. Também isso é fútil como perseguir o vento.

Eclesiastes 5Abrir no leitor

1Guarda os teus passos quando entrares na casa de Deus, e te achegues a ouvir em vez de oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.

2Não te precipites com tua boca, nem te apresses com teu coração, a pronunciar palavra alguma perante a face de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás na terra; por isso, que tuas palavras sejam poucas.

3Pois, como os sonhos vêm das muitas ocupações, assim também o excesso de palavras vem da voz do tolo.

4Quando fizeres algum voto a Deus, não demores em pagá-lo; porque ele não se agrada de tolos. Paga o voto que fizeres.

5Melhor é que não faças voto, do que fazeres um voto, e não o pagares.

6Não permitas que a tua boca faça a tua carne pecar; nem digas perante o mensageiro que foi um mero erro; por que provocarias a ira de Deus com a tua voz, para que ele destrua a obra de tuas mãos?

7Porque, como na abundância de sonhos há futilidades, assim, também, há abundância de palavras; tu, porém, teme a Deus.

8Se vires em algum território a opressão dos pobres, e a violência contra o direito e a justiça, não te surpreendas de tal caso; porque o oficial tem uma autoridade maior que o supervisiona; e acima de ambos há outros que têmautoridade ainda maior.

9E o proveito da terra é para todos; até o rei se serve do campo.

10O que amar o dinheiro nunca se saciará do dinheiro; e quem amar a riqueza, nunca se saciará do lucro; isso também é futilidade.

11Onde os bens se multiplicam, ali se multiplicam também os que os cosomem; e que proveito pois tem seus donos, a não ser somente ver as riquezas com seus próprios olhos?

12Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco, quer muito; porém a fartura do rico não o deixa dormir.

13Há um mal causador de sofrimentos que vi abaixo do sol: as riquezas que seus donos guardam para seu próprio mal.

14Porque as mesmas riquezas se perdem com negócios malsucedidos; e quando gera algum filho, nada lhe fica em sua mão.

15Assim como ele saiu do ventre de sua mãe, nu ele voltará, indo-se como veio; e nada tomará de seu trabalho, que possa levar em sua mão.

16De maneira que isto também é um mal causador de sofrimentos, que exatamente como veio, assim se vai; e que proveito ele teve em trabalhar para o vento?

17Além disso, ele comeu em trevas todos os seus dias; sofreu muito, e teve enfermidades e irritações.

18Eis o que eu vi, algo bom e belo: comer, beber, e experimentar o que é bom de todo o seu trabalho em que trabalhou abaixo do sol, durante os dias de sua vida, que Deus lhe deu; porque isto é a parte que lhe pertence.

19E todo homem a quem Deus deu riquezas e bens, e lhe deu poder para comer delas, e tomar sua parte, e se alegrar de seu trabalho; isto é presente de Deus.

20Pois ele não se lembrará muito dos dias de sua vida, porque Deus lhe responde com alegria de seu coração.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.