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The Way

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Bíblia em 6 meses

Dia 108 de 182 · uns 25 min

Isaías 23–30

Isaías 23Abrir no leitor

1Revelação sobre Tiro:Uivai, navios de Társis, pois ela está arruinada, sem sobrar casa alguma, nem entrada nela . Desde a terra do Chipre isto lhes foi informado.

2Calai-vos, moradores do litoral; vós mercadores de Sidom, que vos enchíeis pelos que atravessavam o mar.

3E sua renda era os grãos de Sior, a colheita do Nilo, que vinha por muitas águas. Ela era o centro de comércio das nações.

4Envergonha-te, Sidom; pois o mar falou, a fortaleza do mar disse: Eu não tive dores de parto, nem de mim nasceu criança; nunca criei meninos nem eduquei virgens.

5Quando as notícias chegarem ao Egito, eles se angustiarão com as informações de Tiro.

6Passai-vos a Társis; uivai, moradores do litoral!

7É esta a vossa alegre cidade? A que existia desde os tempos antigos? Eram os pés dela que a levavam para alcançar lugares distantes?

8Quem foi, pois, que determinou isto contra Tiro, a que dava coroas, que cujos mercadores eram príncipes, e cujos comerciantes eram os mais ilustres da terra?

9Foi o SENHOR dos exércitos que determinou isto, para envergonhar o orgulho de sua beleza, e humilhar a todos os ilustres da terra.

10Passa-te como o rio à tua terra, ó filha de Társis, pois já não há mais fortaleza.

11Ele estendeu sua mão sobre o mar, e abalou aos reinos; o SENHOR deu uma ordem contra Canaã, para destruir suas fortalezas.

12E disse: Nunca mais te encherás de alegria, ó oprimida virgem, filha de Sidom; levanta-te, passa ao Chipre; e alinda ali não terás descanso.

13Olhai para a terra dos Caldeus, este que deixou de ser povo. A Assíria a fundou para os que moravam no deserto; levantaram suas fortalezas, e derrubaram seus palácios; transformou-a em ruínas.

14Uivai, navios de Társis; porque destruída está vossa fortaleza.

15E será naquele dia, que Tiro será esquecida por setenta anos, como dias de um rei; mas ao fim de setenta anos, haverá em Tiro algo como a canção da prostituta:

16Toma uma harpa, rodeia a cidade, ó prostituta esquecida; toca boa música, e canta várias canções, para que tu sejas lembrada.

17Pois será que, ao fim de setenta anos, o SENHOR visitará a Tiro, e voltará à sua atividade, prostituindo-se com todos os reinos do mundo que há sobre a face da terra.

18Mas seu comércio e seus ganhos como prostituta serão consagrados ao SENHOR; não serão guardados nem depositados; mas seu comércio será para os que habitam perante o SENHOR, para que comam até se saciarem, e tenham roupas de boa qualidade.

Isaías 24Abrir no leitor

1Eis que o SENHOR esvazia a terra, e a assola; e transtorna sua superfície, e espalha seus moradores.

2E isso acontecerá, tanto ao povo, como ao sacerdote; tanto ao servo, como a seu senhor; tanto à serva, como a sua senhora; tanto ao comprador, como ao vendedor; tanto a quem empresta, como ao que toma emprestado; tanto ao credor, como ao devedor.

3A terra será esvaziada por completo, e será saqueada por completo; pois o SENHOR pronunciou esta palavra.

4A terra chora e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; estão enfraquecidos os mais elevados do povo da terra;

5Pois a terra está contaminada por causa de seus moradores; pois transgridem as leis, mudam os estatutos, e anulam o pacto eterno.

6Pois isso, a maldição consome a terra; e os que nela habitam pagam por sua culpa; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.

7O suco de uva chora, a vinha se enfraquece; todos os alegres de coração agora suspiram.

8A alegria dos tamborins parou, acabou o ruído dos que saltavam de prazer; a alegria da harpa parou.

9Não beberão vinho com canções; a bebida alcoólica será amarga aos que a beberem.

10A cidade da confusão está quebrada; todas as casas estão fechadas; ninguém pode entrar.

11Um clamor de lamento por causa do vinho se ouve nas ruas; toda a alegria se escureceu; o prazer da terra sumiu.

12Só restou assolação na cidade; o portão foi feito em ruínas.

13Porque assim será por entre a terra, e no meio destes povos; como quando se sacode a oliveira, e como as uvas que sobram depois de terminada a vindima.

14Eles levantarão sua voz, e cantarão com alegria; por causa da glória do SENHOR, gritarão de alegria desde o mar.

15Por isso glorificai ao SENHOR no oriente; e no litoral ao nome do SENHOR, o Deus de Israel.

16Dos confins da terra ouvimos canções para a glória do Justo; mas eu digo: Fraqueza minha, fraqueza minha; ai de mim! Os enganadores enganam, e com enganação os enganadores agem enganosamente.

17Temor, cova e laço vem sobre ti, ó morador da terra.

18E será que, aquele que fugir do som de temor cairá na cova; e aquele que subir da cova, o laço o prenderá; pois as janelas do alto se abrem; e os fundamentos da terra tremerão.

19A terra será quebrada por completo; a terra será totalmente partida, e será muito abalada.

20A terra balançará como um bêbado; e será abalada como uma choupana; e sua transgressão pesará sobre ela; cairá, e nunca mais se levantará.

21E será que naquele dia o SENHOR visitará para punir aos exércitos do alto na altura, e aos reis da terra sobre a terra.

22E juntamente serão amontoados como presos numa masmorra; e serão encarcerados num cárcere; e muitos dias depois serão visitados.

23E a lua será envergonhada, e o sol humilhado, quando o SENHOR dos exércitos reinar no monte de Sião, e em Jerusalém; e então perante seus anciãos haverá glória.

Isaías 25Abrir no leitor

1Ó SENHOR, tu és meu Deus; eu te exaltarei, e louvarei o teu nome, pois tu tens feito maravilhas, teus conselhos antigos, com fidelidade e verdade.

2Pois tu fizeste da cidade um amontoado de pedras; da cidade fortificada uma ruína; fizeste com que os edifícios dos estrangeiros deixassem de ser cidade, e nunca mais voltem a ser construídos.

3Por isso, um poderoso povo te glorificará, a cidade de nações terríveis te temerá.

4Pois tu foste a fortaleza do pobre, a fortaleza do necessitado, em sua angústia; refúgio contra a tempestade, e sombra contra o calor; porque o sopro dos violentos é como uma tempestade contra o muro.

5Tal como o calor em lugar seco, assim tu abaterás o ímpeto dos estrangeiros; tal como uma espessa nuvem diminui o calor, assim será humilhada a canção dos violentos.

6E neste monte o SENHOR dos exércitos fará para todos os povos um banquete de animais cevados, um banquete de vinhos finos; de gorduras de tutanos, e de vinhos finos, bem purificados.

7E neste monte devorará o véu funerário que está sobre todos os povos, e a coberta com que todas as nações se cobrem.

8Ele devorará a morte para sempre, e o Senhor DEUS enxugará as lágrimas de todos os rostos; e tirará a humilhação de seu povo de toda a terra; pois o SENHOR assim disse.

9E naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem temos posto nossa esperança para nos salvar; este é o SENHOR, em quem esperamos; em sua salvação teremos prazer e nos alegraremos.

10Pois a mão do SENHOR descansará neste monte; Moabe, porém, será esmagado debaixo dele, tal como se esmaga a palha no amontoado de esterco.

11E estenderão suas mãos no meio dela, tal como um nadador estende para nadar; e o SENHOR abaterá a arrogância deles com a habilidade de suas mãos.

12E lançará abaixo as fortalezas de teus muros; ele as abaterá e derrubará até o chão, ao pó.

Isaías 26Abrir no leitor

1Naquele dia, se cantará este cântico na terra de Judá: Temos uma cidade forte! Deus lhe pôs a salvação por muros e antemuros.

2Abri as portas, para que por elas entre a nação justa, que guarda fidelidades.

3Tu guardarás em completa paz aquele que tem firme entendimento, pois ele confia em ti.

4Confiai no SENHOR para sempre, pois no SENHOR DEUS está a rocha eterna.

5Pois ele abate aos que habitam em lugares altos, a cidade elevada; certamente ele a abaixará até o chão, e a derrubará até o pó.

6Pés a pisotearão; os pés dos afligidos, os passos dos pobres.

7O caminho do justo é todo plano; tu que és reto nivelas o andar do justo.

8Também no caminho dos teus juízos esperamos em ti; em teu nome e em tua lembrança está o desejo de nossa alma.

9Com minha alma te desejei de noite, e com meu espírito dentro de mim te busquei de madrugada; pois quando teus juízos estão sobre a terra, os moradores do mundo aprendem a justiça.

10Ainda que se faça favor ao perverso, nem assim ele aprende a justiça; até na terra dos corretos ele pratica maldade, e não dá atenção à majestade do SENHOR.

11Ó SENHOR, tua mão está levantada, mas eles não a veem; porém eles verão e serão envergonhados pelo zelo que tens do teu povo; e o fogo consumirá a teus adversários.

12Ó SENHOR, tu nos fornecerá paz; pois todos os nossos feitos tu fizeste por nós.

13Ó SENHOR nosso Deus, outros senhores fora de ti nos dominaram; mas somente em ti, em teu nome, mantínhamos nossos pensamentos.

14Eles estão mortos, não voltarão a viver; fantasmas não ressuscitarão; por isso tu os visitaste e os destruíste, e eliminaste toda a memória deles.

15Tu, SENHOR, engrandeceste esta nação; engrandeceste esta nação, e te fizeste glorioso; alargaste os limites da terra.

16Ó SENHOR, na aflição eles te buscaram; quando tu os castigaste, uma oração eles sussurraram.

17Tal como a grávida quando chega a hora do parto, sofre e dá gritos por suas dores, assim fomos nós diante de tua presença, SENHOR.

18Concebemos e tivemos dores, porém geramos nada além de vento. Não trouxemos libertação à terra, nem os moradores do mundo caíram.

19Os teus mortos viverão, junto com meu cadáver, assim ressuscitarão; festejai e sede alegres, vós que habitais no pó! Pois o teu orvalho é orvalho de luz, e a terra gerará de si seus mortos.

20Vai, ó povo meu; entra em teus quartos, e fecha tuas portas ao redor de ti; esconde-te por um momento, até que a ira tenha passado.

21Porque eis que o SENHOR sairá de seu lugar para punir a maldade dos moradores da terra sobre eles; e a terra mostrará seus sangues, e não mais cobrirá seus mortos.

Isaías 27Abrir no leitor

1Naquele dia, o SENHOR punirá, com sua dura, grande e forte espada, ao Leviatã, a ágil serpente; ao Leviatã, a serpente tortuosa; e matará o dragão que está no mar.

2Naquele dia, cantai à preciosa vinha:

3Eu, o SENHOR, a vigio, e a rego a cada momento; para que ninguém a invada, eu a vigiarei de noite e de dia.

4Já não há furor em mim. Caso alguém ponha contra mim espinhos e cardos, eu lutarei contra eles em batalha, e juntos os queimarei.

5Ou, se quiserem depender de minha força, então façam as pazes comigo, e sejam comigo feitas as pazes.

6Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá, e brotará Israel; e encherão superfície do mundo de frutos.

7Por acaso ele o feriu, como feriu aos que o feriram? Ou ele o matou, como morreram os que o por ele foram mortos?

8Com moderação brigaste contra ela, quando a rejeitaste; quando a tirou com seu vento forte, no dia do vento do Oriente.

9Portanto assim será perdoada a maldade de Jacó, e este será o fruto completo da remoção de seu pecado: quando tornar todas as pedras dos altares como pedras de cal despedaçadas, e os mastros de Aserá e os altares de incenso não ficarem mais de pé.

10Pois a cidade fortificada será abandonada, o lugar de habitação deixado e desabitado como o deserto; ali os bezerros pastarão, e ali se deitarão e comerão seus ramos.

11Quando seus ramos se secarem, serão quebrados; mulheres virão, e os queimarão; pois este povo não tem entendimento. Por isso, aquele que o criou não terá compaixão dele; aquele que o formou não lhe concederá graça.

12E será naquele dia, que o SENHOR debulhará o trigo, desde o rio Eufrates até o ribeiro do Egito; porém vós, filhos de Israel, sereis colhidos um a um.

13E será naquele dia, que uma grande trombeta será tocada; então os que estiverem perdidos na terra da Assíria e os que tiverem sido lançados à terra do Egito voltarão, e adorarão ao SENHOR no monte santo em Jerusalém.

Isaías 28Abrir no leitor

1Ai da coroa de arrogância dos bêbados de Efraim, cujo belo ornamento é como uma flor que murcha, que está sobre a cabeça do vale fértil dos derrotados pelo vinho.

2Eis que o Senhor tem um valente e poderoso, que vem como tempestade de granizo, tormenta destruidora; e como tempestade de impetuosas águas que inundam; com sua mão ele os derrubará em terra.

3A coroa de arrogância dos bêbados de Efraim será pisada sob os pés.

4E o seu belo ornamento, que está sobre a cabeça do vale fértil, será como a flor que murcha; como o primeiro fruto antes do verão, que, quando alguém o vê, pega e o come.

5Naquele dia o SENHOR dos exércitos será por coroa gloriosa, e por bela tiara, para os restantes de seu povo;

6E por espírito de juízo, para o que se senta para julgar, e por fortaleza aos que fazem a batalha recuar até a porta da cidade .

7Mas também estes vacilam com o vinho, e com a bebida alcoólica perdem o caminho: o sacerdote e o profeta vacilam com a bebida alcoólica, foram consumidos pelo vinho; perdem o caminho pela bebida forte, andam confusos na visão, e tropeçam no ato de julgar;

8Pois todas as suas mesas estão cheias de vômito; não há lugar que não haja imundície.

9A quem ele ensinará o conhecimento? E a quem se explicará a mensagem? A bebês recém-desmamados de leite, tirados dos peitos?

10Pois tudo tem sido mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali.

11Pois por lábios estranhos e por língua estrangeira se falará a este povo;

12Ao qual dissera: Este é o lugar de descanso; dai descanso ao cansado; e este é o repouso; porém não quiseram ouvir.

13Assim, pois, a palavra do SENHOR lhes será mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrem, e sejam enlaçados e capturados.

14Portanto ouvi a palavra do SENHOR, vós homens escarnecedores, dominadores deste povo, que está em Jerusalém;

15Pois dizeis: Fizemos um pacto com a morte, e com o Xeol fizemos um acordo: quando passar a abundância de açoites, não chegará a nós; pois pusemos a mentira como nosso refúgio, e sob a falsidade nos escondemos.

16Por isso, assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu fundo em Sião uma pedra; uma pedra provada, pedra preciosa de esquina, firmemente fundada; quem crer, não precisará fugir às pressas.

17E porei o juízo como linha de medida, e a justiça como prumo; o granizo varrerá o refúgio da mentira, e as águas inundarão o esconderijo;

18E vosso pacto com a morte se anulará, e vosso acordo com o Xeol não será cumprido; e quando a abundância de açoites passar, então por ela sereis esmagados.

19Logo que começar a passar, ela vos tomará, porque todas as manhãs passará, de dia e de noite; e será que só de ser dada a notícia, já haverá aflição.

20Porque a cama será tão curta, que ninguém poderá se estender nela; e o cobertor tão estreito, que ninguém poderá se cobrir com ele.

21Porque o SENHOR se levantará como no monte de Perazim, e se enfurecerá como no vale de Gibeão, para fazer sua obra, sua estranha obra; e operar seu ato, seu estranho ato.

22Agora, pois, não escarneçais, para que vossas cordas não vos prendam com ainda mais força; pois eu ouvi do Senhor DEUS dos exércitos sobre uma destruição que já foi determinada sobre toda a terra.

23Inclinai os ouvidos, e ouvi minha voz; prestai atenção, e ouvi o que eu digo.

24Por acaso o lavrador lavra o dia todo para semear, ou fica o dia todo abrindo e revolvendo a sua terra?

25Quando ele já igualou sua superfície, por acaso ele não espalha endro, e derrama cominho, ou lança do melhor trigo, ou cevada escolhida, ou centeio, cada qual em seu lugar?

26Pois seu Deus o ensina, instruindo sobre o que se deve fazer.

27Porque o endro não é debulhado com uma marreta pesada, nem sobre o cominho se passa por cima com uma roda de carroça; em vez disso, com uma vara se separa os grãos de endro, e com um pau os de cominho.

28O trigo é triturado, mas não é batido para sempre; ainda que seja esmagado com as rodas de sua carroça, ele não é triturado com seus cavalos.

29Até isto procede do SENHOR dos exércitos. Ele é maravilhoso em conselhos, e grande em sabedoria.

Isaías 29Abrir no leitor

1Ai de Ariel! Ariel, a cidade em que Davi se acampou. Acrescentai ano a ano, completem-se as festas de sacrifícios.

2Contudo oprimirei a Ariel, e haverá pranto e tristeza; e ela me será como um altar de sacrifício.

3Pois eu me acamparei ao seu redor, e te cercarei com rampas, e levantarei cercos contra ti.

4Então serás abatida; falarás junto ao chão, e tua fala será fraca desde o pó da terra, como a de um morto, e tua fala sussurrará desde o pó da terra.

5E a multidão de teus adversários será como o pó fino, e a multidão dos violentos como a palha que passa; e isto acontecerá de repente, em um momento.

6Pelo SENHOR dos exércitos serás visitada com trovões, terremotos, e grande ruído; com impetuoso vento, tempestade, e labareda de fogo consumidor.

7E tal como um sonho ou visão noturna, assim será a multidão de todas as nações que batalharão contra Ariel, assim também como todos os que lutaram contra ela e seus muros, e a oprimiram.

8Será também como um faminto que sonha estar comendo, porém, ao acordar, sua alma está vazia; ou como o sedento que sonha estar bebendo, porém, ao acordar, eis que está fraco e com sede na alma; assim será toda a multidão de nações que batalharem contra o monte de Sião.

9Parai, e maravilhai-vos; cegai-vos, e sede cegos! Estão bêbados, mas não de vinho; cambaleiam, mas não por bebida alcoólica.

10Pois o SENHOR derramou sobre vós espírito de sono profundo; ele fechou vossos olhos (os profetas), e cobriu vossos cabeças (os videntes).

11E toda visão vos será como as palavras de um livro selado que, quando se dá a um letrado, dizendo: Lê isto, por favor;Esse dirá: Não posso, porque está selado.

12E quando se dá o livro a alguém que não saiba ler, dizendo: Lê isto, por favor; Esse dirá: Não sei ler.

13Pois o Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim com a boca, e me honram com seus lábios, porém seus corações se afastam de mim, e fingem que me temem por meio de mandamentos humanos que aprendem;

14Por isso, eis que continuarei a fazer coisas espantosas com este povo; coisas espantosas e surpreendentes; porque a sabedoria de seus sábios perecerá, e a inteligência dos inteligentes se esconderá.

15Ai dos que querem se esconder do SENHOR, encobrindo suas intenções; e fazem suas obras às escuras, e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece?

16Como é grande vossa perversão! Pode, por acaso, o oleiro ser considerado igual ao barro? Pode a obra dizer de seu criador que “ele não me fez”? Ou o vaso formado dizer de seu formador: “Ele nada entende”?

17Por acaso não será que ,daqui a pouco tempo, o Líbano se tornará um campo fértil? E o campo fértil será considerado uma floresta?

18E naquele dia os surdos ouvirão as palavras do livro; e os olhos dos cegos desde a escuridão e desde as trevas as verão.

19E os mansos terão cada vez mais alegria no SENHOR; e os necessitados entre os homens se alegrarão no Santo de Israel.

20Pois os violentos serão eliminados, e os zombadores serão consumidos; e todos os que gostam de maldade serão extintos.

21Os que acusam aos homens por meio de palavras, e armam ciladas contra quem os repreende na porta da cidade ,e os que prejudicam ao justo.

22Portanto, assim o Senhor DEUS, que libertou a Abraão, diz à casa de Jacó: Jacó não será mais envergonhado, nem seu rosto ficará pálido,

23Pois quando ele vir seus filhos, obra de minhas mãos, no meio de si, então santificarão ao meu nome; santificarão ao Santo de Jacó, e temerão ao Deus de Israel.

24E os confusos de espírito virão a ter entendimento, e os murmuradores aprenderão doutrina.

Isaías 30Abrir no leitor

1Ai dos filhos rebeldes!,diz o SENHOR, Eles, que tomam conselho, mas não de mim; que fazem um pacto, porém sem o meu Espírito, para acrescentarem pecado sobre pecado.

2Eles, que descem ao Egito sem me perguntarem, para se fortificarem com a força de Faraó, e confiarem estar protegidos na sombra do Egito.

3Entretanto, a força de Faraó se tornará vossa vergonha, e a confiança na sombra do Egito será humilhação.

4Ainda que seus príncipes estejam em Zoã, e seus embaixadores tenham chegado a Hanes,

5Todos se envergonharão por causa de um povo que em nada lhes será útil, nem de ajuda, nem de proveito; mas, ao invés disso, lhes será vergonha e humilhação.

6Revelação sobre os animais selvagens do deserto de Negueve: Por entre uma terra da aflição e da angústia, de onde vem o leão forte, o leão velho, a cobra e a serpente voadora, eles levam seus bens nas costas de jumentos, e seus tesouros sobre corcovas de camelos, a um povo que em nada lhes será útil.

7Porque o Egito os ajudará em vão, e inutilmente. Por isso, a este eu tenho chamado: “Raabe, que nada faz”.

8Agora vai, e escreve isso numa placa na presença deles, e registra isso num livro, para que dure até o último dia, para todo o sempre.

9Porque eles são um povo rebelde, são filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a Lei do SENHOR.

10Que dizem aos videntes: Não tenhais visões, e aos profetas: Não nos reveleis o que é correto! Dizei coisas agradáveis para nós, revelai ilusões!

11Desviai-vos do caminho, afastai-vos da vereda! Deixai de nos fazer deparar com o Santo de Israel!

12Portanto, assim diz o Santo de Israel: Visto que rejeitais esta palavra, e vós confiais na opressão e no engano, e nisto vos apoiais,

13por isso esta maldade vos será como uma rachadura, prestes a cair, que já encurva um alto muro, cuja queda será repentina e rápida.

14E será quebrado como a quebra de um vaso de oleiro, tão esmigalhado que nada se preservará; não se poderá achar um caco sequer entre seus pedacinhos que sirva para transportar brasas de uma fogueira, ou tirar água de um tanque.

15Pois assim diz o Senhor DEUS, o Santo de Israel: Com arrependimento e descanso, ficaríeis livres; com calma e confiança teríeis força; mas vós não quisestes.

16Ao invés disso, dissestes: Não, é melhor fugirmos sobre cavalos. Cavalgaremos em rápidos cavalos! Por isso vós fugireis, mas vossos perseguidores serão ainda mais rápidos.

17Ao grito de um, mil fugirão ,e ao grito de cinco, todos vós fugireis; até que sejais deixados solitários ,como um mastro no cume do monte, como uma bandeira num morro.

18Por isso o SENHOR esperará para ter piedade de vós; e por isso ele se exaltará, para se compadecer de vós; pois o SENHOR é Deus de juízo; bem-aventurados todos os que nele esperam.

19Pois o povo habitará em Sião, em Jerusalém; certamente não continuarás a chorar; ele terá piedade de ti sob a voz do teu clamor; quando a ouvir, ele te responderá.

20De fato, o Senhor vos dará pão de angústia, e água de opressão; porém teus instrutores nunca mais se esconderão de ti; ao contrário, teus olhos verão os teus instrutores.

21E quando virardes para a direita ou para a esquerda, teus ouvidos ouvirão a palavra do que está atrás de ti, dizendo: Este é o caminho; andai por ele.

22E considerarás tuas esculturas recobertas de prata e tuas imagens revestidas de ouro como impuras; tu as jogarás fora como se fossem panos imundos, e dirás a cada uma delas: Fora daqui!

23Então ele dará chuva sobre tuas sementes que tu tiveres semeado a terra, assim como pão produzido da terra; e esta será fértil e farta; naquele dia teu gado pastará em grandes pastos.

24Os bois e os jumentos que lavram a terra comerão forragem de boa qualidade, limpa com a pá e o forcado.

25E em todo monte alto e todo morro elevado haverá ribeiros e correntes de águas, no dia da grande matança, quando as torres caírem.

26E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol será sete vezes maior, como a luz de sete dias, quando o SENHOR atar a fratura de seu povo, e curar a chaga de sua ferida.

27Eis que o nome do SENHOR vem de longe; sua ira está ardendo, e a carga é pesada; seus lábios estão cheios de ira, e sua língua está como um fogo consumidor.

28E seu sopro como um rio que inunda, chegando até o pescoço, para sacudir as nações com a peneira da inutilidade; e um freio nos queixos dos povos os fará andar perdidos.

29Um cântico haverá entre vós, tal como na noite em que se santifica uma festa; haverá também alegria de coração, tal como aquele que anda com uma flauta para vir ao monte do SENHOR, à Rocha de Israel.

30E o SENHOR fará com que ouçam a glória de sua voz, e com que vejam a descida de seu braço, com indignação de ira, e labareda de fogo consumidor, raios, tempestade, e pedra de granizo.

31Pois com a voz do SENHOR, a Assíria será feita em pedaços; ele a ferirá com a vara.

32E será que, em todos os golpes do bordão da firmeza que o SENHOR lhe der, será acompanhado de tamborins e harpas; e com ataques agitados ele a atacará.

33Pois Tofete já está preparada desde muito tempo, e já está pronta para o rei; ele a fez profunda e larga; sua pira tem muito fogo e lenha; o sopro do SENHOR, como uma correnteza de enxofre, a acenderá.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.