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Bíblia em 6 meses

Dia 130 de 182 · uns 25 min

Daniel 6–11

Daniel 6Abrir no leitor

1Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino cento vinte governadores que estivessem em todo o reino.

2E sobre eles três supervisores, dos quais Daniel era um, a quem estes governadores deviam prestar contas, para que o rei não sofresse dano.

3Então o mesmo Daniel era superior a estes governadores e supervisores, porque nele havia um espírito extraordinário; por isso o rei pensava em constituí-lo sobre todo o reino.

4Então os supervisores e governadores procuravam achar alguma acusação contra Daniel a respeito do reino; mas não conseguiram achar acusação ou falta alguma, porque ele era fiel, e nenhum erro nem falta foi achada nele.

5Então esses homens disseram: Não acharemos acusação alguma contra este Daniel, a não ser se a acharmos contra ele na lei de seu Deus.

6Então esses supervisores e governadores foram juntos ao rei, e lhe disseram assim: Ó rei Dario, vive para sempre!

7Todos os supervisores do reino, os prefeitos, governadores, conselheiros e capitães, concordaram em sugerir a promulgação de um decreto real, e estabelecer um estatuto forte, que qualquer um que, no intervalo de trinta dias, fizer alguma petição a qualquer deus ou humano, a não ser a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.

8Agora, ó rei, confirma o decreto, e assina a escritura, para que não se mude, conforme à lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.

9Por esta causa o rei Dario assinou o decreto por escrito.

10E Daniel, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa, e com as janelas de seu quarto abertas, voltadas para Jerusalém, punha-se de joelhos três vezes ao dia, e orava, e confessava diante de seu Deus, assim como costumava fazer antes.

11Então aqueles homens se juntaram, e encontraram Daniel orando e suplicando diante de seu Deus.

12Então se aproximaram e falaram diante do rei acerca do decreto real: Por acaso não assinaste o decreto que todo aquele que pedir a qualquer deus ou humano no intervalo de trinta dias, a não ser a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões? O rei respondeu: Esta palavra é certa, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.

13Então disseram diante do rei: Daniel, que é um dos cativos de Judá, não respeitou a ti, ó rei, nem ao decreto que assinaste; em vez disso três vezes ao dia ele faz sua oração.

14Quando o rei ouviu isso, pesou-lhe muito, e tentou pensar em como livrar Daniel; e até o pôr do sol trabalhou para livrá-lo.

15Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram ao rei: Sabe, ó rei, que é a lei dos medos e dos persas, que nenhum decreto um ordenança que o rei estabeleceu pode ser mudada.

16Então o rei mandou trazerem a Daniel, e o lançaram na cova dos leões. E o rei falou a Daniel: O teu Deus, a quem tu serves continuamente, ele te livre.

17E foi trazida uma pedra, e foi posta sobre a abertura da cova, a qual o rei selou com seu anel, e com o anel de seus grandes, para que a sentença acerca de Daniel não fosse mudada.

18Então o rei foi a seu palácio, e passou a noite em jejum; não permitiu que lhe trouxessem instrumentos musicais diante de si, e ele perdeu o sono.

19Então o rei se levantou pela manhã cedo, e foi depressa à cova dos leões.

20E chegando perto da cova, chamou a Daniel com voz triste; e o rei falou a Daniel: Daniel, servo do Deus vivente! O teus Deus, a quem tu continuamente serves, pôde te livrar dos leões?

21Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre!

22Meu Deus enviou seu anjo, que fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano; porque diante dele se achou inocência em mim; e também contra ti, ó rei, não cometi delito algum.

23Então o rei se alegrou muito por causa dele, e mandou tirar a Daniel da cova; assim Daniel foi tirado da cova, e nenhum dano se achou nele, pois havia confiado em seu Deus.

24Então o rei mandou trazerem aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos, e suas mulheres; e nem sequer haviam chegado ao fundo da cova, quando os leões os tomaram, e quebraram todos os seus ossos.

25Então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações, e línguas, que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada.

26De minha parte é feito um decreto, que em todo o domínio de meu reino, todos tremam e temam a presença do Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivente, que permanece para sempre; seu reino não se pode destruir, e seu domínio dura até o fim.

27Ele resgata e livra, e faz sinais e maravilhas no céu e na terra; ele livrou a Daniel do poder dos leões.

28E este Daniel foi próspero no reino de Dario, e no reinado de Ciro, o persa.

Daniel 7Abrir no leitor

1No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, Daniel viu um sonho, e visões de sua cabeça em sua cama; logo escreveu o sonho, e anotou o resumo das coisas.

2Daniel disse: Eu estava vendo em minha visão de noite, e eis que os quatro ventos do céu atormentavam o grande mar.

3E quatro grandes animais subiam do mar, diferentes um do outro.

4O primeiro era como leão, e tinha asas de águia. Eu estava olhando, até que suas asas lhe foram arrancadas; e foi levantado da terra; e posto de pé como um ser humano, e foi lhe dado um coração humano.

5E eis outra segundo animal, semelhante a um urso, a qual se levantou por um lado, e tinha em sua boca três costelas entre seus dentes; e foi lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne.

6Depois disto eu estava olhando, e eis outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave em suas costas; este animal também tinha quatro cabeças; e foi lhe dado domínio.

7Depois disto eu estava olhando nas visões da noite, e eis o quarta besta, terrível e espantoso, e muito forte. Ele tinha grandes dentes de ferro; devorava e quebrava em pedaços, e as sobras pisava com seus pés: e era diferente de todos os animais que foram antes dele; e tinha dez chifres.

8Enquanto eu estava observando os chifres, eis que outro chifre pequeno subia entre eles, e três dos primeiros chifres foram arrancados de diante dele; e eis que neste chifre havia olhos como olhos humanos, e uma boca que falava coisas arrogantes.

9Eu estive olhando até que foram postos tronos, e um Ancião de dias se sentou; sua veste era branca como a neve, e o cabelo de sua cabeça como lã limpa; seu trono era chamas de fogo, e suas rodas fogo ardente.

10Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares lhe serviam, e milhões de milhões estavam de pé diante dele: o julgamento começou, e os livros foram abertos.

11Então eu estive olhando por causa da voz das palavras arrogantes que o chifre falava; estive olhando, até que mataram o animal, e seu corpo foi destruído, e entregue para ser queimado no fogo.

12E quanto aos outros animais, seu domínio foi tirado; porém lhes fora dada prolongação de vida até um certo tempo.

13Eu estava vendo em minhas visões de noite, e eis que estava vindo nas nuvens do céu como um filho do homem; e ele chegou até o Ancião de dias, e o fizeram chegar diante dele.

14E foi lhe dado domínio, honra, e reino, de modo que todos os povos, nações e línguas lhe serviram; seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e seu reino não será destruído.

15Quanto a mim, Daniel, meu espírito foi perturbado dentro do corpo, e as visões de minha cabeça me espantaram.

16Cheguei-me a um dos que estavam em pé, e lhe perguntei a verdade acerca de tudo isto. E ele me disse, e me fez saber a interpretação das coisas.

17Estas grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra.

18Mas os santos do Altíssimo receberão o reino; e possuirão o reino para todo o sempre, eternamente.

19Então tive desejo de saber a verdade acerca do quarto animal, que era tão diferente de todos os outros, muito terrível, que tinha dentes de ferro, e unhas de bronze, que devorava, quebrava em pedaços, e as sobras pisava com seus pés;

20Assim como dos dez chifres que estavam em sua cabeça, e do outro que havia subido, de diante do qual três tinham caído; daquele chifre que tinha olhos, e boca que falava coisas arrogantes, e cuja aparência era maior que a de seus companheiros.

21Eu estava vendo que este chifre fazia guerra contra os santos, e os vencia,

22Até que veio o Ancião de dias, e o juízo foi dado em favor dos santos do Altíssimo; e veio o tempo que os santos possuíram o reino.

23Ele disse assim: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará, e a quebrará em pedaços.

24E os dez chifres significam que daquele reino se levantarão dez reis; e após deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e humilhará a três reis.

25E falará palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo; e pensará em mudar os tempos e a lei; e serão entregues em sua mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.

26Porém o julgamento começará, e tirarão seu domínio, para que seja destruído e aniquilado até o fim;

27E o reino, o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu, será dado ao povo dos santos do Altíssimo; seu reino será um reino eterno, e todos os domínios lhe servirão e obedecerão.

28Até aqui foi o fim do relato. Quanto a mim, Daniel, meus pensamentos me espantavam muito, e mudou-se meu semblante em mim; mas guardei o relato em meu coração.

Daniel 8Abrir no leitor

1No terceiro ano do reinado do rei Belsazar, apareceu uma visão a mim, Daniel, depois daquela que tinha me aparecido no princípio.

2E vi em uma visão, (e aconteceu quando vi, que eu estava na fortaleza de Susã, que é na província de Elão) vi pois em uma visão, enquanto eu estava junto ao rio Ulai.

3E levantei meus olhos, e vi, e eis um carneiro que estava diante do rio, o qual tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos, porém um era mais alto que o outro; e o mais alto subiu por último.

4Vi que o carneiro dava golpes com os chifres para o ocidente, para o norte, e para o sul; nenhum dos animais podia lhe resistir, nem havia quem se livrasse de seu poder; e fazia conforme sua vontade, e se engrandecia.

5E enquanto eu estava considerando, eis um bode que vinha do ocidente sobre a face de toda a terra, e ele não tocava a terra; e aquele bode tinha um chifre muito visível entre seus olhos;

6E ele veio até o carneiro que tinha os dois chifres, o qual eu havia visto que estava diante do rio, e correu contra ele com o ímpeto de sua força.

7E o vi chegar junto ao carneiro, e irritou-se contra ele, feriu o carneiro, e quebrou seus dois chifres, pois não havia no carneiro força para resistir-lhe; então o derrubou por terra, e o pisou; não houve quem livrasse o carneiro de seu poder.

8E o bode se engrandeceu muito; porém, quando estava em sua maior força, aquele grande chifre foi quebrado, e em seu lugar subiram outros quatro muito visíveis, na direção dos quatro ventos do céu.

9E de um deles saiu um chifre pequeno, o qual cresceu muito ao sul, ao oriente, e à terra formosa.

10E engrandeceu-se até o exército do céu; e lançou por terra a alguns do exército e das estrelas, e as pisou.

11Engrandeceu-se até contra o príncipe do exército, e por ele foi tirado o contínuo sacrifício , e o lugar de seu santuário foi derrubado.

12E por causa da transgressão, o exército lhe foi entregue, assim como o contínuo sacrifício ; e lançou a verdade em terra, e teve sucesso naquilo que fez.

13Depois ouvi um santo que falava; e outro santo disse ao que falava: Até quando durará a visão do contínuo sacrifício , e da transgressão assoladora, de modo que o santuário e o exército são entregues para serem pisoteados?

14E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.

15E aconteceu que, tendo eu, Daniel visto a visão, e buscando entendê-la, eis que alguém semelhante a um homem se pôs diante de mim.

16E ouvi uma voz de homem entre as margens de Ulai, que gritou e disse: Gabriel, explica a visão a este.

17Então ele veio para perto de onde eu estava; e quando ele veio, me assombrei, e caí sobre meu rosto. Porém ele me disse: Entende, filho do homem; porque esta visão será para o tempo do fim.

18E enquanto ele estava falando comigo, adormeci sobre meu rosto em terra; então ele me tocou, e fez ficar de pé.

19E disse: Eis que eu te farei saber o que irá acontecer no fim da ira; pois será no tempo certo, o fim.

20Aquele carneiro que viste com dois chifres, são os reis da Média e da Pérsia.

21Porém o bode peludo é o rei da Grécia; e o chifre grande que tinha entre seus olhos é o primeiro rei.

22E quanto a ter sido quebrado, e terem surgido quatro em seu lugar, significa que quatro reinos surgirão daquela nação, mas não com a força dele.

23E ao fim do império deles, quando os transgressores se acabarem, se levantará um rei de rosto feroz, e entendido em astúcias.

24E sua força ganhará vigor, mas não com sua própria força; e destruirá terrivelmente, e terá sucesso naquilo que fizer; e destruirá os fortes e o povo dos santos.

25E com sua inteligência fará prosperar o engano em seu poder; e em seu coração se engrandecerá, e com tranquilidade destruirá a muitos; e se levantará contra o Príncipe dos príncipes, porém sem mão será quebrantado.

26E a visão da tarde e a manhã que foi dita é verdadeira; tu, porém guarda em segredo a visão, porque é para muitos dias.

27E eu, Daniel, enfraqueci, e fiquei doente por alguns dias; depois me levantei, e tratei dos negócios do do rei; porém continuei espantado acerca da visão, e não havia quem a entendesse.

Daniel 9Abrir no leitor

1No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi posto por rei sobre o reino dos caldeus;

2No primeiro ano de seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros o número de anos, dos quais o SENHOR falara ao profeta Jeremias, que havia de acabar a assolação de Jerusalém, era setenta anos.

3Então dirigi meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e rogos, em jejum, saco, e cinza.

4E orei ao SENHOR meu Deus, e declarei, dizendo: Ó Senhor, Deus grande e temível, que guarda o pacto e a misericórdia com os que o amam e guardam seus mandamentos;

5Nós pecamos, cometemos maldade; agimos perversamente, e fomos rebeldes, por termos nos desviado de teus mandamentos e de teus juízos.

6Não demos ouvido a teus servos, os profetas, que em teu nome falaram a nossos reis, nossos príncipes, nossos pais, e a todo o povo da terra.

7A ti, Senhor, pertence a justiça, mas a nós a vergonha de rosto, tal como hoje estamos ,todo homem de Judá, os moradores de Jerusalém, e todo Israel, os de perto e os de longe, em todas as terras para onde os tens lançado por causa de sua transgressão com que transgrediram contra ti.

8Ó SENHOR, a nós pertence a vergonha de rosto, a nossos reis, nossos príncipes, e nossos pais; porque contra ti pecamos.

9Ao SENHOR nosso Deus, pertence a misericórdia e os perdões, ainda que contra ele tenhamos nos rebelado;

10E não obedecemos à voz do SENHOR nosso Deus, para andar em suas leis, as quais ele nos deu por meio de seus servos os profetas.

11E todo Israel transgrediu tua lei, desviando-se para não ouvir tua voz; por isso a maldição, e o juramento que está escrito na lei de Moisés, servo de Deus, foram derramados sobre nós; porque contra ele pecamos.

12E ele confirmou sua palavra que falou sobre nós, e sobre nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós tão grande mal, que nunca havia sido feito debaixo do céu como o que foi feito em Jerusalém.

13Assim como está escrito na Lei de Moisés, todo aquele mal veio sobre nós; contudo não suplicamos à face do SENHOR nosso Deus, para nos convertermos de nossas maldades, e entender a tua verdade.

14O SENHOR vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o SENHOR nosso Deus em todas suas obras que fez; pois não obedecemos a sua voz.

15Agora pois, ó Senhor nosso Deus, que tiraste teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e fizeste famoso o teu nome até hoje; temos pecado, agimos com maldade.

16Ó Senhor, segundo todas tuas justiças, desvie agora tua ira e teu furor de sobre a tua cidade Jerusalém, teu santo monte; pois por causa de nossos pecados, e pela maldades de nossos pais, Jerusalém e teu povo foram humilhados por todos os que estão ao nosso redor.

17Agora pois, ó Deus nosso, ouve a oração de teu servo, e suas súplicas, e faze que teu rosto resplandeça sobre teu santuário assolado, por causa do Senhor.

18Inclina, ó Deus meu, teus ouvidos, e ouve; abre teus olhos, e olha para nossas assolações, e para a cidade que é chamada pelo teu nome; pois não apresentamos nossas súplicas diante de ti confiando em nossas justiças, mas sim em tuas muitas misericórdias.

19Ouve, Senhor; ó Senhor, perdoa; presta atenção, Senhor, e faze sem demorar, por causa de ti mesmo, Deus meu; pois a tua cidade e teu povo são chamados pelo teu nome.

20Enquanto eu ainda estava falando e orando, e confessando meu pecado e o pecado de meu povo Israel, e apresentando minha súplica diante do SENHOR meu Deus, pelo monte santo de meu Deus;

21Estava eu falando em oração, e aquele varão Gabriel, ao qual eu tinha visto em visão antes, veio voando apressadamente, e me tocou cerca da hora do sacrifício da tarde.

22E me explicou, e falou comigo, dizendo: Daniel, agora saí para te fazer entender o sentido.

23No princípio de tuas súplicas a palavra saiu, e eu vim para te declarar, pois tu és muito querido. Considera, pois a palavra, e entende a visão.

24Setenta semanas estão determinadas sobre teu povo e sobre tua santa cidade, para acabar a transgressão, para encerrar o pecado, para expiar a maldade, e para trazer a justiça eterna; para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos

25Sabe pois e entendas: desde a saída da palavra para restaurar e edificar a Jerusalém até o Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; voltará a ser construída com praças e muro, porém em tempos angustiosos.

26E depois das sessenta e duas semanas o Messias será exterminado, e nada terá para si; e o povo do príncipe que virá destruirá à cidade e o santuário; o fim dela será com inundação, e até o fim da guerra estão determinadas assolações.

27E firmará um pacto com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de alimentos; depois sobre a asa das abominações será o assolador, e isto até que seja derramado o fim determinado sobre o assolador.

Daniel 10Abrir no leitor

1No terceiro ano de Ciro rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome era chamado Beltessazar; e a palavra é verdadeira, e sobre uma grande guerra; e ele entendeu a palavra, e teve entendimento da visão.

2Naqueles dias eu, Daniel, me entristeci durante três semanas completas.

3Não comi alimento agradável, nem carne nem vinho entrou em minha boca, nem me untei com unguento, até que se completassem três semanas.

4E aos vinte e quatro dias do primeiro mês, estava eu na margem do grande rio Tigre;

5Então levantei meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e cingidos seus lombos de ouro fino de Ufaz;

6E seu corpo era como berilo, seu rosto parecia um relâmpago; seus olhos eram como tochas de fogo, e seus braços e seus pés como de cor de bronze polido; e a voz de suas palavras era como a voz de uma multidão.

7E somente eu, Daniel, vi aquela visão, e os homens que estavam comigo não a viram; porém caiu sobre eles um grande temor, de tal modo que fugiram e se esconderam.

8Fiquei, pois, eu só, e vi esta grande visão, e não ficou em mim força alguma; antes minha boa aparência se tornou em palidez, sem reter força alguma.

9Porém ouvi a voz de suas palavras; e enquanto ouvia a voz de suas palavras, eu caí em profundo sono sobre meu rosto, com meu rosto em terra.

10E eis que uma mão me tocou, e fez que eu me movesse sobre meus joelhos, e sobre as palmas de minhas mãos.

11E disse-me: Daniel, homem muito querido, entende as palavras que falarei contigo, e levanta-te sobre teus pés; porque agora sou enviado a ti. E enquanto ele falava comigo esta palavra, eu estava tremendo.

12E ele me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que deste teu coração a entender, e a te afligir na presença de teu Deus, foram ouvidas tuas palavras; e foi por causa de tuas palavras que eu vim.

13Mas o príncipe do reino da Pérsia se pôs contra mim por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos principais chefes, veio para me ajudar, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia.

14Agora vim para te fazer entender o que irá acontecer a teu povo nos últimos dias; porque a visão ainda é para muitos dias;

15E tendo ele falado comigo estas palavras, abaixei meu rosto em terra, e emudeci.

16E eis que alguém semelhante aos filhos dos homens tocou meus lábios. Então abri minha boca, e falei, e disse ao que estava diante de mim: Meu senhor, por causa da visão minhas dores se tornam sobre mim, sem que eu retenha força alguma.

17Como pode, pois, o servo de meu senhor falar com este meu senhor? Pois desde agora não resta força em mim, e não me ficou fôlego.

18E aquele que parecia com um homem me tocou outra vez, e me confortou;

19E disse: Não temas, homem querido, paz seja contigo; sê forte! Sê forte! E tendo ele falado comigo, fortaleci-me, e disse: Fale meu senhor, pois tu me fortaleceste.

20E ele disse: Sabes por que vim ti? Pois agora voltarei para lutar contra o príncipe da Pérsia; e quando eu sair, eis que virá o príncipe da Grécia.

21Porém eu te declararei o que está escrito na escritura de verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra eles, a não ser Miguel, vosso príncipe.

Daniel 11Abrir no leitor

1E eu, no primeiro ano de Dario o medo, estive para confortá-lo e fortalecê-lo.

2E agora eu te declararei a verdade. Eis que ainda haverá três reis na Pérsia, e o quarto acumulará mais riquezas que todos; e fortificando-se com suas riquezas, despertará a todos contra o reino da Grécia.

3Depois se levantará um rei poderoso, que reinará com grande domínio, e fará conforme sua vontade.

4Mas quando ele estiver erguido, seu reino será quebrantado, e repartido nos quatro ventos do céu; porém não a seus descendentes, nem conforme seu domínio com que ele reinou; porque seu reino será arrancado, e será para outros fora destes.

5E o rei do sul se fortalecerá; mas um de seus príncipes se fortalecerá mais que ele, e reinará; e seus domínio será um grande domínio.

6Mas ao fim de alguns anos eles se aliarão, e a filha do rei do sul virá ao rei do norte para fazer os acordos. Porém ela não poderá reter a força de seu poder; por isso nem ele, nem seu poder persistirá; porque ela será entregue, e os que a tiverem trazido, e seu pai, e ao que a fortalecia naqueles tempos.

7Mas do renovo de suas raízes um se levantará em seu lugar; e virá com exército, e entrará na fortaleza do rei do norte, e agirá contra eles, e prevalecerá.

8E até seus deuses com seus príncipes, com seus vasos preciosos de prata e de ouro, levará cativos ao Egito; e por alguns anos ele deixará de atacar o rei do norte;

9O qual virá ao reino o rei do sul, e voltará para sua terra.

10Porém os filhos dele se agitarão para a guerra ,e ajuntarão uma multidão de grandes exércitos; e certamente avançará, inundará, e passará; e quando voltar, se agitará em guerra até sua fortaleza.

11Então o rei do sul se enfurecerá, e sairá, e lutará contra ele, o rei do norte; e mobiliza uma grande multidão, porém toda aquela multidão será entregue em sua mão.

12Quando for perdida aquele multidão, seu coração se exaltará; e ainda que derrube muitos milhares; contudo não prevalecerá.

13E o rei do norte voltará, e porá em campo uma multidão maior que a primeira, e a fim do tempo de alguns anos avançará com grande exército e com muitos suprimentos.

14E naqueles tempos muitos se levantarão contra o rei do sul; e filhos dos violentos de teu povo se levantarão para confirmar a visão, e cairão.

15Então o rei do norte virá, e levantará cerco, e tomará a cidade forte; e os poderes do sul não poderão subsistir, nem os melhores de seu povo, nem haverá força que possa subsistir.

16E o que virá contra ele fará sua própria vontade, e não haverá quem possa subsistir diante dele; ele estará na terra gloriosa, e o poder de destruir estará em sua mão.

17Ele decidirá vir com o poder de todo seu reino; e os corretos com ele, e assim fará; e lhe dará uma filha de mulheres para destruir o reino ; mas ela não terá sucesso, nem será para proveito dele.

18Depois virará seu rosto para as terras costeiras, e tomará muitas; mas um príncipe fará cessar sua humilhação por ele, e ainda fará tornar sobre ele sua humilhação.

19Então virará seu rosto para as fortalezas de sua terra; mas tropeçará e cairá, e não será mais achado.

20E em seu lugar se levantará um que fará passar um cobrador de impostos para glória real; mas em poucos dias será quebrantado, não por causa de ira nem de batalha.

21Depois se levantará em seu lugar um ser desprezível, ao qual não darão a honra real; mas virá durante a quietude, e tomará o reino por meio de enganos.

22E exércitos em grande volume serão repelidos diante dele, e serão quebrantados; assim como também o príncipe do pacto.

23E depois de fizerem acordos com ele, ele usará engano, e subirá; será fortalecido mesmo com pouca gente.

24Quando houver tranquilidade nas mais prósperas regiões da província, ele virá e fará o que nunca fizeram seus pais, nem os pais de seus pais; ele repartirá presa, despojos, e riquezas entre os seus; e voltará seus pensamentos contra as fortalezas; porém somente por um tempo.

25E despertará sua forças e sua coragem contra o rei do sul, com grande exército; e o rei do sul se agitará para a guerra com grande e muito poderoso exército; mas não prevalecerá, porque tramarão planos contra ele.

26Até os que comerem de sua comida o destruirão; e seu exército será repelido, e muitos cairão mortos.

27E o coração destes dois reis será para fazer mal, e em uma mesma mesa falarão mentiras; mas isto não terá sucesso, pois ainda haverá o fim no tempo determinado.

28E voltará para sua terra com grande riqueza, e seu coração será contra o pacto santo; e ele fará o que decidir , e voltará a sua terra.

29A certo tempo voltará a vir ao sul; mas a última vinda não será como a primeira.

30Porque navios de Quitim virão contra ele, de modo que ele se entristecerá, voltará, e se indignará contra o pacto santo, e ele fará o que decidir ; pois quando voltar, ele dará atenção aos que tiverem abandonado o pacto santo.

31E tropas virão da parte dele, e profanarão o santuário e a fortaleza; tirarão o contínuo sacrifício , e porão uma abominação assoladora.

32E com lisonjas ele perverterá aos violadores do pacto; mas o povo que conhece a seu Deus com força resistirá.

33E os entendidos do povo ensinarão a muitos; porém cairão à espada e a fogo, por meio de cativeiro e de despojo, por muitos dias.

34E quando eles caírem, serão ajudados por um pequeno socorro; contudo muitos se aliarão a eles através de enganos.

35E alguns dos sábios cairão para serem refinados, purificados e limpos, até o tempo do fim; porque isto ainda será para o tempo determinado.

36E o rei fará a sua vontade; e se exaltará, e se engrandecerá sobre todo deus; ele falará coisas arrogantes contra o Deus dos deuses, e será próspero, até que a ira se complete; pois o que está determinado será feito.

37Ele não respeitará os deuses de seus pais, nem para o preferido das mulheres; nem respeitará deus algum, pois se engrandecerá sobre todos.

38Mas em seu lugar honrará ao deus das fortalezas, um deus que seus pais nem sequer conheceram; ele o horará com ouro, prata, pedras preciosas, e com coisas de grande valor.

39E ele atacará fortes fortalezas com o deus estrangeiro; aos que o reconhecerem, ele aumentará a honra; e ele os fará terem domínio sobre muitos, e repartirá a terra por preço.

40E no tempo do fim o rei do sul lutará contra ele; e o rei do norte levantará como tempestade contra ele, com carruagens, cavaleiros, e muitos navios; e entrará pelas terras, arruinará como se fosse inundação, e passará.

41E virá à terra gloriosa, e muitos povos cairão; mas estes escaparão de sua mão: Edom, Moabe, e os líderes dos filhos de Amom.

42E estenderá sua mão a outras terras, e a terra do Egito não escapará.

43E se apoderará dos tesouros de ouro e prata, e de todas as coisas valiosas do Egito, os líbios e os cuxitas o seguirão.

44Porém notícias do oriente e do norte o espantarão; e ele sairá com grande furor para destruir e matar muitos.

45E armará a tendas de seu palácio entre os mares, no glorioso monte santo; mas ele virá a seu fim, e não haverá quem o ajude.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.