Dia 139 de 182 · uns 25 min
Mateus 11–14
Mateus 11Abrir no leitor
1Quando Jesus acabou de dar as ordens aos seus doze discípulos, partiu dali para ensinar e para pregar em suas cidades.
2E João, ao ouvir na prisão as obras de Cristo, enviou -lhe dois de seus discípulos,
3Perguntando-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?
4Jesus lhes respondeu: Ide anunciar a João as coisas que ouvis e vedes:
5Os cegos veem, e os mancos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o Evangelho;
6E bendito é aquele que não se ofender em mim.
7Depois que eles se foram, Jesus começou a dizer às multidões acerca de João: Que saístes ao deserto para ver? Uma cana que se move pelo vento?
8Mas que saístes para ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Eis que os que usam roupas delicadas estão nas casas dos reis.
9Mas que saístes para ver? Um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que um profeta;
10Porque este é aquele sobre o qual está escrito: ‘Eis que diante de tua face envio o meu mensageiro, que preparará o teu caminho diante de ti.’
11Em verdade vos digo que, dentre os nascidos de mulheres, não se levantou outro maior que João Batista; porém o menor no Reino dos céus é maior que ele.
12E desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos céus está sujeito à violência, e os que usam de violência se apoderam dele.
13Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até João.
14E se estais dispostos a aceitar, este é o Elias que havia de vir.
15Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
16Mas com quem compararei esta geração? Semelhante é às crianças que se sentam nas praças, e chamam aos seus colegas,
17E dizem: ‘Tocamos flauta para vós, mas não dançastes; cantamos lamentações para vós, mas não chorastes.’
18Porque veio João, sem comer nem beber, e dizem: ‘Ele tem demônio.’
19Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizem: ‘Eis aqui um homem comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores!’ Mas a sabedoria prova-se justa por meio de seus filhos.
20Então ele começou a repreender as cidades em que a maioria de seus milagres haviam sido feitos, por não terem se arrependido:
21Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidom tivessem sido feitos os milagres que em vós foram feitos, há muito tempo teriam se arrependido com saco e com cinza!
22Porém eu vos digo que mais tolerável será para Tiro e Sidom, no dia do juízo, que para vós.
23E tu, Cafarnaum, que estás exaltada até o céu, ao Xeol serás derrubada! Pois se em Sodoma tivessem sido feitos os milagres que foram feitos em ti, ela teria permanecido até hoje.
24Porém eu vos digo que mais tolerável será para os da região de Sodoma, no dia de juízo, que para ti.
25Naquele tempo Jesus pronunciou: Graças te dou, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste às crianças.
26Sim, Pai, porque assim foi agradável a ti.
27Todas as coisas me foram entregues pelo meu Pai; e ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai; nem ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho, e a quem o Filho o quiser revelar.
28Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos farei descansar.
29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
30Pois o meu jugo é suave, e minha carga é leve.
Mateus 12Abrir no leitor
1Naquele tempo Jesus estava indo pelas plantações de cereais no sábado. Seus discípulos tinham fome, e começaram a arrancar espigas e a comer.
2Quando os fariseus viram, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer no sábado.
3Ele, porém, lhes disse: Não lestes o que Davi fez quando teve fome, ele e os que com ele estavam,
4Como ele entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que a ele não era lícito comer, nem também aos que com ele estavam, a não ser somente aos sacerdotes?
5Ou não lestes na Lei que, nos sábados, os sacerdotes no Templo profanam o sábado, sem se tornarem culpados?
6Eu, porém, vos digo que o maior que o Templo está aqui.
7Mas se vós soubésseis o que significa: ‘Quero misericórdia, e não sacrifício’, não condenaríeis os inocentes.
8Porque o Filho do homem é Senhor até do sábado.
9E partindo dali, Jesus entrou na sinagoga deles.
10E eis que havia ali um homem que tinha uma mão definhada; e eles, a fim de o acusarem, perguntaram-lhe: É lícito curar nos sábados?
11E ele lhes respondeu: Qual de vós será a pessoa que, caso tenha uma ovelha, e se a tal cair em uma cova no sábado, não usará de sua força para a levantar?
12Ora, quanto mais vale um ser humano que uma ovelha! Assim, pois, é lícito fazer o bem nos sábados.
13Então disse para aquele homem: Estende a tua mão. Ele a estendeu, e foi-lhe restaurada, sã como a outra.
14Então os fariseus saíram e se reuniram para planejar contra ele, como o matariam.
15Mas Jesus, sabendo disso, retirou-se dali. Muitas multidões o seguiram, e ele curou a todos.
16E ele lhes ordenava que não o tornassem conhecido;
17Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías:
18Eis aqui meu servo a quem escolhi, meu amado em quem minha alma se agrada; sobre ele porei o meu Espírito, e ele anunciará justiça às nações.
19Ele não fará brigas, nem gritará; ninguém ouvirá pelas ruas a sua voz.
20A cana rachada ele não quebrará, o pavio que fumega ele não apagará, até que conduza a justiça à vitória.
21E em seu nome as nações terão esperança.
22Então lhe trouxeram um endemoninhado cego e mudo; e ele o curou de tal maneira que o cego e mudo passou a falar e a ver.
23E todas as multidões se admiravam e diziam: Não é este o Filho de Davi?
24Mas quando os fariseus ouviam isso, diziam: Ele não expulsa os demônios, a não ser por Belzebu, o chefe dos demônios.
25Porém Jesus, entendendo os pensamentos deles, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é destruído; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não permanecerá.
26Ora, se Satanás expulsa a Satanás, contra si mesmo está dividido; como, pois, permanecerá o seu reino?
27E se eu expulso os demônios por Belzebu, então por quem vossos filhos os expulsam? Portanto, eles mesmos serão vossos juízes.
28Mas se eu pelo Espírito de Deus expulso os demônios, logo o Reino de Deus já chegou sobre vos.
29Ou como pode alguém entrar na casa do valente, e saquear seus bens, sem primeiro amarrar ao valente? Depois disso saqueará sua casa.
30Quem não é comigo é contra mim; e quem não ajunta comigo, espalha.
31Por isso eu vos digo: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos seres humanos; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos seres humanos.
32E qualquer um que falar palavra contra o Filho do homem lhe será perdoado; mas qualquer um que falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem na era presente, nem na futura.
33Ou fazei a árvore boa, e seu fruto bom; ou fazei a árvore má, e seu fruto mau; pois pelo fruto se conhece a árvore.
34Ninhada de víboras, como podeis vós falar boas coisas, sendo maus? Pois a boca fala do que o coração tem em abundância.
35A pessoa boa tira coisas boas do bom tesouro do coração, e a pessoa má tira coisas más do tesouro mau.
36Eu, porém, vos digo que de toda palavra imprudente que as pessoas falarem, dela prestarão contas no dia do juízo.
37Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.
38Então responderam uns dos escribas e dos fariseus, dizendo: Mestre, queremos ver de ti algum sinal.
39Mas ele lhes deu a seguinte resposta: Uma geração má e adúltera pede sinal; mas não lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas.
40Porque assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra.
41Os de Nínive se levantarão no Juízo com esta geração, e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui quem é maior que Jonas.
42A rainha do sul se levantará no Juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui quem é maior que Salomão.
43Quando o espírito imundo sai de alguém, anda por lugares secos buscando repouso, e não o acha.
44Então diz: ‘Voltarei para a minha casa, de onde saí.’ E quando chega, a encontra desocupada, varrida, e arrumada.
45Então vai, e toma consigo outros sete espíritos piores que ele; eles entram, e moram ali; e a última condição de tal pessoa se torna pior que a primeira. Assim também acontecerá com esta geração má.
46Enquanto ele ainda estava falando às multidões, eis que sua mãe e seus irmãos estavam fora, querendo falar com ele.
47E alguém lhe disse: Eis que tua mãe e teus irmãos estão fora, querendo falar contigo.
48Porém ele disse em resposta ao que o avisou: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?
49Então estendeu sua mão para os seus discípulos, e disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos;
50Pois qualquer um que fizer a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, e irmã, e mãe.
Mateus 13Abrir no leitor
1Naquele dia, Jesus saiu de casa e se sentou junto ao mar.
2E ajuntaram-se perto dele tantas multidões, de maneira que ele entrou num barco e se sentou; e toda a multidão ficou na praia,
3E ele lhes falou muitas coisas por parábolas. Ele disse: Eis que o semeador saiu a semear.
4E enquanto semeava, caiu parte das sementes junto ao caminho, e vieram as aves e a comeram.
5E outra parte caiu entre pedras, onde não havia muita terra, e logo nasceu, porque não tinha terra funda.
6Mas quando o sol surgiu, queimou-se; e por não ter raiz, secou-se.
7E outra parte caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram.
8E outra parte caiu em boa terra, e rendeu fruto: um a cem, outro a sessenta, e outro a trinta.
9Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
10Então os discípulos se aproximaram, e lhe perguntaram: Por que falas a eles por parábolas?
11E ele lhes respondeu: Porque a vós é dado saber os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não é dado.
12Pois a quem tem, lhe será dado, e terá em abundância; mas a quem não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
13Por isso falo a eles por parábolas; porque vendo, não veem; e ouvindo, não ouvem, nem entendem.
14Assim neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: De fato ouvireis, mas não entendereis; De fato vereis, mas não percebereis.
15Porque o coração deste povo está insensível; Com seus ouvidos dificilmente ouvem, e seus olhos fecharam; A fim de não haver que seus olhos vejam, seus ouvidos ouçam, Seus corações entendam, e se arrependam, E eu os cure.
16Mas benditos são os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem.
17Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, mas não viram; e desejaram ouvir o que vós ouvis, mas não ouviram.
18Portanto, ouvi vós a parábola do semeador:
19Quando alguém ouve a palavra do Reino e não a entende, o maligno vem e arranca o que foi semeado em seu coração; este é o que foi semeado junto ao caminho.
20E o que foi semeado entre as pedras é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria,
21mas não tem raiz em si mesmo. Em vez disso, dura um pouco, mas quando vem a aflição ou a perseguição pela palavra, logo tropeça na fé.
22E o que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, mas a ansiedade com o tempo presente e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica sem dar fruto.
23Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve e entende a palavra, e o que dá e produz fruto, um a cem, outro a sessenta, e outro a trinta.
24E ele lhes declarou outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante a um homem que semeia boa semente em seu campo,
25Mas, enquanto as pessoas dormiam, o inimigo dele veio, semeou joio entre o trigo, e foi embora.
26E, quando a erva cresceu e produziu fruto, então apareceu também o joio.
27Então os servos do dono da propriedade chegaram, e lhe perguntaram: “Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? De onde, pois, veio o joio?”
28E ele lhes respondeu: “Um inimigo fez isto”. Em seguida, os servos lhe perguntaram: “Queres, pois, que vamos e o tiremos?”
29Ele, porém, lhes respondeu: “Não, para não haver que, enquanto tirais o joio, arranqueis com ele também o trigo.
30Deixai-os crescer ambos juntos até a colheita; e no tempo da colheita direi aos que colhem: ‘Recolhei primeiro o joio, e amarrai-o em molhos, para o queimarem; mas ao trigo ajuntai no meu celeiro’.”
31Ele lhes propôs outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que alguém tomou e semeou no seu campo.
32De fato, dentre todas as sementes, esta é a menor. Mas quando cresce, é a maior das hortaliças; e se torna tamanha árvore, que as aves do céu vêm e se aninham em seus ramos.
33Ele lhes disse outra parábola: O Reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até que tudo ficasse fermentado.
34Tudo isto Jesus falou por parábolas às multidões. Sem parábolas ele não lhes falava,
35para que se cumprisse o que foi falado pelo profeta, que disse: Abrirei a minha boca em parábolas; Pronunciarei coisas escondidas desde a fundação do mundo.
36Então Jesus despediu as multidões, e foi para casa. Seus discípulos se aproximaram dele, e disseram: Explica-nos a parábola do joio do campo.
37E ele lhes respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do homem.
38E o campo é o mundo; e a boa semente, estes são os filhos do Reino; e o joio são os filhos do maligno.
39E o inimigo, que o semeou, é o diabo; e a colheita é o fim da era; e os que colhem são os anjos.
40Portanto, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também será no fim desta era.
41O Filho do homem enviará seus anjos, e eles recolherão do seu Reino todas as causas do pecado, assim como os que praticam injustiça,
42e os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.
43Então os justos brilharão como o sol, no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
44O Reino dos céus também é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem, depois de achá-lo, escondeu. Então, em sua alegria, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.
45O Reino dos céus também é semelhante a um homem negociante, que buscava boas pérolas.
46Quando este achou uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou.
47O Reino dos céus também é semelhante a uma rede lançada ao mar, que colhe toda espécie de peixes .
48E quando está cheia, os pescadores puxam-na à praia, sentam-se, e recolhem os bons em cestos, mas os ruins lançam fora.
49Assim será ao fim da era; os anjos sairão, e separarão dentre os justos os maus,
50e os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.
51E Jesus lhes perguntou: Entendestes todas estas coisas?Eles lhe responderam: Sim, Senhor.
52E ele lhes disse: Portanto todo escriba que se tornou discípulo no Reino dos céus é semelhante a um chefe de casa, que do seu tesouro tira coisas novas e velhas.
53E aconteceu que, quando Jesus acabou essas parábolas, retirou-se dali.
54E vindo à sua terra, ensinava-os na sinagoga deles, de tal maneira que ficavam admirados, e diziam: De onde vêm a este tal sabedoria, e os milagres?
55Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?
56Não estão todas as suas irmãs conosco? Ora, de onde vem a este tudo isto?
57E ofenderam-se por causa dele. Mas Jesus lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser em sua terra, e em sua casa.
58E não fez ali muitos milagres por causa da incredulidade deles.
Mateus 14Abrir no leitor
1Naquele tempo Herodes, o tetrarca, ouviu relato a respeito de Jesus,
2e disse aos seus servos: Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos, e por isso os milagres operam nele.
3Porque Herodes havia prendido a João, acorrentado-o, e posto na prisão, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe;
4pois João lhe dizia: Não te lícito que a tenhas.
5Herodes queria matá-lo, mas tinha medo do povo, pois o consideravam profeta.
6Porém, enquanto era celebrado o aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou no meio das pessoas , e agradou a Herodes.
7Por isso prometeu a ela dar tudo o que pedisse.
8E ela, tendo sido induzida por sua mãe, disse: Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista.
9E o rei se entristeceu; mas devido ao juramento, e aos que estavam presentes, ordenou que isso fosse concedido.
10Então mandou degolarem João na prisão.
11Sua cabeça foi trazida num prato, e dada à garota, e ela a levou à sua mãe.
12E seus discípulos vieram, tomaram o corpo, e o enterraram; e foram avisar a Jesus.
13Depois de Jesus ouvir, retirou-se dali num barco, a um lugar deserto, sozinho; mas assim que as multidões ouviram acerca disso, seguiram-no a pé das cidades.
14Quando Jesus saiu, viu uma grande multidão. Ele se compadeceu deles, e curou dentre eles os enfermos.
15E chegando o entardecer, os seus discípulos se aproximaram dele, e disseram: O lugar é deserto, e já é tarde. Despede as multidões, para irem às aldeias, e comprarem para si de comer.
16Mas Jesus lhes respondeu: Eles não precisam ir. Vós mesmos, dai-lhes de comer.
17E eles lhe disseram: Nada temos aqui além de cinco pães e dois peixes.
18Então disse: Trazei-os aqui a mim.
19Ele mandou às multidões que se sentassem sobre a grama. Então tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, e os abençoou. Em seguida partiu os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões.
20E todos comeram, e se fartaram. E do que sobrou dos pedaços levantaram doze cestos cheios.
21E os que comeram foram quase cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.
22E logo Jesus mandou os seus discípulos entrarem no barco, e que fossem adiante dele para a outra margem, enquanto ele despedia as multidões.
23Depois de despedir as multidões, subiu ao monte, à parte, para orar. Tendo chegado a noite, ele estava ali sozinho.
24E o barco já estava no meio do mar, atormentado pelas ondas, porque o vento era contrário.
25Mas à quarta vigília da noite Jesus foi até eles, andando sobre o mar.
26Quando os discípulos o viram andar sobre o mar, apavoraram-se, dizendo: É um fantasma! E gritaram de medo.
27Mas Jesus logo lhes falou, dizendo: Tende coragem! Sou eu, não tenhais medo.
28E Pedro lhe respondeu, dizendo: Senhor, se és tu, manda-me vir a ti sobre as águas.
29E ele disse: Vem. Então Pedro desceu do barco e andou sobre as águas, para vir em direção a Jesus.
30Mas quando viu o vento forte, teve medo; e começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me!
31Imediatamente Jesus estendeu a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?
32E quando subiram no barco, o vento se aquietou.
33Então os que estavam no barco vieram e o adoraram, dizendo: Verdadeiramente tu és o Filho de Deus.
34E havendo passado para a outra margem, chegaram à terra de Genesaré.
35E quando os homens daquele lugar o reconheceram, deram aviso por toda aquela região em redor, e lhe trouxeram todos os que estavam enfermos.
36E rogavam-lhe que tão somente tocassem a borda de sua roupa; e todos os que tocavam ficaram curados.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.