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The Way

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Bíblia em 6 meses

Dia 145 de 182 · uns 25 min

Marcos 7–10

Marcos 7Abrir no leitor

1Os fariseus, e alguns dos escribas, que tinham vindo de Jerusalém, reuniram-se com ele.

2E, quando viram que alguns dos discípulos dele comiam pão com mãos impuras, isto é, sem lavar, repreendiam-lhes.

3(Pois os fariseus, e todos os judeus, mantendo a tradição dos antigos, se não lavarem bastante as mãos, não comem.

4E, quando voltam da rua, se não se lavarem, não comem; e há muitas outras coisas que se encarregam de guardar, como lavar os copos, as vasilhas, os utensílios de metal, e os leitos).

5Depois os fariseus e os escribas lhe perguntaram: Por que os teus discípulos não andam conforme a tradição dos antigos, em vez de comerem pão com as mãos sem lavar?

6E ele lhes respondeu: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas! Como está escrito: Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.

7Eles, porém, me honram em vão, ensinando como doutrinas mandamentos humanos.

8Pois vós deixais o mandamento de Deus, e mantendes a tradição humana, como lavar as vasilhas e os copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.

9E dizia-lhes: Vós dispensais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição;

10porque Moisés disse: Honra o teu pai e a tua mãe. E quem maldisser ao pai ou à mãe terá de morrer.

11Mas vós dizeis: Se o homem disser ao pai ou à mãe: Tudo o que te puder aproveitar de mim é corbã (isto é, oferta),

12então não lhe deixais mais nada fazer por seu pai ou por sua mãe.

13Assim invalidaias a palavra de Deus por vossa tradição, que ordenastes; e fazeis muitas coisas semelhantes a estas.

14E chamando para si toda a multidão, disse-lhes: Ouvi-me todos, e entendei:

15Nada há fora do ser humano que nele entre que o possa contaminar; mas o que dele sai, isso é o que contamina o ser humano.

16Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.

17Quando Jesus deixou a multidão e entrou em casa, seus discípulos lhe perguntaram sobre a parábola.

18E ele lhes disse: Também vós estais assim sem entendimento? Não entendeis que tudo o que de fora entra no ser humano não o pode contaminar?

19Pois não entra no seu coração, mas, sim, no ventre, e sai para a privada. (Assim, ele declarou como limpas todas as comidas).

20E dizia: O que sai do ser humano, isso contamina o ser humano.

21Pois é de dentro do coração humano que vêm os maus pensamentos, os adultérios, os pecados sexuais, os homicídios,

22os roubos, as ganâncias, as maldades, o engano, a depravação, o olho malicioso, a blasfêmia, a soberba, a insensatez.

23Todos estes males procedem de dentro, e contaminam o ser humano.

24Jesus levantou-se dali e foi para a região de Tiro e de Sidom. Ele entrou numa casa, e não queria que ninguém soubesse disso, mas não pôde se esconder.

25Pois uma mulher, cuja filhinha tinha um espírito imundo, assim que ouviu falar dele, veio, e prostrou-se a seus pés.

26Esta mulher era grega, de nacionalidade sirofenícia; e rogava-lhe que expulsasse o demônio de sua filha.

27Mas Jesus lhe disse: Deixa primeiro que os filhos se fartem; porque não é bom tomar o pão dos filhos, e lançá-lo aos cachorrinhos.

28Porém ela lhe respondeu: Sim Senhor; mas também os cachorrinhos comem debaixo da mesa, das migalhas que os filhos deixam.

29Então ele lhe disse: Por esta palavra, vai, o demônio já saiu da tua filha.

30Quando ela chegou à sua casa, encontrou que o demônio já havia saído, e a filha estava deitada sobre a cama.

31Então Jesus voltou a sair da região de Tiro e de Sidom, e veio para o mar da Galilea, por meio da região de Decápolis.

32E trouxeram-lhe um surdo que dificilmente falava, e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre ele.

33E tomando-o em separado da multidão, pôs os seus dedos nos ouvidos dele, cuspiu, e tocou-lhe a língua.

34Depois, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Efatá, (isto é, abre-te).

35Imediatamente os ouvidos dele se abriram, e o que prendia sua língua se soltou, e passou a falar bem.

36Jesus lhes mandou que a ninguém dissessem; porém, quanto mais lhes mandava, mais divulgavam.

37E ficavam muito admirados, dizendo: Ele faz tudo bem! Aos surdos faz ouvir, e aos mudos falar.

Marcos 8Abrir no leitor

1Naqueles dias, quando havia uma multidão muito grande, e não tinham o que comer, Jesus chamou os seus discípulos a si, e disse-lhes:

2Tenho compaixão da multidão, porque já há três dias que estão comigo, e não têm o que comer.

3E se eu os deixar ir sem comer para suas casas desmaiarão no caminho; porque alguns deles vieram de longe.

4Os seus discípulos lhe responderam: De onde poderá alguém saciar estes de pão aqui no deserto?

5Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes? E eles disseram: Sete.

6Então mandou à multidão que se sentassem no chão. Em seguida, tomou os sete pães, e tendo dado graças, partiu-os, e os deu a seus discípulos, para que os pusessem diante deles. E eles os puseram diante da multidão.

7E tinham uns poucos peixinhos, e havendo dado graças, disse que também os pusessem diante deles.

8Eles comeram, e se saciaram; e levantaram, do que sobrou dos pedaços, sete cestos.

9Os que comeram eram quase quatro mil. Depois os despediu.

10E logo entrou no barco com os seus discípulos, e veio para a região de Dalmanuta.

11Os fariseus vieram, e começaram a disputar com ele, pedindo-lhe sinal do céu, para o testar.

12E ele, suspirando profundamente em seu espírito, disse: Por que esta geração pede um sinal? Em verdade vos digo, que não se dará sinal a esta geração.

13Então os deixou, voltou a entrar no barco , e foi para a outro lado do mar .

14E os seus discípulos haviam se esquecido de tomar pão, e nada tinham, a não ser um pão com eles no barco.

15E Jesus lhes deu a seguinte ordem: Prestai atenção: tende cuidado com o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes.

16E indagavam-se com os outros , dizendo: É porque não temos pão.

17Jesus soube e lhes disse: Por que indagais que não tendes pão? Não percebeis ainda, nem entendeis? Ainda tendes o vosso coração endurecido?

18Tendes olhos, e não vedes? Tendes ouvidos, e não ouvis?

19E não vos lembrais de, quando parti os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes?Responderam-lhe: Doze.

20E quando parti os sete entre os quatro mil, quantas cestas cheias de pedaços levantastes? Eles disseram: Sete.

21Ele lhes perguntou: Como não entendeis?

22Então veio a Betsaida. E trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse.

23Ele tomou o cego pela mão e o tirou para fora da aldeia. Depois cuspiu nos olhos dele e, pondo as mãos encima dele, perguntou-lhe se via alguma coisa.

24Ele levantou os olhos e disse: Vejo as pessoas; pois vejo como árvores que andam.

25Então Jesus pôs de novo as mãos sobre os seus olhos, e o fez olhar para cima . Assim ele ficou restabelecido, e passou a ver todos claramente.

26Então o mandou para sua casa, dizendo: Não entres na aldeia, nem contes a ninguém da aldeia.

27Jesus saiu com os seus discípulos para as aldeias de Cesareia de Filipe; e no caminho perguntou a seus discípulos: Quem as pessoas dizem que eu sou?

28Eles responderam: João Batista, e outros, Elias; e outros, algum dos profetas.

29E ele lhes perguntou: E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro lhe respondeu: Tu és o Cristo.

30E lhes ordenou que a ninguém dissessem aquilo dele.

31E começou a lhes ensinar que era necessário que o Filho do homem sofresse muito, e fosse rejeitado pelos anciãos e pelos chefes dos sacerdotes e escribas, e que fosse morto, e depois de três dias ressuscitasse.

32Ele dizia essa palavra abertamente. Então Pedro o tomou à parte, e começou a repreendê-lo.

33Mas Jesus virou-se e, olhando para os seus discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: Sai de diante de mim, satanás! Pois tu não compreendes as coisas de Deus, mas sim as humanas.

34Então chamou a si a multidão com os seus discípulos, e disse-lhes: Quem quiser vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me;

35pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, esse a salvará.

36Pois que proveito teria alguém, se ganhasse o mundo todo, e perdesse a sua alma?

37Ou que daria alguém em resgate de sua alma?

38Porque todo aquele que se envergonhar de mim e de minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do homem, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos, envergonhar-se-á dele.

Marcos 9Abrir no leitor

1E disse-lhes também: Em verdade vos digo, que há alguns dos que aqui estão, que não experimentarão a morte, até que vejam o reino de Deus vindo com poder.

2Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago, e João, e os levou à parte, sozinhos, para um alto monte ; e transfigurou-se diante deles.

3E suas roupas ficaram resplandescentes, muito brancas como a neve , como nenhum lavadeiro na terra seria capaz de branquear.

4E apareceu-lhes Elias com Moisés, e falavam com Jesus.

5Então Pedro disse a Jesus: Mestre, é bom para nós estarmos aqui; façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés, e uma para Elias.

6Pois ele não sabia o que dizia, pois estavam assombrados.

7Então desceu uma nuvem, que os cobriu com a sua sombra, e veio uma voz da nuvem, que dizia: Este é meu Filho amado; a ele ouvi.

8De repente, quando olharam em redor, não viram mais ninguém, a não ser só Jesus com eles.

9Enquanto desciam do monte, Jesus lhes mandou que a ninguém contassem o que haviam visto, até que o Filho do homem ressuscitasse dos mortos.

10E eles guardaram o caso entre si, perguntando uns aos outros o que seria aquilo de “ressuscitar dos mortos”.

11Então lhe perguntaram: Por que os escribas dizem que Elias tem que vir primeiro?

12E ele lhes respondeu: De fato Elias vem primeiro, e restaura todas as coisas. Então, como está escrito sobre o Filho do homem tem que sofrer muito, e ser desprezado?

13Porém eu vos digo que Elias já veio, e fizeram-lhe tudo o que quiseram, como está escrito sobre ele.

14E quando veio aos discípulos, ele viu uma grande multidão ao redor deles; e uns escribas estavam discutindo com eles.

15Logo que toda a multidão o viu, ficou admirada. Então correram a ele, e o cumprimentaram.

16Jesus perguntou aos escribas: O que estais discutindo com eles?

17E um da multidão respondeu: Mestre, trouxe a ti o meu filho, que tem um espírito mudo.

18E onde quer que o toma, faz-lhe ter convulsões, solta espuma, range os dentes, e vai ficando rígido. Eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, mas não conseguiram.

19Jesus lhe respondeu: Ó geração incrédula! Até quando estarei ainda convosco? Até quando vos suportarei? Trazei-o a mim.

20Então trouxeram-no a ele. E quando o viu, logo o espírito o fez ter uma convulsão e, caindo em terra, rolava, e espumava.

21E perguntou ao seu pai: Quanto tempo há que isto lhe sobreveio? E ele lhe disse: Desde a infância.

22E muitas vezes o lançou também no fogo e na água para o destruir. Mas, se podes algo, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.

23E Jesus lhe disse: Se podes crer, tudo é possível ao que crê.

24Logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Creio, Senhor! Ajuda-me na minha incredulidade.

25Quando Jesus viu que a multidão corria e se ajuntava, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno, sai dele, e nunca mais entres nele!

26Então o espírito , gritando, e fazendo-o ter muita convulsão, saiu. E o menino ficou como morto, de maneira que muitos diziam que estava morto.

27Então Jesus o tomou pela mão, e o ergueu; e ele se levantou.

28E quando entrou em casa, seus discípulos lhe perguntaram à parte: Por que nós não conseguimos o expulsar?

29E lhes respondeu: Este tipo não pode sair por coisa alguma, a não ser com oração e jejum.

30Depois partiram dali, e caminharam pela Galileia. Mas Jesus não queria que ninguém soubesse,

31Porque ensinava a seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue em mãos de homens, e o matarão; e estando ele morto, ressuscitará ao terceiro dia.

32Mas eles não entendiam esta palavra, e temiam lhe perguntar.

33E veio a Cafarnaum, e entrando em casa, perguntou-lhes: Que indagais entre vós pelo caminho?

34Mas eles se calaram; porque eles haviam discutido uns com os outros pelo caminho, qual deles seria o maior.

35E sentando-se ele, chamou aos doze, e disse-lhes: Se alguém quiser ser o primeiro, seja o últimos de todos, e servo de todos.

36E tomando um menino, ele o pôs no meio deles, e tomando-o entre seus braços, disse-lhes:

37Qualquer que em meu nome receber a um dos tais meninos, recebe a mim; e qualquer que me receber, não é a mim que recebe, mas, sim, àquele que me enviou.

38E respondeu-lhe João, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e ele não nos segue. Então o proibimos, porque não nos segue.

39Porém Jesus disse: Não o proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome, e logo possa falar mal de mim.

40Pois quem não é contra nós, é por nós.

41Porque qualquer que vos der um copo d'água para beber em meu nome, porque sois de Cristo, em verdade vos digo, que não perderá sua recompensa.

42E qualquer que conduzir ao pecado um destes pequenos que creem em mim, melhor lhe fora que lhe pusesse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e que fosse lançado no mar.

43E se a tua mão te faz pecar, corta-a; melhor te é entrar na vida mutilado, do que, tendo duas mãos, ir ao inferno, ao fogo que nunca se apaga.

44Onde seu verme não morre, e o fogo nunca se apaga.

45E se teu pé te faz pecar, corta-o; melhor te é entrar na vida manco, do que, tendo dois pés, ser lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga.

46Onde seu verme não morre, e o fogo nunca se apaga.

47E se teu olho te faz pecar, lança-o fora; melhor te é entrar no Reino de Deus com um olho, do que, tendo dois olhos, ser lançado no fogo do inferno,

48onde seu verme não morre, e o fogo nunca se apaga.

49Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal.

50O sal é bom; mas se o sal se tornar insípido, com que o temperareis? Tende sal em vós mesmos, e paz uns com os outros.

Marcos 10Abrir no leitor

1E levantando-se dali, Jesus se foi aos limites da Judeia, por dalém do Jordão; e as multidões voltaram a se juntar a ele, e voltou a lhes ensinar, como tinha costume.

2E vindo a ele os fariseus, perguntaram-lhe se era lícito ao homem deixar a sua mulher, testando-o.

3Mas ele lhes respondeu: O que Moisés vos mandou?

4E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio, e deixá-la.

5E Jesus lhes respondeu: Foi pela dureza dos vossos corações que ele vos escreveu este mandamento.

6Porém, desde o princípio da criação, macho e fêmea Deus os fez.

7Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher.

8E os dois serão uma só carne; assim, já não são dois, mas sim uma só carne.

9Portanto, o que Deus juntou, não separe o homem.

10E em casa seus discípulos voltaram a lhe perguntar sobre isto mesmo.

11E disse-lhes: Qualquer um que deixar a sua mulher, e se casar com outra, adultera contra ela.

12E se a mulher deixar o seu marido, e se casar com outro, adultera.

13E lhe traziam crianças para que ele as tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que as traziam.

14Porém Jesus, vendo, indignou-se, e lhe disse: Deixai vir as crianças a mim, e não as impeçais; porque delas é o Reino de Deus.

15Em verdade vos digo, que qualquer um que não receber o Reino de Deus como criança, em maneira nenhuma nele entrará.

16Então, tomando-as entre seus braços, e pondo as mãos sobre elas, ele as abençoou.

17E quando ele saiu para caminhar, um homem correu até ele; e pondo-se de joelhos diante dele, perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

18E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, a não ser um: Deus.

19Sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não darás falso testemunho; não serás enganador; honra o teu pai e a tua mãe.

20Porém ele lhe respondeu: Mestre, tudo isto guardei desde a minha juventude.

21E olhando Jesus para ele, amou-o, e disse-lhe: Uma coisa te falta: vai, vende tudo quanto tens, e dá aos pobres; e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me, toma tua cruz.

22Mas ele, pesaroso desta palavra, foi-se triste; porque tinha muitas propriedades.

23Então Jesus olhando ao redor, disse a seus discípulos: Como é difícil aos que têm riquezas entrar no Reino de Deus!

24E os discípulos se espantaram destas suas palavras; mas Jesus, voltando a responder, disse-lhes: Filhos, como é difícil aos que confiam em riquezas entrar no Reino de Deus!

25Mais fácil é passar um camelo pelo olho de uma agulha, do que entrar um rico no Reino de Deus.

26E eles se espantavam ainda mais, dizendo uns para os outros: Quem, pois, poderá se salvar?

27Porém, olhando Jesus para eles, disse: Para os seres humanos, é impossível; mas para Deus, não; porque para Deus tudo é possível.

28E Pedro começou a lhe dizer: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos.

29Jesus respondeu: Em verdade vos digo, que não há ninguém que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou esposa, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do Evangelho,

30que não receba cem vezes tanto, agora neste tempo, casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e a vida eterna, no tempo que virá.

31Porém muitos primeiros serão últimos, e últimos, primeiros.

32E iam pelo caminho, subindo para Jerusalém; e Jesus ia diante deles, e espantavam-se, e seguiam-no atemorizados. E voltando a tomar consigo aos doze, começou-lhes a dizer as coisas que lhe viriam a acontecer:

33Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos chefes dos sacerdotes, e aos escribas; e o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios.

34E escarnecerão dele, e o açoitarão, e cuspirão nele, e o matarão; e ao terceiro dia ressuscitará.

35E vieram a ele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo: Mestre, queríamos que nos fizesses o que pedirmos.

36E ele lhes disse: O que quereis que eu vos faça?

37E eles lhe disseram: Concede-nos que em tua glória nos sentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda?

38Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis; podeis vós beber o copo que eu bebo, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado?

39E eles lhe disseram: Podemos. Porém Jesus lhes disse: Em verdade, o copo que eu bebo, bebereis; e com o batismo com que eu sou batizado, sereis batizados.

40Mas sentar-se à minha direita, e à minha esquerda, não é meu concedê-lo, mas sim, para aqueles a quem está preparado.

41E quando os dez ouviram isto, começaram a se irritar contra Tiago e João.

42Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Já sabeis que os que são vistos como governadores dos gentios, agem como senhores deles; e os grandes usam de autoridade sobre eles.

43Mas entre vós não será assim; antes qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso servidor.

44E qualquer que de vós quiser ser o primeiro, será servo de todos.

45Porque também não veio o Filho do homem para ser servido, mas para servir, e dar sua vida em resgate por muitos.

46E vieram a Jericó. E saindo ele, e seus discípulos, e uma grande multidão de Jericó, estava Bartimeu, um cego, filho de Timeu, sentado junto ao caminho.

47E ouvindo que era Jesus o nazareno, começou a clamar, e a dizer: Jesus, Filho de Davi! Tem misericórdia de mim!

48E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava ainda mais: Filho de Davi! Tem misericórdia de mim!

49Jesus parou, e disse que o chamassem. Então chamaram ao cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo, levanta-te, ele está te chamando.

50Então ele lançou sua capa, levantou-se, e veio a Jesus.

51Jesus, lhe perguntou: Que queres que eu te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu veja.

52Jesus lhe disse: Vai; a tua fé te salvou. E logo consegiu ver. Então seguiu Jesus pelo caminho.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.