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The Way

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Bíblia em 6 meses

Dia 163 de 182 · uns 24 min

Atos 20–24

Atos 20Abrir no leitor

1E tendo acabado o tumulto, Paulo chamou a si os discípulos e, abraçando-os, saiu para ir à Macedônia.

2E tendo passado por aquelas regiões, e exortando-os com muitas palavras, ele veio à Grécia.

3E ficando ali por três meses, e havendo contra ele uma cilada posta pelos judeus quando ele estava a ponto de navegar para a Síria, ele decidiu voltar pela Macedônia.

4E o acompanhou até a Ásia Sópater, de Bereia; e dos tessalonicenses, Aristarco e Segundo, e Gaio de Derbe, e Timóteo; e dos da Ásia, Tíquico e Trófimo.

5Estes, indo adiante, nos esperaram em Trôade.

6E depois dos dias dos pães não fermentados, nós navegamos de Filipos, e em cinco dias viemos até eles, onde ficamos por sete dias.

7E no primeiro dia da semana, tendo os discípulos se reunido para partir o pão, Paulo discutia com eles, estando para partir no dia seguinte; e ele estendeu a discussão até a meia noite.

8E havia muitas luminárias no compartimento onde estavam reunidos.

9E estando um certo rapaz, de nome Êutico, sentado em uma janela, tendo sido tomado por um sono profundo, e ,estando Paulo ainda falando por muito tempo ,Êutico ,derrubado pelo sono, caiu desde o terceiro andar abaixo; e foi levantado morto.

10Mas Paulo, tendo descido, debruçou sobre ele e, abraçando -o ,disse: Não fiqueis perturbados, porque sua alma ainda está nele.

11E voltou a subir, e tendo partido e experimentado o pão, ele falou longamente até o nascer do dia; e assim ele partiu.

12E trouxeram o rapaz vivo, e ficaram não pouco consolados.

13E nós, tendo ido adiante ao navio, navegamos até Assôs, onde estaríamos para receber a Paulo, porque assim ele tinha ordenado; e ele ia a pé.

14E quando ele se encontrou conosco em Assôs, nós o tomamos, e fomos a Mitilene.

15E navegando dali, chegamos no dia seguinte em frente a Quios; e no outro dia aportamos em Samos; e ficando em Trogílio, no dia seguinte viemos a Mileto.

16Porque Paulo tinha decidido navegar desviando-se de Éfeso, para não lhe haver de gastar tempo na Ásia; porque ele se apressava para estar em Jerusalém do dia de Pentecostes, caso lhe fosse possível.

17Mas ele enviou mensagem desde Mileto até Éfeso, chamando aos anciãos da igreja.

18E quando vieram a Paulo ,ele lhes disse: Vós sabeis que desde o primeiro dia que entrei na Ásia, o modo como eu estive todo aquele tempo convosco;

19Servindo ao Senhor com toda humildade, muitas lágrimas, e tentações, que sobrevieram a mim pelas ciladas dos judeus;

20Como eu, daquilo que vos era proveitoso, nada deixei de anunciar a vós, e ensinar publicamente e pelas casas;

21Dando testemunho, tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para se converter a Deus, e da fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

22E agora eis que, estando eu atado ao Espírito, estou indo a Jerusalém, não sabendo o que me acontecerá;

23A não ser pelo que o Espírito Santo em cada cidade me dá testemunho, dizendo que prisões e aflições me esperam.

24Mas de nenhuma dessas coisas eu dou importância, nem tenho minha vida por preciosa, para que com alegria eu cumpra minha carreira, e o trabalho que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do Evangelho da graça de Deus.

25E agora, eis que eu sei que todos vós, a quem eu passei pregando o Reino de Deus, não vereis mais o meu rosto.

26Portanto eu vos dou claro testemunho de que eu estou limpo do sangue de todos vós ;

27Porque eu não deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus;

28Portanto prestai atenção por vós mesmos, e por todo o rebanho sobre os quais o Espírito Santo tem vos posto como supervisores, para apascentardes a igreja de Deus, a qual ele adquiriu por meio de seu próprio sangue.

29Porque isto eu sei, que depois de minha partida, entrarão entre vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho;

30E que dentre vós mesmos se levantarão homens a falarem coisas perversas, para atraírem após si aos discípulos.

31Por isso vigiai, lembrando que por três anos, noite e dia eu não parei de vos alertar com lágrimas a cada um de vós .

32E agora, irmãos, eu vos entrego a Deus, e à palavra de sua graça; ele que é poderoso para vos edificar e vos dar herança entre todos os santificados.

33Eu não cobicei de ninguém a prata, nem ouro, nem roupa.

34E vós mesmos sabeis que, para as minhas necessidades e as dos que estavam comigo, estas minhas mãos me serviram.

35Em tudo eu vos tenho mostrado que trabalhando assim, é necessário dar suporte aos enfermos; e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurado é dar do que receber.

36E tendo dito isto, pondo-se de joelhos, ele orou com todos eles.

37E houve um grande pranto de todos; e reclinando-se sobre o pescoço de Paulo, beijavam-no;

38Entristecendo-se muito, principalmente pela palavra que ele tinha dito, que não mais veriam o rosto dele; e o acompanharam até o navio.

Atos 21Abrir no leitor

1E quando aconteceu de termos saído deles, e navegado, percorremos diretamente, e viemos a Cós, e n o dia seguinte a Rodes, e dali a Pátara.

2E tendo achado um navio que passava para a Fenícia, nós embarcamos nele, e partimos.

3E tendo Chipre à vista, e deixando-a à esquerda, navegamos para a Síria, e viemos a Tiro; porque o navio tinha de deixar ali sua carga.

4E nós ficamos ali por sete dias; e achamos aos discípulos, os quais diziam pelo Espírito a Paulo, que não subisse a Jerusalém.

5E tendo passado ali aqueles dias, nós saímos e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos com suas mulheres e filhos até fora da cidade; e postos de joelhos na praia, oramos.

6E saudando-nos uns aos outros, subimos ao navio; e eles voltaram para as casas deles.

7E nós, acabada a navegação de Tiro, chegamos a Ptolemaida; e tendo saudado aos irmãos, ficamos com eles por um dia.

8E n o dia seguinte, Paulo e nós que estávamos com ele, saindo dali, viemos a Cesareia; e entrando na casa de Filipe, o evangelista (que era um dos sete), nós ficamos com ele.

9E este tinha quatro filhas, que profetizavam.

10E ficando nós ali por muitos dias, desceu da Judeia um profeta, de nome Ágabo;

11E ele, tendo vindo a nós, e tomando a cinta de Paulo, e atando-se os pés e as mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim os judeus em Jerusalém atarão ao homem a quem pertence esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios.

12E nós, tendo ouvido isto, rogamos a ele, tanto nós como os que eram daquele lugar, que ele não subisse a Jerusalém.

13Mas Paulo respondeu: O que vós estais fazendo, ao chorarem e afligirem o meu coração? Porque eu estou pronto, não somente para ser atado, mas até mesmo para morrer em Jerusalém, pelo nome do Senhor Jesus.

14E como ele não deixou ser persuadido, nós nos aquietamos, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor.

15E depois daqueles dias, nós nos arrumamos, e subimos a Jerusalém.

16E foram também conosco alguns dos discípulos de Cesareia, trazendo consigo a um certo Mnáson, cipriota, discípulo antigo, com o qual íamos nos hospedar.

17E quando chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam com muito boa vontade.

18E n o dia seguinte, Paulo entrou conosco a casa de Tiago, e todos os anciãos vieram ali.

19E tendo os saudado, ele lhes contou em detalhes o que Deus tinha feito entre os gentios por meio do trabalho dele.

20E eles, ao ouvirem, glorificaram ao Senhor, e lhe disseram: Tu vês, irmão, quantos milhares de judeus há que creem, e todos são zelosos da lei.

21E foram informados quanto a ti, que a todos os judeus, que estão entre os gentios, que tu ensinas a se afastarem de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo os costumes.

22Então o que se fará? Em todo caso a multidão deve se ajuntar, porque ouvirão que tu já chegaste.

23Portanto faça isto que te dizemos: temos quatro homens que fizeram voto.

24Toma contigo a estes, e purifica-te com eles, e paga os gastos deles, para que rapem a cabeça, e todos saibam que não há nada do que foram informados sobre ti, mas sim, que tu mesmo andas guardando a Lei.

25E quanto aos que creem dentre os gentios, nós já escrevemos, julgando que nada disto guardassem, a não ser somente que se abstenham do que se abstenham das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e do pecado sexual.

26Então Paulo, tendo tomado consigo a aqueles homens, e purificando-se com eles no dia seguinte, entrou no Templo, anunciando que já estavam cumpridos dos dias da purificação, quando fosse oferecida por eles, cada um sua oferta.

27E tendo os sete dias quase quase completados, os judeus da Ásia, vendo-o, tumultuaram a todo o povo, e lançaram as mãos sobre ele para o deterem ,

28Clamando: Homens israelitas, ajudai -nos ; este é o homem que por todos os lugares ensina a todos contra o nosso povo, e contra a Lei, e contra este lugar; e além disto, ele também pôs gregos dentro do Templo, e contaminou este santo lugar!

29(Porque antes eles tinham visto na cidade a Trófimo junto dele, ao qual pensavam que Paulo tinha trazido para dentro do Templo).

30E toda a cidade se tumultuou, e houve um ajuntamento do povo; e tendo detido a Paulo, trouxeram-no para fora do Templo; e logo as portas foram fechadas.

31E eles, procurando matá-lo, a notícia chegou ao comandante e aos soldados, de que toda Jerusalém estava em confusão.

32O qual, tendo tomado logo consigo soldados e centuriões, correu até eles. E eles, vendo ao comandante e aos soldados, pararam de ferir a Paulo.

33Então o comandante, tendo se aproximado, prendeu-o, e mandou que ele fosse atado em duas correntes; e perguntou quem ele era, e o que ele tinha feito.

34E na multidão clamavam uns de uma maneira ,e outros de outra maneira; mas como ele não podia saber com certeza por causa do tumulto, ele mandou que o levassem para a área fortificada.

35E ele, tendo chegado às escadas, aconteceu que ele foi carregado pelos soldados, por causa da violência da multidão.

36Porque a multidão do povo o seguia, gritando: Tragam-no para fora!

37E Paulo, estando perto de entrar na área fortificada, disse ao comandante: É permitido a mim te falar alguma coisa?E ele disse: Tu sabes grego?

38Por acaso não és tu aquele egípcio, que antes destes dias tinha levantando uma rebelião, e levou ao deserto quatro mil homens assassinos?

39Mas Paulo lhe disse: Na verdade eu sou um homem judeu de Tarso, cidade não pouca importância da Cilícia; mas eu te rogo para que tu me permitas falar ao povo.

40E tendo lhe permitido, Paulo pôs-se de pé nas escadas, acenou com a mão ao povo; e tendo havido grande silêncio, falou -lhes em língua hebraica, dizendo:

Atos 22Abrir no leitor

1Homens irmãos, e pais, ouvi agora minha defesa para convosco.

2E tendo ouvido que ele lhes falava em língua hebraica, fizeram ainda mais silêncio. E ele disse:

3Eu verdadeiramente sou um homem judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e criado nesta cidade aos pés de Gamaliel, ensinado ao mais correto modo da Lei paterna e zeloso de Deus, assim como todos vós sois hoje.

4Eu ,que persegui este caminho até a morte, atando tanto a homens como a mulheres, e os entregando a prisões.

5Assim como também o sumo sacerdote me é testemunha, e todo o conselho dos anciãos; dos quais eu, tendo tomado cartas para os irmãos, fui a Damasco para que os que estivessem ali, eu também os trouxesse amarrados a Jerusalém, para que fossem castigados.

6Mas aconteceu que, estando eu no caminho, e chegando perto de Damasco, quase ao meio dia, de repente uma grande luz do céu brilhou ao redor de mim.

7Eu cai ao chão, e ouvi uma voz, que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

8E eu respondi: Quem és, Senhor? E ele me disse: Eu sou Jesus, o nazareno, a quem tu persegues.

9E os que estavam comigo verdadeiramente viram a luz, e ficaram muito atemorizados; mas eles não ouviram a voz daquele que falava comigo.

10E eu disse: Que farei, Senhor? E o Senhor me disse: Levanta-te, e vai a Damasco, e ali te será dito tudo o que te é ordenado fazer.

11E quando eu não conseguia ver, por causa da glória daquela luz, eu fui levado pela mão dos que estavam comigo, e assim cheguei a Damasco.

12E um certo Ananias, homem devoto conforme a Lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que moravam ali ;

13Tendo vindo até mim, e ficando diante de mim ,ele me disse: Irmão Saulo, recupere a vista; E naquela mesma hora eu pude vê-lo.

14E ele disse: O Deus de nossos pais te predeterminou para que tu conheças a vontade dele, e vejas aquele justo, e tu ouças a voz de sua boca.

15Porque tu serás testemunha dele para com todos as pessoas, daquilo que tens visto e ouvido.

16E agora, por que estás parado? Levanta-te, e sê batizado, e lava teus pecados, invocando o nome do Senhor.

17E aconteceu a mim, tendo eu voltado a Jerusalém, e estando orando no Templo, veio-me um êxtase;

18E eu vi aquele que me dizia: Apressa-te, e sai logo de Jerusalém, porque não aceitarão teu testemunho sobre mim.

19E eu disse: Senhor, eles sabem que eu prendia e açoitava nas sinagogas aqueles que criam em ti.

20E quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, se derramava, eu também estava presente, e consentia em sua morte, e guardava as roupas daqueles que o matavam.

21E ele me disse: Vai, porque eu te enviarei para longe, aos gentios.

22E eles o ouviram até esta palavra, e em seguida levantaram suas vozes, dizendo: Extermina-o da terra! Porque não é bom que ele viva.

23E enquanto eles gritavam, tiravam suas capas, e lançavm pó ao ar,

24O comandante mandou que o levassem à área fortificada, dizendo que o interrogassem com açoites, para saber por que causa clamavam assim contra ele.

25E quando estavam o atando com correias, Paulo disse ao centurião que estava ali: É lícito para vós açoitar a um homem romano, sem ter sido condenado?

26E o centurião, tendo ouvido isto ,foi e avisou ao comandante, dizendo: Olha o que estás a ponto de fazer, porque este homem é romano.

27E o comandante, tendo se aproximado, disse-lhe: Dize-me, tu és romano?E ele disse: Sim.

28E o comandante respondeu: Eu com muita soma de dinheiro obtive esta cidadania romana .E Paulo disse: E eu a tenho desde que nasci.

29Então logo se afastaram dele aqueles que estavam para interrogá-lo; e até o comandante teve temor, ao entender que Paulo era romano, e que tinha o atado.

30E nodia seguinte, querendo saber corretamente a causa de por que ele era acusado pelos judeus, ele o soltou das correntes, e mandou vir aos chefes dos sacerdotes e todo o supremo conselho deles; e tendo trazido a Paulo, apresentou -o diante deles.

Atos 23Abrir no leitor

1E Paulo, olhando fixamente para o supremo conselho, disse: Homens irmãos, com toda boa consciência eu tenho andado diante de Deus até o dia de hoje.

2Mas o sumo sacerdote Ananias mandou aos que estavam perto dele, que o espancassem na boca.

3Então Paulo lhe disse: Deus vai te espancar, parede caiada! Estás tu aqui sentado para me julgar conforme a Lei, e contra a Lei mandas me espancarem?

4E os que estavam ali disseram: Tu insultas ao sumo sacerdote de Deus?

5E Paulo disse: Eu não sabia, irmãos, que ele era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal do chefe do teu povo.

6E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus, e outra de fariseus, ele clamou no supremo conselho: Homens irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu; pela esperança e ressurreição dos mortos eu estou sendo julgado.

7E ele, tendo dito isto, houve uma confusão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu;

8Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo ou espírito; mas os fariseus declaram ambas.

9E houve uma grande gritaria; e levantando-se os escribas da parte dos fariseus, disputavam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem; e se algum espírito ou anjo falou com ele, não briguemos contra Deus.

10E havendo grande confusão, o comandante, temendo que Paulo não fosse despedaçado por eles, mandou descer a tropa, e tirá-lo do meio deles, e levá-lo à área fortificada.

11E n a noite seguinte o Senhor, aparecendo-lhe, disse: Tem bom ânimo, Paulo! Porque assim como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que tu dês testemunho também em Roma.

12E tendo vindo o dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e prestaram juramento sob pena de maldição, dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo.

13E eram mais de quarenta os que fizeram este juramento.

14Os quais foram até os chefes dos sacerdotes e os anciãos, e disseram: Fizemos juramento sob pena de maldição, de que nada experimentaremos enquanto não matarmos a Paulo.

15Agora, pois, vós, com o supremo conselho, informai ao comandante que amanhã ele o traga perante vós, como se fosse para que investigueis mais detalhadamente; e antes que ele chegue, estaremos prontos para o matar.

16E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido esta cilada, veio e entrou na área fortificada, e avisou a Paulo.

17E Paulo, tendo chamado a si um dos centuriões, disse: Leva este rapaz ao comandante, porque ele tem algo para lhe avisar.

18Então ele o tomou, levou ao comandante, e disse: O prisioneiro Paulo, tendo me chamado, rogou -me que eu te trouxesse este rapaz, que tem algo a te dizer.

19E o comandante, tomando-o pela mão, e indo para um lugar reservado, perguntou -lhe : O que tens para me avisar?

20E ele disse: Os judeus combinaram de te pedirem que amanhã tu leves a Paulo ao supremo conselho, como se fosse para que lhe perguntem mais detalhadamente;

21Porém tu, não acredites neles; porque mais de quarenta homens deles estão lhe preparando cilada, os quais sob pena de maldição fizeram juramento para não comerem nem beberem enquanto não o tiverem matado; e eles já estão preparados, esperando de ti a promessa.

22Então o comandante despediu ao rapaz, mandando -lhe : A ninguém digas que tu me revelaste estas coisas.

23E ele, chamando a si certos dois dos centuriões, disse: Aprontai duzentos soldados para irem até Cesareia; e setenta cavaleiros, e duzentos arqueiros, a partir das terceira hora da noite.

24E preparem animais para cavalgarem, para que pondo neles a Paulo, levem -no a salvo ao governador Félix.

25E ele lhe escreveu uma carta, que continha este aspecto:

26Cláudio Lísias, a Félix, excelentíssimo governador, saudações.

27Este homem foi preso pelos judeus, e estando já a ponte de o matarem, eu vim com a tropa e o tomei, ao ser informado que ele era romano.

28E eu, querendo saber a causa por que o acusavam, levei-o ao supremo conselho deles.

29O qual eu achei que acusavam de algumas questões da Lei deles; mas que nenhum crime digno de morte ou de prisão havia contra ele.

30E tendo sido avisado de que os judeus estavam para pôr uma cilada contra este homem, logo eu o enviei a ti, mandando também aos acusadores que diante de ti digam o que tiverem contra ele. Que tu estejas bem.

31Tendo então os soldados tomado a Paulo, assim como lhes tinha sido ordenado, trouxeram-no durante a noite a Antipátride.

32E no dia seguinte, deixando irem com ele os cavaleiros, voltaram à área fortificada.

33Os quais, tendo chegado a Cesareia, e entregado a carta ao governador, apresentaram-lhe também a Paulo.

34E o governador, tendo lido a carta , perguntou de que província ele era; e ao entender que era da Cilícia,

35disse: “Eu te ouvirei quando também chegarem os teus acusadores”. E mandou que o guardassem no palácio de Herodes.

Atos 24Abrir no leitor

1E cinco dias depois, desceu o sumo sacerdote Ananias, com os anciãos e um certo orador Tértulo; os quais compareceram diante do governador contra Paulo.

2E sendo chamado, Tértulo começou a acusá -lo , dizendo:

3Visto que há muita paz por causa de ti, e que por teu governo muitos bons serviços estão sendo feitos a esta nação, excelentíssimo Félix, totalmente e em todo lugar, com todo agradecimento o reconhecemos.

4Mas para que eu não gaste muito o teu tempo, rogo -te que tu nos ouças brevemente, conforme a tua clemência.

5Porque nós temos achado que este homem é uma peste, e levantador de rebeliões entre todos os judeus pelo mundo, e o principal defensor da seita dos nazarenos.

6O qual também tentou profanar o Templo; ao qual também prendemos, e quisemos julgar conforme a nossa Lei.

7Mas tendo vindo sobre nós o comandante Lísias, com grande violência, tirou -o das nossas mãos;

8investigando-o tu mesmo, poderás entender todas estas coisas das quais o acusamos.

9E os judeus também concordaram, dizendo serem estas coisas assim.

10Mas Paulo, fazendo gesto ao governador para que falasse, respondeu: Sabendo eu que por muitos anos tu tens sido juiz desta nação, com maior ânimo eu me defendo.

11Pois tu podes entender que há não mais que doze dias, eu tinha subido a Jerusalém para adorar.

12E nem me acharam falando com alguém no Templo, nem incitando ao povo, nem nas sinagogas, nem na cidade.

13E nem podem provar as coisas das quais agora estão me acusando.

14Mas isto eu te confesso, que conforme o Caminho que eles chamam de seita, assim eu sirvo ao Deus dos meus pais, crendo em tudo que está escrito na Lei e nos profetas;

15Tendo esperança em Deus, ao qual estes mesmos também esperam, que vai haver ressurreição dos mortos, tanto dos justos como dos injustos.

16E nisto eu pratico, em que tanto para com Deus como para com os seres humanos eu sempre tenha uma consciência limpa.

17E muitos anos depois, vim para fazer doações e ofertas à minha nação.

18Nisto, tendo eu me purificado, nem com multidões, nem com tumulto, alguns judeus da Ásia me acharam,

19Os quais era necessário que estivessem aqui presentes diante de ti, se tivessem alguma coisa contra mim.

20Ou digam estes mesmos, se eles acharam alguma má ação em mim quando eu estava perante o supremo conselho;

21A não ser somente esta palavra com que, quando eu estava entre eles, clamei, que pela ressurreição dos mortos eu estou sendo julgado hoje por vós.

22Tendo ouvido estas coisas, Félix, que sabia mais detalhadamente sobre o Caminho, adiou-lhes, dizendo: Quando o comandante Lísias descer, eu procurarei saber melhor de vossos assuntos.

23E ele mandou ao centurião que guardassem a Paulo, e estivesse com alguma liberdade, e impedir a ninguém dos seus amigos lhe prestasse serviço, ou vir até ele.

24E alguns dias depois, tendo vindo Félix com a mulher dele Drusila, que era judia, mandou chamar a Paulo, e o ouviu sobre a fé em Cristo.

25E ele, tendo discursado sobre a justiça, o domínio próprio, e o julgamento que está por vir, Félix temeu, e respondeu: Por agora vai; e tendo outra oportunidade, eu te chamarei.

26Ele também esperava que lhe fosse dado algum dinheiro por Paulo, para que o soltasse; por isso ele também muitas vezes o mandava chamar, e conversava com ele.

27Mas tendo completado dois anos, Félix teve por sucessor a Pórcio Festo. E Félix, querendo agradar dos judeus, deixou Paulo preso.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.