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Números 16–21
Números 16Abrir no leitor
1E Coré, filho de Izar, filho de Coate, filho de Levi; e Datã e Abirão, filhos de Eliabe; e Om, filho de Pelete, dos filhos de Rúben, tomaram gente,
2E levantaram-se contra Moisés com duzentos e cinquenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, dos do conselho, homens de renome;
3E se juntaram contra Moisés e Arão, e lhes disseram: Basta-vos, porque toda a congregação, todos eles são santos, e em meio deles está o SENHOR: por que, pois, vos levantais vós sobre a congregação do SENHOR?
4E quando o ouviu Moisés, lançou-se sobre seu rosto;
5E falou a Coré e a todo o seu grupo, dizendo: Amanhã mostrará o SENHOR quem é seu, e ao santo o fará chegar a si; e ao que ele escolher, ele o achegará a si.
6Fazei isto: tomai incensários, Coré e todo o seu grupo:
7E ponde fogo neles, e ponde neles incenso diante do SENHOR amanhã; e será que o homem a quem o SENHOR escolher, aquele será o santo: basta-vos isto, filhos de Levi.
8Disse mais Moisés a Coré: Ouvi agora, filhos de Levi:
9Vos é pouco que o Deus de Israel vos haja apartado da congregação de Israel, fazendo-vos achegar a si para que ministrasses no serviço do tabernáculo do SENHOR, e estivésseis diante da congregação para ministrar-lhes?
10E que te fez aproximar a ti, e a todos os teus irmãos os filhos de Levi contigo; para que procureis também o sacerdócio?
11Portanto, tu e todo o teu grupo sois os que vos juntais contra o SENHOR: pois Arão, que é para que contra ele murmureis?
12E enviou Moisés a chamar a Datã e Abirão, filhos de Eliabe; mas eles responderam: Não iremos lá:
13É pouco que nos tenhas feito vir de uma terra que destila leite e mel, para fazer-nos morrer no deserto, mas que também te faças senhor de nós autoritariamente?
14Nem tampouco nos puseste tu em terra que flua leite e mel, nem nos deste propriedades de terras e vinhas: hás de arrancar os olhos destes homens? Não subiremos.
15Então Moisés se irou em grande maneira, e disse ao SENHOR: Não olhes a sua oferta: nem ainda um asno tomei deles, nem a nenhum deles fiz mal.
16Depois disse Moisés a Coré: Tu e todo o teu grupo, ponde-vos amanhã diante do SENHOR; tu, e eles, e Arão:
17E tomai cada um seu incensário, e ponde incenso neles, e achegai diante do SENHOR cada um seu incensário: duzentos e cinquenta incensários: tu também, e Arão, cada um com seu incensário.
18E tomaram cada um seu incensário, e puseram neles fogo, e lançaram neles incenso, e puseram-se à porta do tabernáculo do testemunho com Moisés e Arão.
19Já Coré havia feito juntar contra eles toda a congregação à porta do tabernáculo do testemunho: então a glória do SENHOR apareceu a toda a congregação.
20E o SENHOR falou a Moisés e a Arão, dizendo:
21Apartai-vos dentre esta congregação, e os consumirei em um momento.
22E eles se lançaram sobre seus rostos, e disseram: Deus, Deus dos espíritos de toda carne, não é um homem o que pecou? E te irarás tu contra toda a congregação?
23Então o SENHOR falou a Moisés, dizendo:
24Fala à congregação, dizendo: Apartai-vos de em derredor da tenda de Coré, Datã, e Abirão.
25E Moisés se levantou, e foi a Datã e Abirão; e os anciãos de Israel foram atrás dele.
26E ele falou à congregação, dizendo: Apartai-vos agora das tendas destes ímpios homens, e não toqueis nenhuma coisa sua, porque não pereçais em todos os seus pecados.
27E apartaram-se das tendas de Coré, de Datã, e de Abirão em derredor: e Datã e Abirão saíram e puseram-se às portas de suas tendas, com suas mulheres, e seus filhos, e suas crianças.
28E disse Moisés: Em isto conhecereis que o SENHOR me enviou para que fizesse todas estas coisas: que não de meu coração as fiz.
29Se como morrem todos os homens morrerem estes, ou se forem eles visitados à maneira de todos os homens, o SENHOR não me enviou.
30Mas se o SENHOR fizer uma nova coisa, e a terra abrir sua boca, e os tragar com todas suas coisas, e descerem vivos ao Xeol, então conhecereis que estes homens irritaram ao SENHOR.
31E aconteceu, que em acabando ele de falar todas estas palavras, rompeu-se a terra que estava debaixo deles:
32E abriu a terra sua boca, e tragou-os a eles, e a suas casas, e a todos os homens de Coré, e a todos os seus pertences.
33E eles, com tudo o que tinham, desceram vivos ao Xeol, a a terra os cobriu, e pereceram do meio da congregação.
34E todo Israel, os que estavam em derredor deles, fugiram ao grito deles; porque diziam: Não nos trague também a terra.
35E saiu fogo do SENHOR, e consumiu os duzentos e cinquenta homens que ofereciam o incenso.
36Então o SENHOR falou a Moisés, dizendo:
37Dize a Eleazar, filho de Arão sacerdote, que tome os incensários do meio do incêndio, e derrame mais ali o fogo; porque são santificados:
38Os incensários destes pecadores contra suas almas: e farão deles placas estendidas para cobrir o altar: porquanto ofereceram com eles diante do SENHOR, são santificados; e serão por sinal aos filhos de Israel.
39E o sacerdote Eleazar tomou os incensários de bronze com que os queimados haviam oferecido; e estenderam-nos para cobrir o altar,
40Em memorial aos filhos de Israel que nenhum estranho que não seja da descendência de Arão, chegue a oferecer incenso diante do SENHOR, para que não seja como Coré, e como seu grupo; segundo se o disse o SENHOR por meio de Moisés.
41No dia seguinte toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão, dizendo: Vós haveis matado ao povo do SENHOR.
42E aconteceu que, quando se juntou a congregação contra Moisés e Arão, olharam até o tabernáculo do testemunho, e eis que a nuvem o havia coberto, e apareceu a glória do SENHOR.
43E vieram Moisés e Arão diante do tabernáculo do testemunho.
44E o SENHOR falou a Moisés, dizendo:
45Apartai-vos do meio desta congregação, e os consumirei em um momento. E eles se lançaram sobre seus rostos.
46E disse Moisés A Arão: Toma o incensário, e põe nele fogo do altar, e sobre ele põe incenso, e vai logo à congregação, e faze expiação por eles; porque o furor saiu de diante da face do SENHOR: a mortandade começou.
47Então tomou Arão o incensário, como Moisés disse, e correu em meio da congregação: e eis que a mortandade havia começado no povo: e ele pôs incenso, e fez expiação pelo povo.
48E pôs-se entre os mortos e os vivos, e cessou a mortandade.
49E os que morreram naquela mortandade foram catorze mil e setecentos, sem os mortos pelo negócio de Coré.
50Depois se voltou Arão a Moisés à porta do tabernáculo do testemunho, quando a mortandade havia cessado.
Números 17Abrir no leitor
1E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
2Fala aos filhos de Israel, e toma deles uma vara por cada casa dos pais, de todos os príncipes deles, doze varas conforme as casas de seus pais; e escreverás o nome de cada um sobre sua vara.
3E escreverás o nome de Arão sobre a vara de Levi; porque cada cabeça de família de seus pais terá uma vara.
4E as porás no tabernáculo do testemunho diante do testemunho, onde eu me declararei a vós.
5E será, que o homem que eu escolher, sua vara florescerá: e farei cessar de sobre mim as queixas dos filhos de Israel, com que murmuram contra vós.
6E Moisés falou aos filhos de Israel, e todos os príncipes deles lhe deram varas; cada príncipe pelas casas de seus pais uma vara, em todas doze varas; e a vara de Arão estava entre as varas deles.
7E Moisés pôs as varas diante do SENHOR no tabernáculo do testemunho.
8E aconteceu que no dia seguinte veio Moisés ao tabernáculo do testemunho; e eis que a vara de Arão da casa de Levi havia brotado, e produzido flores, e lançado renovos, e produzido amêndoas.
9Então tirou Moisés todas as varas de diante do SENHOR a todos os filhos de Israel; e eles o viram, e tomaram cada um sua vara.
10E o SENHOR disse a Moisés: Volta a vara de Arão diante do testemunho, para que se guarde por sinal aos filhos rebeldes; e farás cessar suas queixas de sobre mim, para que não morram.
11E o fez Moisés: como lhe mandou o SENHOR, assim fez.
12Então os filhos de Israel falaram a Moisés, dizendo: Eis que nós somos mortos, perdidos somos, todos nós somos perdidos.
13Qualquer um que se chegar, o que se aproximar ao tabernáculo do SENHOR morrerá: Acabaremos de perecer todos?
Números 18Abrir no leitor
1E o SENHOR disse a Arão: Tu e teus filhos, e a casa de teu pai contigo, levareis o pecado do santuário: e tu e teus filhos contigo levareis o pecado de vosso sacerdócio.
2E a teus irmãos também, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, faze-os chegar a ti, e juntem-se contigo, e te servirão; e tu e teus filhos contigo servireis diante do tabernáculo do testemunho.
3E guardarão o que tu ordenares, e o cargo de todo o tabernáculo: mas não chegarão aos utensílios santos nem ao altar, para que não morram eles e vós.
4Eles se juntarão, pois, contigo, e terão o cargo do tabernáculo do testemunho em todo o serviço do tabernáculo; nenhum estranho se há de chegar a vós.
5E tereis a guarda do santuário, e a guarda do altar, para que não seja mais a ira sobre os filhos de Israel.
6Porque eis que eu tomei os vossos irmãos, os levitas, dentre os filhos de Israel, são dados a vós como presente da parte do SENHOR, para que sirvam no ministério do tabernáculo do testemunho.
7Porém tu e teus filhos contigo guardareis vosso sacerdócio em todo negócio do altar, e do véu dentro, e ministrareis. Eu vos dei como presente o serviço de vosso sacerdócio; e o estranho que se aproximar morrerá.
8Disse mais o SENHOR a Arão: Eis que eu te dei também a guarda de minhas ofertas: todas as coisas consagradas dos filhos de Israel te dei por razão da unção, e a teus filhos, por estatuto perpétuo.
9Isto será teu da oferta das coisas santas separadas do fogo: toda oferta deles, toda oferta de alimentos deles, e toda expiação pelo pecado deles, que me restituirão, será coisa santíssima para ti e para os teus filhos.
10No santuário a comerás; todo homem comerá dela: coisa santa será para ti.
11Isto também será teu: a oferta elevada de suas doações, e todas as ofertas movidas dos filhos de Israel, dei a ti, e aos teus filhos, e às tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo; todo o limpo na tua casa comerá delas.
12De azeite, e de mosto, e de trigo, tudo o mais escolhido, as primícias disso, que apresentarão ao SENHOR, a ti as dei.
13As primícias de todas as coisas da terra deles, as quais trarão ao SENHOR, serão tuas: todo limpo em tua casa comerá delas.
14Todo o consagrado por voto em Israel será teu.
15Todo o que abrir madre em toda carne que oferecerão ao SENHOR, tanto de homens como de animais, será teu: mas farás resgatar o primogênito do homem: também farás resgatar o primogênito de animal impuro.
16E de um mês farás efetuar o resgate deles, conforme tua avaliação, por preço de cinco siclos, ao siclo do santuário, que é de vinte óbolos.
17Mas o primogênito de vaca, e o primogênito de ovelha, e o primogênito de cabra, não resgatarás; são santificados; o sangue deles espargirás sobre o altar, e queimarás a gordura deles, como oferta queimada em cheiro suave ao SENHOR.
18E a carne deles será tua: como o peito da oferta movida e como a coxa direita, será tua.
19Todas as ofertas elevadas das coisas santas, que os filhos de Israel oferecerem ao SENHOR, dei-as a ti, e a teus filhos e a tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo: pacto de sal perpétuo é diante do SENHOR para ti e para tua descendência contigo.
20E o SENHOR disse a Arão: Da terra deles não terás herança, nem entre eles terás parte: Eu sou tua parte e tua herança em meio dos filhos de Israel.
21E eis que eu dei aos filhos de Levi todos os dízimos em Israel por herança, por seu ministério, porquanto eles servem no ministério do tabernáculo do testemunho.
22E não chegarão mais os filhos de Israel ao tabernáculo do testemunho, para que não levem pecado, pelo qual morram.
23Mas os levitas farão o serviço do tabernáculo do testemunho, e eles levarão sua iniquidade: estatuto perpétuo por vossas gerações; e não possuirão herança entre os filhos de Israel.
24Porque aos levitas dei por herança os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerão ao SENHOR em oferta; pelo qual lhes disse: Entre os filhos de Israel não possuirão herança.
25E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
26Assim falarás aos levitas, e lhes dirás: Quando receberdes dos filhos de Israel os dízimos que da parte deles vos dei por vossa herança, deles oferecereis em oferta movida ao SENHOR, o dízimo dos dízimos.
27E a vossa oferta vos será contada como o grão da eira, e como a plenitude da prensa de uvas.
28Assim também vós oferecereis uma oferta ao SENHOR de todos os vossos dízimos que receberdes dos filhos de Israel; e deles dareis a oferta do SENHOR ao sacerdote Arão.
29De todas as vossas doações oferecereis toda oferta ao SENHOR; de todo o melhor delas oferecereis a porção que será consagrada.
30E lhes dirás: Quando oferecerdes o melhor delas, será contado aos levitas por fruto da eira, e como produto da prensa de uvas.
31E o comereis em qualquer lugar, vós e vossa família; pois é vossa remuneração por vosso ministério no tabernáculo do testemunho.
32E quando vós houverdes oferecido disso o melhor seu, não levareis por ele pecado: e não haveis de contaminar as coisas santas dos filhos de Israel, e não morrereis.
Números 19Abrir no leitor
1E o SENHOR falou a Moisés e a Arão, dizendo:
2Esta é a ordenança da lei que o SENHOR prescreveu, dizendo: Dize aos filhos de Israel que te tragam uma novilha vermelha, sem defeito, que não tenha mancha, sobre a qual não se tenha posto jugo;
3e a dareis ao sacerdote Eleazar. Ele a tirará fora do acampamento, e a fará degolar em sua presença.
4E tomará Eleazar o sacerdote de seu sangue com seu dedo, e espargirá até a dianteira do tabernáculo do testemunho com o sangue dela sete vezes;
5E fará queimar a vaca ante seus olhos: seu couro e sua carne e seu sangue, com seu excremento, fará queimar.
6Logo tomará o sacerdote pau de cedro, e hissopo, e escarlata, e o lançará em meio do fogo em que arde a vaca.
7O sacerdote lavará logo suas roupas, lavará também sua carne com água, e depois entrará no acampamento; e será impuro o sacerdote até à tarde.
8Também o que a queimou, lavará suas roupas em água, também lavará em água sua carne, e será impuro até à tarde.
9E um homem limpo recolherá as cinzas da vaca, e as porá fora do acampamento em lugar limpo, e as guardará a congregação dos filhos de Israel para a água de separação: é uma expiação.
10E o que recolheu as cinzas da vaca, lavará suas roupas, e será impuro até à tarde: e será aos filhos de Israel, e ao estrangeiro que peregrina entre eles, por estatuto perpétuo.
11O que tocar morto de qualquer pessoa humana, sete dias será impuro:
12Este se purificará ao terceiro dia com esta água, e ao sétimo dia será limpo; e se ao terceiro dia não se purificar, não será limpo ao sétimo dia.
13Qualquer um que tocar em morto, em pessoa de homem que estiver morto, e não se purificar, o tabernáculo do SENHOR contaminou; e aquela pessoa será eliminada de Israel: porquanto a água da separação não foi espargida sobre ele, impuro será; e seu impureza será sobre ele.
14Esta é a lei para quando alguém morrer na tenda: qualquer um que entrar na tenda e todo o que estiver nela, será impuro sete dias.
15E todo vaso aberto, sobre o qual não houver tampa bem ajustada, sera impuro.
16E qualquer um que tocar em morto à espada sobre a face do campo, ou em morto, ou em osso humano, ou em sepulcro, sete dias será impuro.
17E para o impuro tomarão da cinza da queimada vaca da expiação, e lançarão sobre ela água viva em um vaso:
18E um homem limpo tomará hissopo. e o molhará na água, e espargirá sobre a tenda, e sobre todos os móveis, e sobre as pessoas que ali estiverem, e sobre aquele que houver tocado o osso, ou o matado, ou o cadáver, ou o sepulcro:
19E o limpo espargirá sobre o impuro ao terceiro e ao sétimo dia: e quando o haverá purificado ao dia sétimo, ele lavará logo suas roupas, e a si mesmo se lavará com água, e será limpo à tarde.
20E o que for impuro, e não se purificar, a tal pessoa será eliminada dentre a congregação, porquanto contaminou o tabernáculo do SENHOR: não foi espargida sobre ele a água de separação, é impuro.
21E lhes será por estatuto perpétuo: também o que espargir a água da separação lavará suas roupas; e o que tocar a água da separação, será impuro até à tarde.
22E todo o que o impuro tocar, será impuro: e a pessoa que o tocar, será impura até à tarde.
Números 20Abrir no leitor
1E chegaram os filhos de Israel, toda a congregação, ao deserto de Zim, no mês primeiro, e assentou o povo em Cades; e ali morreu Miriã, e foi ali sepultada.
2E como não havia água para a congregação, juntaram-se contra Moisés e Arão.
3E brigou o povo com Moisés, e falaram dizendo: Antes que nós tivéssemos morrido quando pereceram nossos irmãos diante do SENHOR!
4E por que fizeste vir a congregação do SENHOR a este deserto, para que morramos aqui nós e nossos animais?
5E por que nos fizeste subir do Egito, para trazer-nos a este mal lugar? Não é lugar de sementeira, de figueiras, de vinhas, nem romãs: nem ainda de água para beber.
6E foram-se Moisés e Arão de diante da congregação à porta do tabernáculo do testemunho, e lançaram-se sobre seus rostos; e a glória do SENHOR apareceu sobre eles.
7E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
8Toma a vara e reúne a congregação, tu e Arão teu irmão, e falai à rocha em olhos deles; e ela dará sua água, e lhes tirarás águas da rocha, e darás de beber à congregação, e a seus animais.
9Então Moisés tomou a vara de diante do SENHOR, como ele lhe mandou.
10E juntaram Moisés e Arão a congregação diante da rocha, e disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes: Faremos para vós sair águas desta rocha?
11Então levantou Moisés sua mão, e feriu a rocha com sua vara duas vezes: e saíram muitas águas, e bebeu a congregação, e seus animais.
12E o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para santificar-me aos olhos dos filhos de Israel, portanto, não poreis esta congregação na terra que lhes dei.
13Estas são as águas da briga, pelas quais contenderam os filhos de Israel com o SENHOR, e ele se santificou neles.
14E enviou Moisés embaixadores ao rei de Edom desde Cades: Assim diz Israel teu irmão: Tu soubeste todo o trabalho que nos veio:
15Como nossos pais desceram ao Egito, e estivemos no Egito longo tempo, e os egípcios nos maltrataram, e a nossos pais;
16E clamamos ao SENHOR, o qual ouviu nossa voz, e enviou anjo, e tirou-nos do Egito; e eis que estamos em Cades, cidade ao extremo de teus confins:
17Rogamo-te que passemos por tua terra; não passaremos por lavoura, nem por vinha, nem beberemos água de poços: pelo caminho real iremos, sem apartar-nos à direita nem à esquerda, até que havemos passado teu termo.
18E Edom lhe respondeu: Não passarás por minha terra, de outra maneira sairei contra ti armado.
19E os filhos de Israel disseram: Pelo caminho seguido iremos; e se bebermos tuas águas eu e meus gados, darei o preço delas: certamente sem fazer outra coisa, passarei de seguida.
20E ele respondeu: Não passarás. E saiu Edom contra ele com muito povo, e mão forte.
21Não quis, pois, Edom deixar passar a Israel por seu termo, e apartou-se Israel dele.
22E partidos de Cades os filhos de Israel, toda aquela congregação, vieram ao monte de Hor.
23E o SENHOR falou a Moisés e Arão no monte de Hor, nos confins da terra de Edom, dizendo:
24Arão será reunido a seus povos; pois não entrará na terra que eu dize aos filhos de Israel, porquanto fostes rebeldes a meu mandamento nas águas da briga.
25Toma a Arão e a Eleazar seu filho, e faze-os subir ao monte de Hor;
26E faze desnudar a Arão suas roupas, e viste delas a Eleazar seu filho; porque Arão será reunido a seus povos, e ali morrerá.
27E Moisés fez como o SENHOR lhe mandou: e subiram ao monte de Hor à vista de toda a congregação.
28E Moisés fez desnudar a Arão de suas roupas e vestiu-as a Eleazar seu filho: e Arão morreu ali no cume do monte: e Moisés e Eleazar desceram do monte.
29E vendo toda a congregação que Arão era morto, fizeram-lhe luto por trinta dias todas as famílias de Israel.
Números 21Abrir no leitor
1E quando o cananeu, o rei de Arade, que habitava ao sul, ouviu falar que Israel vinha pelo caminho de Atarim, lutou contra Israel, e dele levou alguns como prisioneiros.
2Então Israel fez voto ao SENHOR, e disse: Se com efeito entregares a este povo em minha mão, eu destruirei suas cidades.
3E o SENHOR escutou a voz de Israel, e entregou aos cananeus, e destruiu-os a eles e a suas cidades; e chamou o nome daquele lugar Hormá.
4E partiram do monte de Hor, caminho do mar Vermelho, para rodear a terra de Edom; e abateu-se o ânimo do povo pelo caminho.
5E falou o povo contra Deus e Moisés: Por que nos fizeste subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? que nem há pão, nem água, e nossa alma tem ódio deste pão tão miserável.
6E o SENHOR enviou entre o povo serpentes ardentes, que mordiam ao povo: e morreu muito povo de Israel.
7Então o povo veio a Moisés, e disseram: Pecado temos por haver falado contra o SENHOR, e contra ti: roga ao SENHOR que tire de nós estas serpentes. E Moisés orou pelo povo.
8E o SENHOR disse a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-a sobre a haste: e será que qualquer um que for mordido e olhar a ela, viverá.
9E Moisés fez uma serpente de bronze, e a pôs sobre a haste, e foi, que quando alguma serpente mordia a algum, olhava à serpente de bronze, e vivia.
10E partiram os filhos de Israel, e assentaram acampamento em Obote.
11E partidos de Obote, assentaram em Ijé-Abarim, no deserto que está diante de Moabe, ao oriente.
12Partidos dali, assentaram no vale de Zerede.
13De ali moveram, e assentaram da outra parte de Arnom, que está no deserto, e que sai do termo dos amorreus; porque Arnom é termo de Moabe, entre Moabe e os amorreus.
14Por isso se diz no livro das batalhas do SENHOR: Vaebe em Sufa, e nos ribeiros de Arnom:
15E à corrente dos ribeiros que vai a parar em Ar, e descansa no termo de Moabe.
16E dali vieram a Beer: este é o poço do qual o SENHOR disse a Moisés: Junta ao povo, e lhes darei água.
17Então cantou Israel esta canção: Sobe, ó poço; a ele cantai:
18Poço, o qual cavaram os senhores; Cavaram-no os príncipes do povo, E o legislador, com seus bordões. E do deserto partiram para Matana.
19E de Mataná a Naaliel: e de Naaliel a Bamote:
20E de Bamote ao vale que está nos campos de Moabe, e ao cume de Pisga, que está voltado a Jesimom.
21E enviou Israel embaixadores a Seom, rei dos amorreus, dizendo:
22Deixa-me passar por tua terra: não nos desviaremos pelos campos, nem pelas vinhas; não beberemos as águas dos poços; pelo caminho real iremos, até que passemos os teus termos.
23Mas Seom não deixou passar a Israel por seus termos: antes juntou Seom todo seu povo, e saiu contra Israel no deserto: e veio a Jaza, e lutou contra Israel.
24Mas Israel o feriu a fio de espada, e tomou sua terra desde Arnom até Jaboque, até os filhos de Amom: porque o termo dos filhos de Amom era forte.
25E tomou Israel todas estas cidades: e habitou Israel em todas as cidades dos amorreus, em Hesbom e em todas suas aldeias.
26Porque Hesbom era a cidade de Seom, rei dos amorreus; o qual havia tido guerra antes com o rei de Moabe, e tomado de seu poder toda a sua terra até Arnom.
27Portanto, dizem os proverbistas: Vinde a Hesbom, Edifique-se e repare-se a cidade de Seom:
28Que fogo saiu de Hesbom, E chama da cidade de Seom, E consumiu a Ar de Moabe, aos senhores dos altos de Arnom.
29Ai de ti, Moabe! Pereceste, povo de Camos: Pôs seus filhos em fuga, E suas filhas em cativeiro, por Seom rei dos amorreus.
30Mas devastamos o reino deles; pereceu Hesbom até Dibom, E destruímos até Nofá e Medeba.
31Assim habitou Israel na terra dos amorreus.
32E enviou Moisés a reconhecer a Jazer; e tomaram suas aldeias, e expulsaram aos amorreus que estavam ali.
33E voltaram, e subiram caminho de Basã. E Ogue, rei de Basã, ele e todo o seu povo, saíram contra eles, para lutar em Edrei.
34Então o SENHOR disse a Moisés: Não tenhas medo dele, que em tua mão o dei, a o e a todo seu povo, e a sua terra; e farás dele como fizeste de Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom.
35E feriram a ele, e a seus filhos, e a toda sua gente, sem que lhe restasse um, e possuíram sua terra.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.