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The Way

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Bíblia em ordem cronológica

Dia 15 de 365 · uns 10 min

Jó 35–37

Jó 35Abrir no leitor

1Eliú respondeu mais, dizendo:

2Pensas tu ser direito dizeres: Maior é a minha justiça do que a de Deus?

3Porque disseste: Para que ela te serve? Ou : Que proveito terei dela mais que meu pecado?

4Eu darei reposta a ti, e a teus amigos contigo.

5Olha para os céus, e vê; e observa as nuvens, que são mais altas que tu.

6Se tu pecares, que mal farás contra ele? Se tuas transgressões se multiplicarem, que mal lhe farás?

7Se fores justo, que lhe darás? Ou o que ele receberá de tua mão?

8Tua perversidade poderia afetar a outro homem como tu; e tua justiça poderia ser proveitosa a algum filho do homem.

9Os aflitos clamam por causa da grande opressão; eles gritam por causa do poder dos grandes.

10Porém ninguém diz: Onde está Deus, meu Criador, que dá canções na noite,

11Que nos ensina mais que aos animais da terra, e nos faz sábios mais que as aves do céu?

12Ali clamam, porém ele não responde, por causa da arrogância dos maus.

13Certamente Deus não ouvirá a súplica vazia, nem o Todo-Poderoso dará atenção a ela.

14Quanto menos ao que disseste: que tu não o vês! Porém o juízo está diante dele; portanto espera nele.

15Mas agora, já que a ira dele ainda não está castigando, e ele não deu completa atenção à arrogância,

16Por isso Jó abriu sua boca em vão, e multiplicou palavras sem conhecimento.

Jó 36Abrir no leitor

1Prosseguiu Eliú ainda, dizendo:

2Espera-me um pouco, e eu te mostrarei que ainda há palavras a favor de Deus.

3Desde longe trarei meu conhecimento, e a meu Criador atribuirei a justiça.

4Porque verdadeiramente minhas palavras não serão falsas; contigo está um que tem completo conhecimento.

5Eis que Deus é grande, porém despreza ninguém; grande ele é em poder de entendimento.

6Ele não permite o perverso viver, e faz justiça aos aflitos.

7Ele não tira seus olhos do justo; ao contrário, ele os faz sentar com os reis no trono, e assim são exaltados.

8E se estiverem presos em grilhões, e detidos com cordas de aflição,

9Então ele lhes faz saber as obras que fizeram, e suas transgressões, das quais se orgulharam.

10E revela a seus ouvidos, para que sejam disciplinados; e lhes diz, para que se convertam da maldade.

11Se ouvirem, e o servirem, acabarão seus dias em prosperidade, e seus anos em prazeres.

12Porém se não ouvirem, perecerão pela espada, e morrerão sem conhecimento.

13E os hipócritas de coração acumulam a ira divina ; e quando ele os amarrar, mesmo assim não clamam.

14A alma deles morrerá em sua juventude, e sua vida entre os pervertidos.

15Ele livra o aflito de sua aflição, e na opressão ele revela a seus ouvidos.

16Assim também ele pode te desviar da boca da angústia para um lugar amplo, onde não haveria aperto; para o conforto de tua mesa, cheia dos melhores alimentos.

17Mas tu estás cheio do julgamento do perverso; o julgamento e a justiça te tomam.

18Por causa da furor, guarda-te para que não sejas seduzido pela riqueza, nem que um grande suborno te faça desviar.

19Pode, por acaso, a tua riqueza te sustentar para que não tenhas aflição, mesmo com todos os esforços de teu poder?

20Não anseies pela noite, em que os povos são tomados de seu lugar.

21Guarda-te, e não te voltes para a maldade; pois por isto que tens sido testado com miséria.

22Eis que Deus é exaltado em seu poder; que instrutor há como ele?

23Quem lhe indica o seu caminho? Quem poderá lhe dizer: Cometeste maldade?

24Lembra-te de engrandeceres sua obra, a qual os seres humanos contemplam.

25Todas as pessoas a veem; o ser humano a enxerga de longe.

26Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos; não se pode descobrir o número de seus anos.

27Ele traz para cima as gotas das águas, que derramam a chuva de seu vapor;

28A qual as nuvens destilam, gotejando abundantemente sobre o ser humano.

29Poderá alguém entender a extensão das nuvens, e os estrondos de seu pavilhão?

30Eis que estende sobre ele sua luz, e cobre as profundezas do mar.

31Pois por estas coisas ele julga aos povos, e dá alimento em abundância.

32Ele cobre as mãos com o relâmpago, e dá ordens para que atinja o alvo.

33O trovão anuncia sua presença; o gado também prenuncia a tempestade que se aproxima.

Jó 37Abrir no leitor

1Disto também o meu coração treme, e salta de seu lugar.

2Ouvi atentamente o estrondo de sua voz, e o som que sai de sua boca,

3Ao qual envia por debaixo de todos os céus; e sua luz até os confins da terra.

4Depois disso brama com estrondo; troveja com sua majestosa voz; e ele não retém seus relâmpagos quando sua voz é ouvida.

5Deus troveja maravilhosamente com sua voz; ele faz coisas tão grandes que nós não compreendemos.

6Pois ele diz à neve: Cai sobre à terra; Como também à chuva: Sê chuva forte.

7Ele sela as mãos de todo ser humano, para que todas as pessoas conheçam sua obra.

8E os animais selvagens entram nos esconderijos, e ficam em suas tocas.

9Da recâmara vem o redemoinho, e dos ventos que espalham vem o frio.

10Pelo sopro de Deus se dá o gelo, e as largas águas se congelam.

11Ele também carrega de umidade as espessas nuvens, e por entre as nuvens ele espalha seu relâmpago.

12Então elas se movem ao redor segundo sua condução, para que façam quanto ele lhes manda sobre a superfície do mundo, na terra;

13Seja que ou por vara de castigo, ou para sua terra, ou por bondade as faça vir.

14Escuta isto, Jó; fica parado, e considera as maravilhas de Deus.

15Por acaso sabes tu quando Deus dá ordem a elas, e faz brilhar o relâmpago de sua nuvem?

16Conheces tu os equilíbrios das nuvens, as maravilhas daquele que é perfeito no conhecimento?

17Tu, cujas vestes se aquecem quando a terra se aquieta por causa do vento sul,

18acaso podes estender com ele os céus, que estão firmes como um espelho fundido?

19Ensina-nos o que devemos dizer a ele; pois discurso nenhum podemos propor, por causa das nossas trevas.

20Seria contado a ele o que eu haveria de falar? Por acaso alguém falaria para ser devorado?

21E agora não se pode olhar para o sol, quando brilha nos céus, quando o vento passa e os limpa.

22Do norte vem o esplendor dourado; em Deus há majestade temível.

23Não podemos alcançar ao Todo-Poderoso; ele é grande em poder; porém ele a ninguém oprime em juízo e grandeza de justiça.

24Por isso as pessoas o temem; ele não dá atenção aos que se acham sábios de coração.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.