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Bíblia em ordem cronológica

Dia 286 de 365 · uns 15 min

Lucas 7 · Mateus 13

Lucas 7Abrir no leitor

1E depois de acabar todos os seus discursos aos ouvidos do povo, ele entrou em Cafarnaum.

2E o servo de um certo centurião, a quem muito estimava, que estava doente, e a ponto de morrer.

3E quando o centurião ouviu falar sobre Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo.

4Eles vieram a Jesus, e rogaram-lhe com urgência, dizendo: Ele é digno de lhe concederes isto,

5porque ele ama a nossa nação, e ele mesmo construiu a nossa sinagoga.

6Jesus foi com eles; mas quando já não estava longe da casa, o centurião enviou-lhe uns amigos, dizendo-lhe: “Senhor, não te incomodes, porque não sou digno que entres abaixo do meu telhado.

7Por isso que nem mesmo me considerei digno de vir a ti; mas diz uma palavra, e o meu servo sarará.

8Porque também eu sou homem subordinado à autoridade, e tenho soldados sob o meu comando, e digo a este: 'Vai', e ele vai; e a outro: 'Vem', e ele vem; e a meu servo: 'Faz isto', e ele faz”.

9Quando Jesus ouviu isso, admirou-se dele; então se virou, e disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem mesmo em Israel achei tanta fé.

10E quando os que foram enviados voltaram para casa, acharam com boa saúde o servo antes doente.

11E aconteceu no dia seguinte, que Jesus ia a uma cidade chamada Naim, e com ele iam muitos de seus discípulos e uma grande multidão.

12E quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia grande multidão da cidade.

13Quando o Senhor a viu, comoveu-se de intima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.

14Então se aproximou, tocou o caixão (e os que a levavam, pararam), e disse: Jovem, a ti eu digo: levanta-te.

15E o defunto se sentou e começou a falar; e ele o entregou à sua mãe.

16Todos se encheram de temor, e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo!”

17E essa sua fama correu por toda a Judeia, e por toda a região em redor.

18E os discípulos de João lhe anunciaram essas coisas.

19Então João chamou dois de seus discípulos, e os enviou a Jesus, dizendo: “És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?”

20E quando aqueles homens vieram a ele, disseram: “João Batista nos enviou a ti, dizendo: 'És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?'”

21E naquela mesma hora ele curou a muitos de enfermidades, males, e espíritos maus, e a deu vista a muitos cegos.

22E Jesus lhes respondeu: Ide, e anunciai a João as coisas que tendes visto e ouvido: que os cegos veem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e aos pobres é anunciado o Evangelho.

23E bendito é aquele que não se ofender em mim.

24E quando os mensageiros de João se foram, Jesus começou a dizer às multidões acerca de João: Que saístes para ver no deserto? Alguma cana sacudida pelo vento?

25Mas que saístes para ver? Um homem vestido de roupas delicadas? Eis que os que vestem roupas delicadas e vivem no luxo estão nos palácios reais.

26Mas que saístes para ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais que profeta.

27Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu mensageiro adiante de tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti.

28Pois eu vos digo, que dentre os nascidos de mulheres, não há profeta maior que João, o Batista; mas o menor no reino dos céus é maior que ele.

29E todo o povo e os publicanos ouviram, concordaram que Deus era justo, e foram batizados com o batismo de João.

30Mas os fariseus e os estudiosos da Lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, e não foram batizados por ele.

31E o Senhor disse: “A quem, pois, compararei as pessoas desta geração? E a quem são semelhantes?

32São semelhantes às crianças sentadas na praça, que gritam umas às outras: 'Nós vos tocamos flautas, mas não dançastes; nós vos cantamos lamentações, mas não chorastes'.

33Porque veio João Batista, que não comia pão, nem bebia vinho, e dizeis: 'Ele tem demônio';

34Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: 'Eis um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores'.

35Mas a sabedoria foi considerada justa por todos os seus filhos”.

36E um dos fariseus lhe pediu que comesse com ele; então entrou na casa do fariseu, e sentou-se à mesa .

37E eis que uma mulher da cidade, que era pecadora, quando soube que ele estava na casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro de óleo perfumado.

38E estando atrás, aos seus pés, chorando, começou a molhar-lhe os pés com lágrimas; e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e os ungia com o óleo perfumado.

39E quando o fariseu que o havia convidado viu isso , falou consigo mesmo: Se ele fosse profeta, saberia quem e qual é a mulher que o toca; porque ela é pecadora.

40E Jesus lhe respondeu: “Simão, tenho uma coisa a te dizer”; e ele disse: “Dize-a, Mestre”.

41Jesus disse: “Certo credor tinha dois devedores. Um lhe devia quinhentas moedas de prata, e o outro cinquenta.

42Como não tinham com que pagar, perdoou-lhes a dívida de ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais?”

43Simão respondeu: Tenho para mim que aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste corretamente.

44Ele se voltou à mulher, e disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei na tua casa, e não me deste água para os pés; porém esta molhou os meus pés com lágrimas, e os enxugou com os seus cabelos da cabeça.

45Tu não me beijaste; porém esta, desde que entrou, não parou de me beijar os pés.

46Não ungiste a minha cabeça com óleo, porém esta ungiu os meus pés com óleo perfumado.

47Por isso te digo, os muitos pecados dela são perdoados, porque muito amou; mas ao que pouco se perdoa, pouco ama.

48E disse a ela: Os teus pecados são perdoados.

49E os que estavam sentados começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?

50E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai em paz.

Mateus 13Abrir no leitor

1Naquele dia, Jesus saiu de casa e se sentou junto ao mar.

2E ajuntaram-se perto dele tantas multidões, de maneira que ele entrou num barco e se sentou; e toda a multidão ficou na praia,

3E ele lhes falou muitas coisas por parábolas. Ele disse: Eis que o semeador saiu a semear.

4E enquanto semeava, caiu parte das sementes junto ao caminho, e vieram as aves e a comeram.

5E outra parte caiu entre pedras, onde não havia muita terra, e logo nasceu, porque não tinha terra funda.

6Mas quando o sol surgiu, queimou-se; e por não ter raiz, secou-se.

7E outra parte caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram.

8E outra parte caiu em boa terra, e rendeu fruto: um a cem, outro a sessenta, e outro a trinta.

9Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

10Então os discípulos se aproximaram, e lhe perguntaram: Por que falas a eles por parábolas?

11E ele lhes respondeu: Porque a vós é dado saber os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não é dado.

12Pois a quem tem, lhe será dado, e terá em abundância; mas a quem não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.

13Por isso falo a eles por parábolas; porque vendo, não veem; e ouvindo, não ouvem, nem entendem.

14Assim neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: De fato ouvireis, mas não entendereis; De fato vereis, mas não percebereis.

15Porque o coração deste povo está insensível; Com seus ouvidos dificilmente ouvem, e seus olhos fecharam; A fim de não haver que seus olhos vejam, seus ouvidos ouçam, Seus corações entendam, e se arrependam, E eu os cure.

16Mas benditos são os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem.

17Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, mas não viram; e desejaram ouvir o que vós ouvis, mas não ouviram.

18Portanto, ouvi vós a parábola do semeador:

19Quando alguém ouve a palavra do Reino e não a entende, o maligno vem e arranca o que foi semeado em seu coração; este é o que foi semeado junto ao caminho.

20E o que foi semeado entre as pedras é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria,

21mas não tem raiz em si mesmo. Em vez disso, dura um pouco, mas quando vem a aflição ou a perseguição pela palavra, logo tropeça na fé.

22E o que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, mas a ansiedade com o tempo presente e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica sem dar fruto.

23Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve e entende a palavra, e o que dá e produz fruto, um a cem, outro a sessenta, e outro a trinta.

24E ele lhes declarou outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante a um homem que semeia boa semente em seu campo,

25Mas, enquanto as pessoas dormiam, o inimigo dele veio, semeou joio entre o trigo, e foi embora.

26E, quando a erva cresceu e produziu fruto, então apareceu também o joio.

27Então os servos do dono da propriedade chegaram, e lhe perguntaram: “Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? De onde, pois, veio o joio?”

28E ele lhes respondeu: “Um inimigo fez isto”. Em seguida, os servos lhe perguntaram: “Queres, pois, que vamos e o tiremos?”

29Ele, porém, lhes respondeu: “Não, para não haver que, enquanto tirais o joio, arranqueis com ele também o trigo.

30Deixai-os crescer ambos juntos até a colheita; e no tempo da colheita direi aos que colhem: ‘Recolhei primeiro o joio, e amarrai-o em molhos, para o queimarem; mas ao trigo ajuntai no meu celeiro’.”

31Ele lhes propôs outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que alguém tomou e semeou no seu campo.

32De fato, dentre todas as sementes, esta é a menor. Mas quando cresce, é a maior das hortaliças; e se torna tamanha árvore, que as aves do céu vêm e se aninham em seus ramos.

33Ele lhes disse outra parábola: O Reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até que tudo ficasse fermentado.

34Tudo isto Jesus falou por parábolas às multidões. Sem parábolas ele não lhes falava,

35para que se cumprisse o que foi falado pelo profeta, que disse: Abrirei a minha boca em parábolas; Pronunciarei coisas escondidas desde a fundação do mundo.

36Então Jesus despediu as multidões, e foi para casa. Seus discípulos se aproximaram dele, e disseram: Explica-nos a parábola do joio do campo.

37E ele lhes respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do homem.

38E o campo é o mundo; e a boa semente, estes são os filhos do Reino; e o joio são os filhos do maligno.

39E o inimigo, que o semeou, é o diabo; e a colheita é o fim da era; e os que colhem são os anjos.

40Portanto, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também será no fim desta era.

41O Filho do homem enviará seus anjos, e eles recolherão do seu Reino todas as causas do pecado, assim como os que praticam injustiça,

42e os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.

43Então os justos brilharão como o sol, no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

44O Reino dos céus também é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem, depois de achá-lo, escondeu. Então, em sua alegria, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.

45O Reino dos céus também é semelhante a um homem negociante, que buscava boas pérolas.

46Quando este achou uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou.

47O Reino dos céus também é semelhante a uma rede lançada ao mar, que colhe toda espécie de peixes .

48E quando está cheia, os pescadores puxam-na à praia, sentam-se, e recolhem os bons em cestos, mas os ruins lançam fora.

49Assim será ao fim da era; os anjos sairão, e separarão dentre os justos os maus,

50e os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.

51E Jesus lhes perguntou: Entendestes todas estas coisas?Eles lhe responderam: Sim, Senhor.

52E ele lhes disse: Portanto todo escriba que se tornou discípulo no Reino dos céus é semelhante a um chefe de casa, que do seu tesouro tira coisas novas e velhas.

53E aconteceu que, quando Jesus acabou essas parábolas, retirou-se dali.

54E vindo à sua terra, ensinava-os na sinagoga deles, de tal maneira que ficavam admirados, e diziam: De onde vêm a este tal sabedoria, e os milagres?

55Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?

56Não estão todas as suas irmãs conosco? Ora, de onde vem a este tudo isto?

57E ofenderam-se por causa dele. Mas Jesus lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser em sua terra, e em sua casa.

58E não fez ali muitos milagres por causa da incredulidade deles.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.