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Bíblia em ordem cronológica

Dia 288 de 365 · uns 14 min

Lucas 8 · Mateus 10

Lucas 8Abrir no leitor

1E aconteceu depois disso, que Jesus andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e com ele os doze,

2e algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;

3e Joana, a mulher de Cuza, mordomo de Herodes; e Susana, e muitas outras, que o serviam com seus bens.

4E quando se ajuntou uma multidão, e vindo a ele de todas as cidades, disse por parábola:

5Saiu um semeador a semear sua semente; e quando semeava, caiu uma parte junto ao caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram.

6E outra parte caiu sobre a pedra; e nascida, secou-se, porque não tinha umidade.

7E outra parte caiu entre espinhos, e nascendo com ela, os espinhos a sufocaram.

8E outra parte caiu em boa terra, e nascida, produziu fruto a cem por um. Depois que disse coisas, exclamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

9E os seus discípulos lhe perguntaram: Que parábola é esta?

10Ele disse: A vós é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam; e ouvindo, não entendam.

11Esta é, pois, a parábola: a semente é a palavra de Deus.

12Os que estão junto ao caminho são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não creiam nem se salvem.

13E os que estão sobre a pedra são os que, quando ouvem, recebem a palavra com alegria, mas esses não têm raiz, pois creem por algum tempo, mas no tempo da tentação se desviam.

14E o que caiu entre espinhos são os que ouviram, e indo, sufocam-se com as preocupações, e riquezas, e prazeres da vida, e não produzem bom fruto.

15E o que caiu em boa terra, estes são os que, ouvindo a palavra, conservam-na num coração honesto e bom, e dão fruto que permanece.

16E ninguém, quando acende uma lâmpada, cobre-a com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; em vez disso põe na luminária, para que os que entram vejam a luz.

17Porque não há coisa oculta que não venha a se manifestar; nem coisa escondida que não venha a ser conhecida, e chegada à luz.

18Portanto, prestai atenção a como ouvis; pois àquele que tiver lhe será dado; e àquele que não tiver, até o que lhe parece ter, dele será tirado.

19E vieram a ele sua mãe e seus irmãos, mas não conseguiam chegar a ele por causa da multidão.

20E foi-lhe anunciado, dizendo: “Tua mãe e teus irmãos estão fora, e querem te ver”.

21Porém, ele lhes respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam”.

22E aconteceu, num daqueles dias, que Jesus entrou em um barco com seus discípulos, e disse-lhes: “Passemos para o outro lado do lago”. E partiram.

23E enquanto navegavam, Jesus adormeceu; então desceu uma tempestade de vento no lago, e enchiam-se de água , e estavam em perigo.

24Então se aproximaram dele e o despertaram, dizendo: “Mestre, Mestre, estamos perecendo!” E ele se levantou, repreendeu o vento e as ondas da água; e pararam, e fez-se bonança.

25E disse-lhes: “Onde está a vossa fé?” Mas eles, temendo, admiravam-se, e diziam uns aos outros: “Quem é este, que manda até aos ventos, e à água, e lhe obedecem?”

26E navegaram para a terra dos gadarenos, que é do lado oposto à Galileia.

27E quando ele desceu à terra, veio da cidade ao seu encontro um homem, que havia muito tempo que tinha demônios, e não andava vestido, nem habitava em casa nenhuma, mas sim, nos sepulcros.

28Ele viu Jesus, então exclamou, prostrou-se diante dele, e disse com grande voz: “O que eu tenho contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes.”

29Porque ele havia mandado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois muitas vezes apoderava-se dele. E o mantinham preso com cadeias e grilhões; porém ele quebrava o que lhe prendia, e era conduzido pelo demônio aos desertos.

30E Jesus lhe perguntou: “Qual é teu nome?” E ele disse: “Legião” (porque muitos demônios tinham entrado nele).

31E rogavam-lhe que não os mandasse ir para o abismo.

32E havia ali uma manada de muitos porcos, que pastavam no monte; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e ele lhes concedeu.

33Os demônios saíram daquele homem e entraram nos porcos; e a manada se lançou de um precipício no lago e se afogou.

34Quando os que cuidavam dos porcos viram o que havia acontecido, fugiram; então foram anunciar na cidade e nos campos.

35E saíram para ver o acontecido, e vieram até Jesus; e acharam ao homem de quem os demônios tinham saído, vestido e em pleno juízo, sentado aos pés de Jesus; e temeram.

36E os que tinham visto contaram-lhes também como aquele endemoninhado havia sido liberto.

37E toda o povo da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles; porque foram tomados por grande temor. Então ele entrou no barco e voltou.

38E aquele homem, de quem os demônios tinham saído, rogou-lhe para que lhe permitisse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo:

39“Volta para tua casa, e conta como foram grandes as coisas que Deus te fez”. Ele se foi, e pregou por toda a cidade, como foram grandes as coisas que Jesus lhe tinha feito.

40E aconteceu que, quando Jesus voltou, a multidão o recebeu; porque todos o estavam esperando.

41E eis que chegou um homem, cujo nome era Jairo, e era chefe da sinagoga. Então ele se prostrou aos pés de Jesus e rogou-lhe que entrasse em sua casa;

42porque tinha uma filha única, com doze anos de idade, que estava a ponto de morrer. E enquanto ele ia, as multidões o apertavam.

43E uma mulher que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e já tinha gastado todos os seus pertences com médicos, e não pôde ser curada por nenhum.

44Ela se aproximou de Jesus por detrás, e tocou a borda de sua roupa; e logo o fluxo de seu sangue parou.

45E Jesus disse: “Quem me tocou?” Enquanto todos negavam, disse Pedro e os que com ele estavam: Mestre, as multidões te apertam e empurram, e dizes: Quem me tocou?

46Jesus disse: “Alguém me tocou, pois sei que poder saiu de mim”.

47Então a mulher, vendo que não podia se esconder, veio tremendo, prostrou-se diante dele, e declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que o havia tocado, e como logo havia sarado.

48E ele lhe disse: “Tem bom ânimo, filha; a tua fé te sarou; vai em paz”.

49Estando ele ainda falando, veio um da casa do chefe da sinagoga, que lhe disse: “Tua filha já está morta, não incomodes o Mestre.”

50Porém quando Jesus o ouviu, respondeu-lhe: “Não temas; crê somente, e ela será curada”.

51E quando entrou na casa, a ninguém deixou entrar, a não ser a Pedro, Tiago, João, e ao pai e à mãe da menina.

52E todos choravam e lamentavam por ela; mas ele disse: “Não choreis; ela não está morta, mas dorme”.

53E riam dele, porque sabiam que estava morta.

54Porém ele, depois de expulsá-los todos, segurou a mão dela e clamou: “Levanta-te, menina”.

55Então seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que dessem de comer a ela.

56E seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes mandou que a ninguém dissessem o que havia acontecido.

Mateus 10Abrir no leitor

1Jesus chamou a si os seus doze discípulos, e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e curarem toda enfermidade e toda doença.

2E os nomes dos doze apóstolos são estes: o primeiro, Simão, chamado Pedro, e seu irmão André; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João;

3Filipe e Bartolomeu; Tomé, e Mateus o publicano; Tiago, filho de Alfeu; e Lebeu, por sobrenomeTadeu;

4Simão o zeloso, e Judas Iscariotes, o mesmo que o traiu.

5Jesus enviou esses doze, e lhes mandou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos.

6Em vez disso, ide às ovelhas perdidas da casa de Israel.

7E quando fordes, proclamai, dizendo: ‘Perto está o Reino dos céus’.

8Curai os doentes, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; recebestes de graça, dai de graça.

9Não tomeis convosco ouro, nem prata, nem cobre em vossos cintos;

10nem bolsas para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão; pois o trabalhador é digno de seu alimento.

11E em qualquer cidade ou aldeia que entrardes, informai-vos de quem nela seja digno, e ficai ali até que saiais.

12E quando entrardes na casa, saudai-a.

13Se a casa for digna, venha sobre ela a vossa paz; mas se ela não for digna, volte para vós a vossa paz.

14E quem quer que não vos receber, nem ouvir vossas palavras, quando sairdes daquela casa ou cidade, sacudi o pó de vossos pés.

15Em verdade vos digo que no dia do julgamento mais tolerável será para a região de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade.

16Eis que eu vos envio como ovelhas em meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como pombas.

17Porém tende cuidado com as pessoas; porque vos entregarão em tribunais, e vos açoitarão em suas sinagogas;

18E até perante governadores e reis sereis levados por causa de mim, para que haja testemunho a eles e aos gentios.

19Mas quando vos entregarem, não estejais ansiosos de como ou que falareis; porque naquela mesma hora vos será dado o que deveis falar.

20Porque não sois vós os que falais, mas sim o Espírito do vosso Pai que fala em vós.

21E irmão entregará irmão à morte, e pai ao filho; e filhos se levantarão contra os pais, e os matarão.

22E sereis odiados por todos por causa de meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.

23Quando, então, vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do homem.

24O discípulo não é superior ao mestre, nem o servo superior ao seu senhor.

25Seja suficiente ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo como o seu senhor; se ao chefe da casa chamaram de Belzebu, quanto mais aos membros de sua casa!

26Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não se revelará, nada oculto que não se saberá.

27O que eu vos digo em trevas, dizei na luz; e o que ouvis ao ouvido, proclamai sobre os telhados.

28E não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei mais aquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno.

29Não se vendem dois pardais por uma pequena moeda? Mas nem um deles cairá em terra contra a vontade de vosso Pai.

30E até os cabelos de vossas cabeças estão todos contados.

31Assim, não tenhais medo; mais valeis vós que muitos pardais.

32Portanto, todo aquele que me der reconhecimento diante das pessoas, também eu o reconhecerei diante de meu Pai, que está nos céus.

33Porém qualquer um que me negar diante das pessoas, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.

34Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas sim espada.

35Porque eu vim pôr em discórdia ‘o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra.

36E os inimigos do homem serão os de sua própria casa’.

37Quem ama pai ou mãe mais que a mim não é digno de mim; e quem ama filho ou filha mais que a mim não é digno de mim;

38E quem não toma sua cruz e segue após mim não é digno de mim.

39Quem achar sua vida a perderá; e quem, por causa de mim, perder sua vida, a achará.

40Quem vos recebe, recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.

41Quem recebe um profeta por reconhecê-lo como profeta receberá recompensa de profeta; e quem recebe um justo por reconhecê-lo como justo receberá recompensa de justo.

42E qualquer um que der ainda que somente um copo de água fria a um destes pequenos por reconhecê-lo como discípulo, em verdade vos digo que de maneira nenhuma perderá sua recompensa.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.