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Lucas 19 · João 12
Lucas 19Abrir no leitor
1E Jesus entrou e foi passando por Jericó.
2E eis que havia ali um homem, chamado pelo nome de Zaqueu, e este era chefe dos publicanos, e era rico.
3E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era pequeno de altura.
4E correndo com antecedência, subiu em uma árvore de frutos que parecem figos, para o ver; porque ele passaria por ali.
5E quando Jesus chegou a aquele lugar, olhando para cima, o viu, e disse-lhe: Zaqueu, apressa-te, e desce; porque hoje é necessário que eu fique em tua casa.
6E apressando-se, desceu, e o recebeu com alegria.
7E todos, vendo isto , murmuravam, dizendo: Ele entrou para se hospedar com um homem pecador.
8E Zaqueu, levantando-se, disse ao Senhor: Senhor, eis que dou a metade de meus bens aos pobres; e se eu consegui algo enganando a alguém, eu o devolvo quatro vezes mais.
9E Jesus lhe disse: Hoje houve salvação nesta casa, porque ele também é filho de Abraão.
10Porque o Filho do homem veio para buscar, e para salvar o que tinha se perdido.
11E ouvindo eles estas coisas, Jesus prosseguiu, e disse uma parábola, porque estava perto de Jerusalém, e pensavam que logo o Reino seria manifesto.
12Disse, pois: Um certo homem nobre partiu para uma terra distante.
13E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Investi até que eu venha;
14E seus cidadãos o odiavam; e mandaram representantes depois dele, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós.
15E aconteceu que, quando ele voltou, tendo tomado o reino, disse que lhe chamassem a aqueles servos, a quem tinha dado o dinheiro, para saber o que cada um tinha ganho fazendo investimentos.
16E veio o primeiro, dizendo: Senhor, tua mina rendeu outras dez minas.
17E ele lhe disse: Ótimo, bom servo! Por teres sido fiel no pouco, terás autoridade sobre dez cidades.
18E veio o segundo, dizendo: Senhor, tua mina rendeu cinco minas.
19E disse também a este: E tu governarás cinco cidades.
20E veio outro, dizendo: Eis aqui tua mina, que guardei em um lenço.
21Porque tive medo de ti, que és um homem rigoroso, que tomas o que não puseste, e colhes o que não semeaste.
22Porém ele lhe disse: Servo mau, por tua boca eu te julgarei; tu sabias que eu era um homem rigoroso, que tomo o que não pus, e que colho o que não semeei;
23Por que, então, não puseste meu dinheiro no banco; e quando eu viesse, o receberia de volta com juros?
24E disse aos que estavam com ele: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem as dez minas.
25E eles lhe disseram: Senhor, ele já tem dez minas.
26O senhor respondeu: Porque eu vos digo, que todo aquele que tiver, lhe será dado; mas ao que não tiver, até o que tem, lhe será tirado.
27Porém a aqueles meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei - os aqui, e matai -os diante de mim.
28E dito isto, ele foi caminhando adiante, subindo para Jerusalém.
29E aconteceu que, chegando perto de Betfagé, e de Betânia, ao monte chamado das Oliveiras, mandou a dois de seus discípulos,
30Dizendo: Ide à aldeia que está em frente; onde, ao entrardes, achareis um potro atado, em que ninguém jamais se sentou; soltai-o, e trazei -o .
31E se alguém vos perguntar: Por que o soltais? Direis assim a ele: Porque o Senhor precisa dele.
32E indo os que tinham sido mandados, acharam como lhes disse:
33E soltando o potro, seus donos lhe disseram: Por que soltais o potro?
34E eles disseram: O Senhor precisa dele.
35E o trouxeram a Jesus; e lançando suas roupas sobre o potro, puseram Jesus montado nele.
36E indo ele andando, estendiam suas roupas pelo caminho.
37E quando já chegava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão de discípulos, com alegria começou a louvar a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto,
38Dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu, e glória nas alturas.
39E alguns dos fariseus da multidão lhe disseram: Mestre, repreende a teus discípulos.
40E respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos, que se estes se calarem, as pedras clamariam.
41E quando já estava chegando, viu a cidade, e chorou por causa dela,
42Dizendo: Ah, se tu também conhecesses, pelo menos neste teu dia, aquilo que lhe traria paz! Mas agora isto está escondido de teus olhos.
43Porque dias virão sobre ti, em que teus inimigos lhe cercarão com barricadas, e ao redor te sitiarão, e lhe pressionarão por todos os lados.
44E derrubarão a ti, e a teus filhos; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo em que foste visitada.
45E entrando no Templo, começou a expulsar a todos os que vendiam e compravam ali,
46Dizendo-lhes: Está escrito: Minha casa é casa de oração; Mas vós a tendes feito um esconderijo de ladrões.
47E ensinava diariamente no Templo; e os chefes dos sacerdotes, e os escribas, e os chefes do povo, procuravam matá-lo.
48E não achavam como fazer, porque todo o povo o ouvia com muita atenção.
João 12Abrir no leitor
1Veio, pois, Jesus seis dias antes da páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que havia morrido, a quem ressuscitara dos mortos.
2Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia; e Lázaro era um dos que juntamente com ele estavam sentados à mesa .
3Tomando então Maria um arrátel de óleo perfumado de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e limpou os pés dele com seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do óleo perfumado.
4Então disse Judas de Simão Iscariotes, um de seus discípulos, o que o trairia:
5Por que se não vendeu este óleo perfumado por trezentos dinheiros, e se deu aos pobres?
6E isto disse ele, não pelo cuidado que tivesse dos pobres; mas porque era ladrão, e tinha a bolsa, e trazia o que se lançava nela .
7Disse pois Jesus: Deixa-a; para o dia de meu sepultamento guardou isto.
8Porque aos pobres sempre os tendes convosco; porém a mim não me tendes sempre.
9Muita gente dos judeus soube pois, que ele estava ali; e vieram, não somente por causa de Jesus, mas também para verem a Lázaro, a quem ressuscitara dos mortos.
10E os chefes dos sacerdotes se aconselharam de também matarem a Lázaro,
11Porque muitos dos judeus iam por causa dele, e criam em Jesus.
12No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão, que viera à festa, que Jesus vinha a Jerusalém,
13Tomaram ramos de plantas e lhe saíram ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito aquele que vem no nome do Senhor, o Rei de Israel!
14E Jesus achou um jumentinho, e sentou-se sobre ele, como está escrito:
15Não temas, ó filha de Sião; eis que teu Rei vem sentado sobre o filhote de uma jumenta.
16Porém seus discípulos não entenderam isto ao princípio; mas sendo Jesus já glorificado, então se lembraram que isto dele estava escrito, e que isto lhe fizeram.
17A multidão pois, que estava com ele, testemunhava, que a Lázaro chamara da sepultura, e o ressuscitara dos mortos.
18Pelo que também a multidão lhe saiu ao encontro, porque ouvira que fizera este sinal.
19Disseram pois os fariseus entre si: Vedes que nada aproveitais? Eis que o mundo vai após ele.
20E havia alguns gregos dos que haviam subido para adorarem na festa.
21Estes pois vieram a Filipe, que era de Betsaida de Galileia, e rogaram-lhe, dizendo: Senhor, queríamos ver a Jesus.
22Veio Filipe, e disse-o a André; e André então e Filipe o disseram a Jesus.
23Porém Jesus lhes respondeu, dizendo: Chegada é a hora em que o Filho do homem será glorificado.
24Em verdade, em verdade vos digo, se o grão de trigo, ao cair na terra, não morrer, ele fica só; porém se morrer, dá muito fruto.
25Quem ama sua vida a perderá; e quem neste mundo odeia sua vida, a guardará para a vida eterna.
26Se alguém me serve, siga-me; e onde eu estiver, ali estará também meu servo. E se alguém me servir, o Pai o honrará.
27Agora minha alma está perturbada; e que direi? Pai, salva-me desta hora; mas por isso vim a esta hora.
28Pai, glorifica teu Nome. Veio, pois, uma voz do céu, que dizia : E já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei.
29A multidão pois que ali estava, e a ouviu, dizia que havia sido trovão. Outros diziam: Algum anjo falou com ele.
30Respondeu Jesus e disse: Esta voz não veio por causa de mim, mas sim por causa de vós.
31Agora é o juízo deste mundo; agora será lançado fora o príncipe deste mundo.
32E eu, quando for levantado da terra, trarei todos a mim.
33(E isto dizia, indicando de que morte ele morreria.)
34Respondeu-lhe a multidão: Temos ouvido da Lei que o Cristo permanece para sempre; e como tu dizes que convém que o Filho do homem seja levantado? Quem é este Filho do homem?
35Disse-lhes pois Jesus: Ainda por um pouco de tempo a luz está convosco; andai enquanto tendes luz, para que as trevas vos não apanhem. E quem anda em trevas não sabe para onde vai.
36Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz.Estas coisas falou Jesus, e indo-se, escondeu-se deles.
37E ainda que perante eles tinha feito tantos sinais, não criam nele.
38Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que disse: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem o braço do Senhor foi revelado?
39Por isso não podiam crer, porque outra vez Isaías disse:
40Os olhos lhes cegou, e o coração lhes endureceu; para não acontecer que vejam dos olhos, e entendam do coração, e se convertam, e eu os cure.
41Isto disse Isaías, quando viu sua glória, e falou dele.
42Contudo ainda até muitos dos chefes também creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus; para não serem expulsos da sinagoga.
43Porque amavam mais a glória humana do que a glória de Deus.
44E exclamou Jesus, e disse: Quem crê em mim, não crê somente em mim, mas também naquele que me enviou.
45E quem vê a mim, vê a aquele que me enviou.
46Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim, não permaneça em trevas.
47E se alguém ouvir minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque não vim para julgar o mundo, mas sim para salvar o mundo.
48Quem me rejeitar e não receber minhas palavras, já tem quem o julgue: a palavra que eu tenho falado, essa o julgará no último dia.
49Porque eu não tenho falado de mim mesmo; porém o Pai que me enviou, ele me deu mandamento do que devo dizer, e do que devo falar.
50E sei que seu mandamento é vida eterna. Portanto o que eu falo, falo assim como o Pai tem me dito.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.