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The Way

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Bíblia em ordem cronológica

Dia 314 de 365 · uns 16 min

Mateus 27 · Marcos 15

Mateus 27Abrir no leitor

1Vinda a manhã, todos os chefes dos sacerdotes e anciãos do povo juntamente se aconselharam contra Jesus, para o matarem.

2E o levaram amarrado, e o entregaram a Pôncio Pilatos, o governador.

3Então Judas, o que o havia traído, ao ver que Jesus já estava condenado, devolveu, sentindo remorso, as trinta moedas de prata aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos;

4e disse: Pequei, traindo sangue inocente. Porém eles disseram: Que nos interessa? Isso é problema teu!

5Então ele lançou as moedas de prata no templo, saiu, e foi enforcar-se.

6Os chefes dos sacerdotes tomaram as moedas de prata, e disseram: Não é lícito pô-las no tesouro das ofertas, pois isto é preço de sangue.

7Então juntamente se aconselharam, e compraram com elas o campo do oleiro, para ser cemitério dos estrangeiros.

8Por isso aquele campo tem sido chamado campo de sangue até hoje.

9Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que disse: Tomaram as trinta moedas de prata, preço avaliado pelos filhos de Israel, o qual eles avaliaram;

10e as deram pelo campo do oleiro, conforme o que o Senhor me mandou.

11Jesus esteve diante do governador, e o governador lhe perguntou: És tu o Rei dos Judeus? E Jesus lhe respondeu: Tu o dizes.

12E, sendo ele foi acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.

13Pilatos, então, lhe disse: Não ouves quantas coisas estão testemunhando contra ti?

14Mas Jesus não lhe respondeu uma só palavra, de maneira que o governador ficou muito maravilhado.

15Na festa o governador costuma soltar um preso ao povo, qualquer um que quisessem.

16E tinham então um preso bem conhecido, chamado Barrabás.

17Quando, pois, se ajuntaram, Pilatos lhes perguntou: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, que é chamado Cristo?

18Pois ele sabia que foi por inveja que o entregaram.

19E, enquanto ele estava sentado no assento de juiz, sua mulher lhe enviou a seguinte mensagem: Nada faças com aquele justo, pois hoje sofri muito em sonhos por causa dele.

20Mas os chefes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram as multidões a pedirem Barrabás, e a exigirem a morte de Jesus.

21O governador lhes perguntou: Qual destes dois quereis que vos solte? E responderam: Barrabás!

22Pilatos lhes disse: Que, pois, farei de Jesus, que é chamado Cristo? Todos lhe disseram: Seja crucificado!

23E o governador perguntou: Ora, que mal ele fez? Porém gritavam mais: Seja crucificado!

24Quando, pois, Pilatos viu que nada adiantava, em vez disso se fazia mais tumulto, ele pegou água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: Estou inocente do sangue deste justo. A responsabilidade é vossa.

25E todo o povo respondeu: O sangue dele venha sobre nós, e sobre os nossos filhos.

26Então soltou-lhes Barrabás, enquanto que mandou açoitar Jesus, e o entregou para ser crucificado.

27Em seguida, os soldados do governador levaram Jesus consigo ao pretório, ajuntaram-se a ele toda a unidade miltar.

28Eles o despiram e o cobriram com um manto vermelho.

29E, depois de tecerem uma coroa de espinhos, puseram-na sobre a sua cabeça, e uma cana em sua mão direita. Em seguida, puseram-se de joelhos diante dele, zombando-o, e diziam: Felicitações, Rei dos Judeus!

30E cuspiram nele, tomaram a cana, e deram-lhe golpes na cabeça.

31Depois de terem o zombado, despiram-lhe a capa, vestiram-no com suas roupas, e o levaram para crucificar.

32Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, por nome Simão; e obrigaram-no a levar sua cruz.

33E quando chegaram ao lugar chamado Gólgota, que significa “o lugar da caveira”,

34deram-lhe de beber vinagre misturado com fel. E, depois de provar, não quis beber.

35E havendo-o crucificado, repartiram suas roupas, lançando sortes; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si minhas roupas, e sobre minha túnica lançaram sortes.

36Então se sentaram, e ali o vigiavam.

37E puseram, por cima de sua cabeça, sua acusação escrita: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.

38Então foram crucificados com ele dois criminosos, um à direita, e outro à esquerda.

39Os que passavam blasfemavam dele, balançando suas cabeças,

40e dizendo: Tu, que derrubas o Templo, e em três dias o reconstróis, salva a ti mesmo! Se és Filho de Deus, desce da cruz.

41E da mesma maneira também os chefes dos sacerdotes, com os escribas e os anciãos, escarnecendo dele ,diziam:

42Salvou outros, a si mesmo não pode salvar. Se é Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele.

43Confiou em Deus, livre-o agora, se lhe quer bem; pois disse: “Sou Filho de Deus”.

44E os ladrões que estavam crucificados com ele também lhe insultavam.

45Desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.

46E perto da hora nona, Jesus gritou em alta voz: Eli, Eli, lamá sabactâni?, Isto é: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?

47E alguns dos que ali estavam, quando ouviram, disseram: Ele está chamando Elias.

48Logo um deles correu e tomou uma esponja. Então a encheu de vinagre, colocou-a em uma cana, e lhe dava de beber.

49Porém os outros disseram: Deixa, vejamos se Elias vem livrá-lo.

50Jesus gritou outra vez em alta voz, e entregou o espírito.

51E eis que o véu do Templo se rasgou em dois, de cima até embaixo, a terra tremeu, e as pedras se fenderam.

52Os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham morrido foram ressuscitados.

53E, depois de ressuscitarem, saíram dos sepulcros, vieram à santa cidade, e apareceram a muitos.

54E o centurião, e os que com ele vigiavam Jesus, ao verem o terremoto e as coisas que haviam sucedido, tiveram muito medo, e disseram: Verdadeiramente ele era Filho de Deus.

55Muitas mulheres, que desde a Galileia haviam seguido Jesus, e o serviam, estavam ali, olhando de longe.

56Entre elas estavam Maria Madalena, e Maria mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.

57E chegado o entardecer, veio um homem rico de Arimateia, por nome José, que também era discípulo de Jesus.

58Ele chegou a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que o corpo lhe fosse entregue.

59José tomou o corpo, e o envolveu em um lençol limpo, de linho fino,

60e o pôs em seu sepulcro novo, que tinha escavado numa rocha; em seguida rolou uma grande pedra à porta do sepulcro, e foi embora.

61E ali estavam Maria Madalena e a outra Maria, sentadas de frente ao sepulcro.

62No dia seguinte, que é o depois da preparação, os chefes dos sacerdotes, e os fariseus se reuniram com Pilatos,

63e disseram: Senhor, nos lembramos que aquele enganador, enquanto ainda vivia, disse: “Depois de três dias serei ressuscitado”.

64Portanto, manda que o sepulcro esteja em segurança até o terceiro dia, para que não aconteça dos seus discípulos virem de noite, e o furtem, e digam ao povo que ele ressuscitou dos mortos; e assim o último engano será pior que o primeiro.

65Pilatos lhes disse: Vós tendes uma guarda. Ide fazer segurança como o entendeis.

66E eles se foram, e fizeram segurança no sepulcro com a guarda, selando a pedra.

Marcos 15Abrir no leitor

1E logo ao amanhecer, os chefes dos sacerdotes tiveram uma reunião com os anciãos, com os escribas, e com todo o supremo conselho; e, amarrando Jesus, levaram -no e o entregaram a Pilatos.

2E Pilatos lhe perguntou: És tu o Rei dos Judeus? E ele lhe respondeu: Tu o dizes.

3E os chefes dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas, porém ele nada respondia.

4E outra vez Pilatos lhe perguntou: Não respondes nada? Olha quantas coisas testemunham contra ti!

5Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos ficou surpreso.

6Na festa, Pilatos lhes soltava um preso, qualquer um que pedissem.

7E havia um chamado Barrabás, preso com outros revoltosos, que numa rebelião havia cometido uma morte.

8E a multidão, gritando, começou a pedir, como sempre lhes havia feito.

9E Pilatos lhes respondeu: Quereis que eu vos solte o Rei dos Judeus?

10(Porque ele sabia que os chefes dos sacerdotes haviam o entregue por inveja).

11Mas os chefes dos sacerdotes incitaram a multidão, para que, em vez disso, lhes soltasse Barrabás.

12E Pilatos, respondendo, disse-lhes outra vez: Que, pois, quereis que eu faça com aquele a quem chamais Rei dos Judeus?

13E eles voltaram a clamar: Crucifica-o!

14Mas Pilatos lhes disse: Por quê? Que mal ele fez? E eles gritavam ainda mais: Crucifica-o!

15Então Pilatos, querendo satisfazer à multidão, soltou-lhes Barrabás; e entregou Jesus açoitado, para que fosse crucificado.

16E os soldados o levaram para o pátio, que é o pretório; e convocaram toda a tropa.

17E o vestiram de púrpura; teceram uma coroa de espinhos, e puseram nele.

18E começaram a saudá-lo: Viva! Ó Rei dos Judeus!

19E feriram a sua cabeça com uma cana, cuspiram nele, e, ajoelhados, o adoraram.

20Quando o escarneceram, despiram-lhe a púrpura, vestiram-no com as suas próprias roupas, e o levaram afora, para o crucificarem.

21E forçaram um Simão cireneu, que estava passando, vindo do campo, o pai de Alexandre e de Rufo, para que levasse sua cruz.

22E o levaram ao lugar de Gólgota, que traduzido é: o lugar da caveira.

23E ofereceram-lhe a beber vinho misturado com mirra; mas ele não o tomou.

24E havendo o crucificado, repartiram a roupas dele, lançando-lhes sortes, para o que cada um levaria.

25Era a hora terceira, e o crucificaram.

26E a descrição de sua acusação estava acima escrita: O REI DOS JUDEUS.

27E crucificaram com ele dois ladrões, um à sua direita, e outro à esquerda.

28E cumpriu-se a Escritura que diz: E foi contado com os malfeitores.

29E os que passavam blasfemavam dele, balançando suas cabeças, e dizendo: Ah! tu que derrubas o templo, e em três dias o edificas,

30salva a ti mesmo, e desce da cruz!

31E da mesma maneira também os chefes dos sacerdotes, com os escribas, diziam aos outros, escarnecendo: Ele salvou a outros, a si mesmo não pode salvar!

32Que o Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos, e creiamos! Os que estavam crucificados com ele também o insultavam.

33E vinda a hora sexta, vieram trevas sobre toda a terra, até a hora nona.

34E na hora nona, Jesus exclamou em alta voz: ELOÍ, ELOÍ, LAMÁ SABACTÂNI, que traduzido é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

35E alguns dos que ali estavam, quando ouviram, disseram: Eis que ele está chamando Elias.

36E um correu, encheu de vinagre uma esponja; e pondo-a em uma cana, dava-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias virá tirá-lo.

37E Jesus bradou em grande voz, então expirou.

38E o véu do Templo se rasgou em dois do alto abaixo.

39E o centurião que estava ali diante dele, vendo que havia expirado bradando assim, disse: Verdadeiramente este homem era Filho de Deus.

40E também estavam ali algumas mulheres olhando de longe, entre as quais estava também Maria Madalena, e Maria (mãe de Tiago o menor e de José), e Salomé;

41as quais também, quando ele estava na Galileia, o seguiam, e o serviam; e outras muitas, que haviam subido com ele a Jerusalém.

42E quando já vinha o final da tarde, porque era a preparação, que é o dia antes de sábado,

43Veio José de Arimateia, honrado membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus, e com ousadia foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus.

44Pilatos se surpreendeu de que já fosse morto. E chamou a si o centurião, e perguntou-lhe se já era morto já havia muito tempo.

45Quando ele recebeu a explicação do centurião, deu o corpo a José,

46o qual comprou um lençol fino, e tirando-o da cruz , envolveu-o no lençol fino. Em seguida, ele o pôs num sepulcro escavado em uma rocha, e rolouuma pedra à porta do sepulcro.

47Maria Madalena e Maria mãe de José olharam onde o puseram.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.