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The Way

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Os Evangelhos em 30 dias

Dia 20 de 30 · uns 20 min

Lucas 15–18

Lucas 15Abrir no leitor

1E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvirem.

2E os fariseus e escribas murmuravam, dizendo: Este recebe aos pecadores, e come com eles.

3E ele lhes propôs esta parábola, dizendo:

4Quem de vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai em busca da perdida, até que a encontre?

5E encontrando-a, não a ponha sobre seus ombros, com alegria?

6E vindo para casa, não convoque aos amigos, e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei minha ovelha perdida?

7Digo-vos, que assim haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.

8Ou que mulher, tendo dez moedas de prata, se perder a uma moeda, não acende a lâmpada, e varre a casa, e busca cuidadosamente até a achar?

9E achando -a , não chame as amigas e as vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a moeda perdida!

10Assim vos digo, que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

11E disse: Um certo homem tinha dois filhos.

12E disse o mais jovem deles ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertencem. E ele lhe repartiu os bens.

13E depois de não muitos dias, o filho mais jovem, juntando tudo, partiu-se para uma terra distante, e ali desperdiçou seus bens, vivendo de forma irresponsável.

14E ele, tendo já gastado tudo, houve uma grande fome naquela terra, e ele começou a sofrer necessidade.

15E foi, se chegou a um dos cidadãos daquela terra; e este o mandou a seus campos para alimentar porcos.

16E ele ficava com vontade de encher seu estômago com os grãos que os porcos comiam, mas ninguém as dava para ele.

17E ele, pensando consigo mesmo, disse: Quantos empregados de meu pai tem pão em abundância, e eu aqui morro de fome!

18Eu levantarei, e irei a meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti.

19E já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como a um de teus empregados.

20E levantando-se, foi a seu pai. E quando ainda estava longe, o seu pai o viu, e teve compaixão dele; e correndo, caiu ao seu pescoço, e o beijou.

21E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu, e diante de ti; e já não sou digno de ser chamado teu filho.

22Mas o pai disse a seus servos: Trazei a melhor roupa, e o vesti; e ponde um anel em sua mão, e sandálias nos seus pés.

23E trazei o bezerro engordado, e o matai; e comamos, e nos alegremos.

24Porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a se alegrar.

25E seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, chegou perto da casa, ouviu a música, e as danças.

26E chamando para si um dos servos, perguntou-lhe: O que era aquilo?

27E ele lhe disse: Teu irmão chegou; e teu pai matou o bezerro engordado, porque ele voltou são.

28Porém ele se irritou, e não queria entrar. Então o seu pai, saindo, rogava-lhe que entrasse .

29Mas o filho respondendo, disse ao pai: Eis que eu te sirvo há tantos anos, e nunca desobedeci tua ordem, e nunca me deste um cabrito, para que eu me alegrasse com meus amigos.

30Porém, vindo este teu filho, que gastou teus bens com prostitutas, tu lhe mataste o bezerro engordado.

31E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas.

32Mas era necessário se alegrar e animar; porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha se perdido, e foi encontrado.

Lucas 16Abrir no leitor

1E dizia também a seus discípulos: Havia um certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e este lhe foi acusado de fazer perder seus bens.

2E ele, chamando-o, disse-lhe: Como ouço isto sobre ti? Presta contas de teu trabalho, porque não poderás mais ser meu mordomo.

3E disse o mordomo para si mesmo: O que farei, agora que meu senhor está me tirando o trabalho de mordomo? Cavar eu não posso; mendigar eu tenho vergonha.

4Eu sei o que farei, para que, quando eu for expulso do meu trabalho de mordomo, me recebam em suas casas.

5E chamando a si a cada um dos devedores de seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves a meu senhor?

6E ele disse: Cem medidas de azeite. E disse-lhe: Pega a tua conta, senta, e escreve logo cinquenta.

7Depois disse a outro: E tu, quanto deves? E ele disse: Cem volumes de trigo. E disse-lhe: Toma tua conta, e escreve oitenta.

8E aquele senhor elogiou o injusto mordomo, por ter feito prudentemente; porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz com esta geração.

9E eu vos digo: fazei amigos para vós com as riquezas da injustiça, para que quando vos faltar, vos recebam nos tabernáculos eternos.

10Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; e quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.

11Pois se nas riquezas da injustiça não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras riquezas ?

12E se nas coisas dos outros não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?

13Nenhum servo pode servir a dois senhores; porque ou irá odiar a um, e a amar ao outro; ou irá se achegar a um, e desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

14E os fariseus também ouviram todas estas coisas, eles que eram avarentos. E zombaram dele.

15E disse-lhes: Vós sois os que justificais a vós mesmos diante dos seres humanos; mas Deus conhece vossos corações. Porque o que é excelente para os seres humanos é odiável diante de Deus.

16A Lei e os profetas foram até João; desde então, o Reino de Deus é anunciado, todo homem tenta entrar nele pela força.

17E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um traço de alguma letra da Lei.

18Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e qualquer que se casa com a deixada pelo marido, também adultera.

19Havia porém um certo homem rico, e vestia-se de púrpura, e de linho finíssimo, e festejava todo dia com luxo.

20Havia também um certo mendigo, de nome Lázaro, o qual ficava deitado à sua porta cheio de feridas.

21E desejava se satisfazer com as migalhas que caíam da mesa do rico; porém vinham também os cães, e lambiam suas feridas.

22E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o colo de Abraão. E o rico também morreu, e foi sepultado.

23E estando no Xeol em tormentos, ele levantou seus olhos, e viu a Abraão de longe, e a Lázaro junto dele.

24E ele, chamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro que molhe a ponta de seu dedo na água, e refresque a minha língua; porque estou sofrendo neste fogo.

25Porém Abraão disse: Filho, lembra-te que em tua vida recebeste teus bens, e Lázaro do mesmo jeito recebeu males. E agora este é consolado, e tu és atormentado.

26E, além de tudo isto, um grande abismo está posto entre nós e vós, para os que quisessem passar daqui para vós não possam; nem também os daí passarem para cá.

27E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai.

28Porque tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho; para que também não venham para este lugar de tormento.

29Disse-lhe Abraão: Eles têm a Moisés e aos profetas, ouçam-lhes.

30E ele disse: Não, pai Abraão; mas se alguém dos mortos fosse até eles, eles se arrependeriam.

31Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, também não se deixariam convencer, ainda que alguém ressuscite dos mortos.

Lucas 17Abrir no leitor

1E disse aos discípulos: É impossível que não venham tentações para o pecado, mas ai daquele por quem essas tentações vierem!

2Melhor lhe seria que lhe atasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar, do que conduzir ao pecado um destes pequenos.

3Olhai por vós. E se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-lhe.

4E se pecar contra ti sete vezes ao dia, e se sete vezes ao dia voltar a ti, dizendo: Estou arrependido. Perdoa-lhe.

5E os apóstolos disseram ao Senhor: Acrescenta-nos fé.

6E o Senhor disse: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta árvore de amoras: Arranca-te daqui pelas tuas raízes, e planta-te no mar, ela vos obedeceria.

7E qual de vós terá um servo, lavrando ou apascentando gado que, voltando do campo, logo lhe diga: Chega, e senta à mesa .

8E não lhe diga antes: Prepara-me o jantar, e apronta-te, e serve-me, até que eu tenha comido e bebido; e depois, que tu comas e bebas.

9Por acaso o senhor agradece a tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Acho que não.

10Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.

11E aconteceu que, indo ele para Jerusalém, passou por meio da Samaria e da Galileia.

12E entrando em uma certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe.

13E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós!

14E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes.E aconteceu que, enquanto eles iam, ficaram limpos.

15E vendo um deles que estava são, voltou, glorificando a Deus a alta voz.

16E caiu com o rosto a seus pés, agradecendo-lhe; e este era samaritano.

17E respondendo Jesus, disse: Não foram os dez limpos? E onde estão os nove?

18Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?

19E disse-lhe: Levanta-te, e vai; tua fé te salvou.

20E perguntado pelos fariseus sobre quando o Reino de Deus viria, respondeu-lhes, e disse: O Reino de Deus não vem com aparência visível.

21Nem dirão: Eis aqui, ou Eis ali, porque eis que o Reino de Deus está entre vós.

22E disse aos discípulos: Dias virão, quando desejareis ver um dos dias do Filho do homem, e não o vereis.

23E vos dirão: Eis que ele está aqui, ou Eis que ele está ali, não vades, nem sigais.

24Porque como o relâmpago, que relampeja desde o começo do céu, e brilha até ao fim do céu, assim será também o Filho do homem em seu dia.

25Mas é necessário primeiro sofrer muito, e ser rejeitado por esta geração.

26E como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem.

27Comiam, bebiam, se casavam, e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e veio o dilúvio, e destruiu a todos.

28Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló, comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, e construíam.

29Mas o dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu, e destruiu a todos.

30Assim será também no dia em que o Filho do homem se manifestar.

31Naquele dia, o que estiver no telhado, e suas ferramentas em casa, não desça para pegá-las; e o que estiver no campo, não volte para trás.

32Lembrai-vos da mulher de Ló.

33Qualquer que procurar salvar sua vida a perderá; e qualquer que a perder, irá salvá-la.

34Digo-vos que naquela noite, dois estarão em uma cama; um será tomado, e o outro será deixado.

35Duas estarão juntas moendo; uma será tomada, e a outra será deixada.

36Dois estarão no campo; um será tomado, e o outro será deixado.

37E respondendo, disseram-lhe: Onde, Senhor?E ele lhes disse: Onde estiver o corpo, ali os abutres se juntarão.

Lucas 18Abrir no leitor

1E Jesus lhes disse também uma parábola sobre o dever de sempre orar, e nunca se cansar.

2Dizendo: Havia um certo juiz em uma cidade, que não temia a Deus, nem respeitava pessoa alguma.

3Havia também naquela mesma cidade uma certa viúva, e vinha até ele, dizendo: Faze-me justiça com meu adversário.

4E por um certo tempo ele não quis; mas depois disto, disse para si: Ainda que eu não tema a Deus, nem respeite pessoa alguma,

5Porém, porque esta viúva me incomoda, eu lhe farei justiça, para que ela pare de vir me chatear.

6E disse o Senhor: Ouvi o que diz o juiz injusto.

7E Deus não fará justiça para seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite? Demorará com eles?

8Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Porém, quando o Filho do homem vier, por acaso ele achará fé na terra?

9E disse também a uns, que tinham confiança de si mesmos que eram justos, e desprezavam aos outros, esta parábola:

10Dois homens subiram ao Templo para orar, um fariseu, e o outro publicano.

11O fariseu, estando de pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, eu te agradeço, porque não sou como os outros homens, ladrões, injustos e adúlteros; nem sou como este publicano.

12Jejuo duas vezes por semana, e dou dízimo de tudo quanto possuo.

13E o publicano, estando em pé de longe, nem mesmo queria levantar os olhos ao céu, mas batia em seu peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador.

14Digo-vos que este desceu mais justificado à sua casa do que aquele outro; porque qualquer que a si mesmo se exalta, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilha, será exaltado.

15E traziam-lhe também crianças pequenas, para que as tocasse; e os discípulos, vendo, os repreendiam.

16Mas Jesus, chamando-lhes para si, disse: Deixai as crianças virem a mim, e não as impeçais; porque das tais é o Reino de Deus.

17Em verdade vos digo, que qualquer que não receber o Reino de Deus como criança, não entrará nele.

18E um certo líder lhe perguntou, dizendo: Bom mestre, o que tenho que fazer para herdar a vida eterna?

19E Jesus lhe disse: Por que me chamas de bom? Ninguém é bom, a não ser um: Deus.

20Tu sabes os mandamentos: não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.

21E ele disse: Todas estas coisas tenho guardado desde minha juventude.

22Porém Jesus, ouvindo isto, disse-lhe: Ainda uma coisa te falta: vende tudo quanto tens, e reparte-o entre os pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.

23Mas ele, ouvindo isto, ficou muito triste, porque era muito rico.

24E vendo Jesus que ele tinha ficado muito triste, disse: Como é difícil os que têm muitos bens entrarem no Reino de Deus!

25Porque é mais fácil um camelo entrar pelo olho de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.

26E os que ouviram isto ,disseram: Quem então pode se salvar?

27E ele disse: As coisas que são impossíveis para os seres humanos são possíveis para Deus.

28E Pedro disse: Eis que deixamos tudo, e temos te seguido.

29E ele lhes disse: Em verdade vos digo, que há ninguém que, tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos,

30Que não venha a receber de volta muito mais nestes tempos, e nos tempos vindouros receba a vida eterna.

31E tomando consigo aos doze, disse-lhes: Eis que estamos subindo a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do homem tudo o que está escrito pelos profetas.

32Porque ele será entregue aos gentios, e escarnecido, injuriado e cuspido.

33E depois de açoitá-lo, o matarão; e ao terceiro dia ressuscitará.

34E eles nada entendiam destas coisas; e esta palavra lhes era oculta; e não entendiam o que estava sendo lhes dito.

35E aconteceu que ele, chegando perto de Jericó, estava um cego sentado junto ao caminho, mendigando.

36E este, ouvindo a multidão passar, perguntou: O que era aquilo?

37E disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando.

38Então clamou, dizendo: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!

39E os que estavam mais a frente o repreendiam, para que calasse; porém ele clamava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!

40Então Jesus, parando, mandou que o trouxessem para si; e chegando ele, perguntou-lhe,

41Dizendo: Que queres que eu te faça?E ele disse: Senhor, que eu veja.

42E Jesus lhe disse: Vê, tua fé te salvou.

43E logo ele viu, e o seguia, glorificando a Deus. E o todo o povo, vendo isto , dava louvores a Deus.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.