Dia 9 de 30 · uns 18 min
Mateus 28 · Marcos 1–3
Mateus 28Abrir no leitor
1No fim do sábado, quando já começava a clarear para o primeiro dia da semana, Maria Madalena, e a outra Maria vieram ver o sepulcro.
2E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou, e moveu a pedra da entrada, e ficou sentado sobre ela.
3A aparência dele era como um relâmpago, e sua roupa branca como neve.
4E de medo dele os guardas tremeram muito, e ficaram como mortos.
5Mas o anjo disse às mulheres: Não vos atemorizeis, pois eu sei que buscais Jesus, o que foi crucificado.
6Ele não está aqui, pois já ressuscitou, como ele disse. Vinde ver o lugar onde o Senhor jazia.
7Ide depressa dizer aos seus discípulos que ele ressuscitou dos mortos; e eis que vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis. Eis que eu tenho vos dito.
8Então elas saíram apressadamente do sepulcro, com temor e grande alegria, e correram para anunciar aos seus discípulos.
9E, enquanto elas iam anunciar aos seus discípulos, eis que Jesus veio ao encontro delas, e disse: Saudações. Elas se aproximaram, pegaram os pés dele, e o adoraram.
10Jesus, então, lhes disse: Não temais. Ide anunciar aos meus irmãos para eles irem à Galileia, e ali me verão.
11Enquanto elas iam, eis que alguns da guarda vieram à cidade, e anunciaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que havia acontecido.
12Então eles se reuniram com os anciãos, depois de decidirem em conjunto, deram muito dinheiro aos soldados,
13dizendo: Falai: “Os discípulos dele vieram de noite, e o furtaram enquanto estávamos dormindo”.
14E, se isto for ouvido pelo governador, nós o persuadiremos, e vos manteremos seguros.
15Eles tomaram o dinheiro e fizeram como foram instruídos. E este dito foi divulgado entre os judeus até hoje.
16Os onze discípulos se foram para a Galileia, ao monte onde Jesus havia lhes ordenado.
17E quando o viram, o adoraram; porém alguns duvidaram.
18Jesus se aproximou deles, e lhes falou: Todo o poder me é dado no céu e na terra.
19Portanto ide, fazei discípulos a todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo,
20ensinando-lhes a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E eis que eu estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos. Amém.
Marcos 1Abrir no leitor
1Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
2Como está escrito nos profetas: Eis que eu envio o meu mensageiro diante de tua face, que preparará o teu caminho diante de ti .
3Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas.
4João veio a batizar no deserto, e a pregar o batismo de arrependimento para perdão dos pecados.
5E toda a província da Judeia e os de Jerusalém saíam até ele; e eram todos batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.
6João se vestia de pelos de camelo, e um cinto de couro em sua cintura; e comia gafanhotos e mel do campo.
7Ele pregava assim: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu. A ele não sou digno de me abaixar para desatar a tira das suas sandálias.
8De fato eu tenho vos batizado com água, porém ele vos batizará com Espírito Santo.
9E aconteceu que, naqueles dias, Jesus de Nazaré da Galileia veio, e foi batizado por João no Jordão.
10E assim que saiu da água, viu os céus se abrirem, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele.
11E veio uma voz dos céus: Tu és meu Filho amado, em quem me agrado.
12E logo o Espírito o impeliu ao deserto.
13Ele esteve ali no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. Ele estava com os animais selvagens, e os anjos o serviam.
14Depois que João foi preso, Jesus veio para a Galileia, pregando o Evangelho do Reino de Deus,
15e dizendo: O tempo se cumpriu, e o Reino de Deus está perto; arrependei-vos, e crede no Evangelho.
16E enquanto andava junto ao mar da Galileia, ele viu Simão e seu irmão André, que lançavam uma rede ao mar, porque eram pescadores;
17Jesus lhes disse: Vinde após mim, e farei serdes pescadores de gente.
18Então logo deixaram suas redes, e o seguiram.
19E passando dali um pouco mais adiante, viu Tiago filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, consertando as redes.
20E logo os chamou; então eles deixaram o seu pai Zebedeu no barco com os empregados, foram após ele.
21Eles entraram em Cafarnaum; e assim que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar.
22E ficavam admirados com o seu ensinamento, pois, diferentemente dos escribas, ele os ensinava como quem temautoridade.
23E havia na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, que gritou,
24dizendo: Ah, que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Bem sei quem és: o Santo de Deus.
25Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele.
26E o espírito imundo, provocando convulsão nele, e gritando em alta voz, saiu dele.
27Assim todos ficaram admirados, e perguntavam entre si: Que é isto? Que novo ensinamento é este que, com autoridade, ordena até aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem?
28E logo sua fama se espalhou por toda a região da Galileia.
29Logo depois de saírem da sinagoga, vieram à casa de Simão e de André, com Tiago e João.
30A sogra de Simão estava deitada com febre, e logo falaram dela a Jesus .
31Então ele aproximou-se dela, tomou-a pela mão, e a levantou; logo a febre a deixou, e ela começou a servi-los.
32Ao entardecer, quando o sol já se punha, trouxeram-lhe todos os doentes e endemoninhados;
33e toda a cidade se juntou à porta.
34Ele curou muitos que se achavam mal de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios. Ele não deixava os demônios falarem, porque o conheciam.
35De madrugada, ainda escuro, ele se levantou para sair, foi a um lugar deserto, e ali esteve a orar.
36Simão e os que estavam com ele o seguiram.
37Quando o acharam, disseram-lhe: Todos estão te procurando.
38Jesus lhes respondeu: Vamos para as aldeias vizinhas, para que eu também pregue ali, pois vim para isso.
39Ele pregava em suas sinagogas por toda a Galileia, e expulsava os demônios.
40Um leproso aproximou-se dele, rogando-lhe, pondo-se de joelhos diante dele, e dizendo-lhe: Se quiseres, tu podes limpar-me.
41E Jesus , movido de compaixão, estendeu a mão, tocou-o, e disse-lhe: Quero; sê limpo.
42Quando disse isso, logo a lepra saiu dele, e ficou limpo.
43Jesus advertiu-o, e logo o despediu,
44dizendo-lhe: Cuidado, não digas nada a ninguém. Mas vai, mostra-te ao Sacerdote, e oferece por teres ficado limpo o que Moisés mandou, para lhes servir de testemunho.
45Porém, quando ele saiu, começou a anunciar muitas coisas, e a divulgar a notícia, de maneira que Jesus já não podia entrar publicamente na cidade; em vez disso, ficava do lado de fora em lugares desertos, e pessoas de todas as partes vinham até ele.
Marcos 2Abrir no leitor
1Dias depois, Jesus entrou outra vez em Cafarnaum, e ouviu-se que estava em casa.
2Logo juntaram-se tantos, que nem mesmo perto da porta cabiam; e ele lhes falava a palavra.
3E vieram a ele uns que traziam um paralítico carregado por quatro.
4Como não podiam se aproximar dele por causa da multidão, descobriram o telhado onde ele estava, fizeram um buraco, e baixaram por ele o leito em que jazia o paralítico.
5Quando Jesus viu a fé deles, disse ao paralítico: Filho, os teus pecados te são perdoados.
6E estavam ali sentados alguns escribas, que pensavam em seus corações:
7Por que este homem fala essas blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?
8Imediatamente Jesus percebeu em seu espírito que assim pensavam em si mesmos. Então perguntou-lhes: Por que pensais assim em vossos corações?
9O que é mais fácil? Dizer ao paralítico: “Os teus pecados estão perdoados”, ou dizer, “Levanta-te, toma o teu leito, e anda”?
10Mas para que saibais que o Filho do homem tem poder na terra para perdoar pecados,(disse ao paralítico):
11A ti eu digo: levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa.
12E logo ele se levantou, tomou o leito, e saiu na presença de todos, de tal maneira, que todos ficaram admirados, e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca vimos algo assim.
13Jesus voltou a sair para o mar; toda a multidão veio até ele, e ele os ensinava.
14E enquanto passava, ele viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de coleta de impostos, e disse-lhe: Segue-me.Então Levi se levantou e o seguiu.
15E aconteceu que enquanto estava sentado à mesa na casa dele, muitos publicanos e pecadores também estavam assentados à mesa com Jesus e os seus discípulos; porque eram muitos, e o haviam seguido.
16Quando os escribas e os fariseus o viram comer com os publicanos e pecadores, disseram a seus discípulos: Por que é que ele come e bebe com os publicanos e os pecadores?
17Jesus ouviu e lhes respondeu: Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. Eu não vim para chamar os justos, mas sim, os pecadores, ao arrependimento.
18Os discípulos de João e os dos fariseus estavam jejuando; então vieram lhe perguntar: Por que os discípulos de João e os dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?
19Jesus lhes respondeu: Podem os convidados do casamento jejuar enquanto o noivo estiver com eles? Enquanto tiverem o noivo consigo, eles não podem jejuar.
20Mas dias virão, quando o noivo lhes for tirado; e então naqueles dias jejuarão.
21Ninguém costura remendo de pano novo em roupa velha; senão o remendo novo rompe o velho, e se faz pior rasgo.
22E ninguém põe vinho novo em odres velhos; senão o vinho novo rompe os odres, derrama-se o vinho, e os odres se danificam; mas o vinho novo deve ser posto em odres novos.
23E aconteceu que, enquanto Jesus passava pelas plantações no sábado, os seus discípulos, andando, começaram a arrancar espigas.
24Os fariseus lhe disseram: Olha! Por que estão fazendo o que não é lícito no sábado?
25E ele lhes disse: Nunca lestes o que fez Davi, quando teve necessidade e fome, ele e os que com ele estavam?
26Como ele entrou na Casa de Deus, quando Abiatar era sumo sacerdote, e comeu os pães da proposição (dos quais não é lícito comer, a não ser aos sacerdotes), e também deu aos que com ele estavam?
27Disse-lhes mais: O sábado foi feito por causa do ser humano, não o ser humano por causa do sábado.
28Por isso o Filho do homem é Senhor até do sábado.
Marcos 3Abrir no leitor
1Jesus entrou outra vez na sinagoga; e estava ali um homem que tinha uma mão definhada.
2E prestavam atenção nele, se o curaria no sábado, para o acusarem.
3E Jesus disse ao homem que tinha a mão definhada: Levanta-te, e vem para o meio.
4E disse-lhes:É lícito no sábado fazer o bem, ou o mal? Salvar uma pessoa, ou matá-la? E mantiveram-se calados.
5E olhando ao redor para eles com indignação, sentindo pena da dureza dos seus corações, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele estendeu; e sua mão foi restaurada , sã como a outra.
6Assim que os fariseus saíram, tiveram reunião com os herodianos contra ele, para combinarem sobre como o matariam.
7E Jesus retirou-se com os seus discípulos para o mar; e seguiu-o uma grande multidão da Galileia, da Judeia,
8de Jerusalém, da Idumeia, dalém do Jordão, e os das proximidades de Tiro e de Sidom; uma grande multidão, tendo ouvido quão grandes coisas fazia, vieram a ele.
9E disse aos seus discípulos que um barquinho ficasse continuamente perto dele, por causa das multidões; para que não o apertassem.
10Pois havia curado muitos, de maneira que todos quantos tinham algum mal lançavam-se sobre ele a fim de tocá-lo.
11E os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele, e exclamavam: Tu és o Filho de Deus.
12Mas Jesus os repreendia muito, para que não manifestassem quem ele era.
13Ele subiu ao monte, e chamou para si os que quis; então vieram a ele.
14E constituiu doze para que estivessem com ele, para enviá-los a pregar,
15para que tivessem poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios.
16Eram eles: Simão, a quem pôs por nome Pedro;
17Tiago filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago; e pôs-lhes por nome Boanerges, que significa “filhos do trovão”;
18e André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé; Tiago filho de Alfeu; Tadeu; Simão o zelote;
19e Judas Iscariotes, o que o traiu.
20Quando foram para uma casa, outra vez se ajuntou uma multidão, de maneira que nem sequer podiam comer pão.
21Os seus familiares , ao ouvirem isso, saíram para detê-lo, porque diziam: “Ele stá fora de si”.
22E os escribas que haviam descido de Jerusalém diziam: Ele tem Belzebu, e é pelo chefe dos demônios que expulsa demônios.
23Então Jesus os chamou, e lhes disse por parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás?
24Se algum reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode durar;
25e se alguma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não pode durar firme.
26E se Satanás se levantar contra si mesmo, e for dividido, não pode durar, mas tem fim.
27Ninguém pode roubar os bens do valente, quando se entra na casa dele, se antes não amarrar ao valente; depois disso roubará a sua casa.
28Em verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e todas as blasfêmias com que blasfemarem;
29mas quem blasfemar contra o Espírito Santo ficará sem perdão para sempre; em vez disso, é culpado do juízo eterno.
30Pois diziam: “Ele tem espírito imundo”.
31Então chegaram os seus irmãos e a sua mãe ; e estando de fora, mandaram chamá-lo.
32A multidão estava sentada ao redor dele. Então disseram-lhe: Eis que a tua mãe e os teus irmãos estão lá fora a te procurar.
33Ele lhes respondeu: Quem é a minha mãe ou os meus irmãos?
34E, olhando em redor aos que estavam sentados perto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
35Pois quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã, e mãe.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.