Dia 13 de 60 · uns 10 min
Jó 38–39
Jó 38Abrir no leitor
1Então o SENHOR respondeu a Jó desde um redemoinho, e disse:
2Quem é esse que obscurece o conselho com palavras sem conhecimento?
3Agora cinge teus lombos como homem; e eu te perguntarei, e tu me explicarás.
4Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Declara- me ,se tens inteligência.
5Quem determinou suas medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu cordel sobre ela?
6Sobre o que estão fundadas suas bases? Ou quem pôs sua pedra angular,
7Quando as estrelas do amanhecer cantavam alegremente juntas, e todos os filhos de Deus jubilavam?
8Ou quem encerrou o mar com portas, quando transbordou, saindo da madre,
9Quando eu pus nuvens por sua vestidura, e a escuridão por sua faixa;
10Quando eu passei sobre ele meu decreto, e lhe pus portas e ferrolhos,
11E disse: Até aqui virás, e não passarás adiante, e aqui será o limite para a soberba de tuas ondas?
12Desde os teus dias tens dado ordem à madrugada? Ou mostraste tu ao amanhecer o seu lugar,
13Para que tomasse os confins da terra, e os perversos fossem sacudidos dela?
14E a terra se transforma como barro sob o selo; todas as coisas sobre ela se apresentam como vestidos?
15E dos perversos é desviada sua luz, e o braço erguido é quebrado.
16Por acaso chegaste tu às fontes do mar, ou passeaste no mais profundo abismo?
17Foram reveladas a ti as portas da morte, ou viste as portas da sombra de morte?
18Entendeste tu as larguras da terra? Declara, se sabes tudo isto.
19Onde está o caminho por onde mora a luz? E quanto às trevas, onde fica o seu lugar?
20Para que as tragas a seus limites, e conheças os caminhos de sua casa.
21Certamente tu o sabes, pois já eras nascido, e teus dias são inúmeros!
22Por acaso entraste tu aos depósitos da neve, e viste os depósitos do granizo,
23Que eu retenho até o tempo da angústia, até o dia da batalha e da guerra?
24Onde está o caminho em que a luz se reparte, e o vento oriental se dispersa sobre a terra?
25Quem repartiu um canal às correntezas de águas, e caminho aos relâmpagos dos trovões,
26Para chover sobre a terra onde havia ninguém, sobre o deserto, onde não há gente,
27Para fartar a terra deserta e desolada, e para fazer crescer aos renovos da erva.
28Por acaso a chuva tem pai? Ou quem gera as gotas do orvalho?
29De qual ventre procede o gelo? E quem gera a geada do céu?
30As águas se tornam duras como pedra, e a superfície do abismo se congela.
31Podes tu atar as cadeias das Plêiades, ou desatar as cordas do Órion?
32Podes tu trazer as constelações a seu tempo, e guiar a Ursa com seus filhos?
33Sabes tu as ordenanças dos céus? Ou podes tu dispor do domínio deles sobre a terra?
34Ou podes levantar tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra?
35Podes tu mandar relâmpagos, para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui?
36Quem pôs a sabedoria no íntimo? Ou quem deu entendimento à mente?
37Quem pode enumerar as nuvens com sabedoria? E os odres dos céus, quem pode os despejar?
38Quando o pó se endurece, e os torrões se apegam uns aos outros?
39Caçarás tu a presa para o leão? Ou saciarás a fome dos leões jovens,
40Quando estão agachados nas covas, ou estão à espreita no matagal?
41Quem prepara aos corvos seu alimento, quando seus filhotes clamam a Deus, andando de um lado para o outro por não terem o que comer?
Jó 39Abrir no leitor
1Sabes tu o tempo em que as cabras montesas dão filhotes? Ou observaste tu as cervas quando em trabalho de parto?
2Contaste os meses que elas cumprem, e sabes o tempo de seu parto?
3Quando se encurvam, produzem seus filhos, e lançam de si suas dores.
4Seus filhos se fortalecem, crescem como o trigo; saem, e nunca mais voltam a elas.
5Quem despediu livre ao asno montês? E quem ao asno selvagem soltou das ataduras?
6Ao qual eu dei a terra desabitada por casa, e a terra salgada por suas moradas.
7Ele zomba do tumulto da cidade; não ouve os gritos do condutor.
8A extensão dos montes é seu pasto; e busca tudo o que é verde.
9Por acaso o boi selvagem quererá te servir, ou ficará junto de tua manjedoura?
10Ou amarrarás ao boi selvagem com sua corda para o arado? Ou lavrará ele aos campos atrás de ti?
11Confiarás nele, por ser grande sua força, e deixarás que ele faça teu trabalho?
12Porás tua confiança nele, para que ele colha tua semente, e a junte em tua eira?
13As asas da avestruz batem alegremente, mas são suas asas e penas como as da cegonha?
14Ela deixa seus ovos na terra, e os esquenta no chão,
15E se esquece de que pés podem os pisar, e os animais do campo podem os esmagar.
16Age duramente para com seus filhos, como se não fossem seus, sem temer que seu trabalho tenha sido em vão.
17Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe repartiu entendimento.
18Porém quando se levanta para correr, zomba do cavalo e do seu cavaleiro.
19És tu que dás força ao cavalo, ou que vestes seu pescoço com crina?
20Podes tu o espantar como a um gafanhoto? O sopro de suas narinas é terrível.
21Ele escarva a terra, alegra-se de sua força, e sai ao encontro das armas;
22Ele zomba do medo, e não se espanta; nem volta para trás por causa da espada.
23Contra ele rangem a aljava, o ferro brilhante da lança e do dardo;
24Sacudido-se com furor, ele escarva a terra; ele não fica parado ao som da trombeta.
25Ao som das trombetas diz: Eia! E desde longe cheira a batalha, o grito dos capitães, e o barulho.
26Por acaso é por tua inteligência que o gavião voa, e estende suas asas para o sul?
27Ou é por tua ordem que a água voa alto e põe seu ninho na altura?
28Nas penhas ela mora e habita; no cume das penhas, e em lugares seguros.
29Desde ali espia a comida; seus olhos avistam de longe.
30Seus filhotes sugam sangue; e onde houver cadáveres, ali ela está.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.