Dia 30 de 31 · uns 16 min
Salmos 139–144 · Provérbios 30
Salmos 139Abrir no leitor
1SENHOR, tu me examinas e me conheces.
2Tu sabes o meu sentar e o meu caminhar; de longe entendes meus pensamentos.
3Tu cercas o meu andar e meu deitar; conheces desde antes os meus caminhos.
4Mesmo não havendo ainda palavra alguma em minha língua, eis, SENHOR, que já sabes tudo.
5Tu me envolves por detrás e pela frente, e pões tua mão sobre mim.
6Teu conhecimento é maravilhoso demais para mim, tão alto que não posso alcançá -lo.
7Para onde eu escaparia de teu Espírito? E para onde fugiria de tua presença?
8Se eu subisse até os céus, lá tu estás ; se eu fizer meu leito no Xeol, eis que tu também ali estás .
9Se eu tomasse as asas do amanhecer, e morasse nas extremidades do mar,
10Até ali tua mão me guiaria, e tua mão direita me seguraria.
11Se eu dissesse: Certamente as trevas me encobrirão; e a luz ao redor de mim será como a noite.
12Porém nem mesmo as trevas me esconderão de ti; ao invés disso, pois a noite é tão clara quanto o dia, e aos teus olhos as trevas são como a luz.
13Porque tu és dono do meu ser, e me cobriste no ventre da minha mãe.
14Eu te louvarei porque de um jeito assombroso e maravilhoso eu fui feito; maravilhosas são tuas obras; e minha alma sabe muito bem.
15Meus ossos não estavam escondidos de ti quando eu fui feito em oculto, e formado como tramas de tecido nas profundezas da terra.
16Teus olhos viram meu corpo ainda sem forma, e tudo estava escrito em teu livro; até os dias estavam determinados quando nenhum deles ainda havia.
17Como são preciosos para mim os teus pensamentos, Deus! Como é grande a quantidade deles!
18Se eu os contasse, seriam muito mais numerosos que a areia; quando acordo, ainda estou contigo.
19Ah, Deus, tomara que mates ao perverso! E vós, homens sanguinários, afastai-vos de mim;
20Porque eles falam de ti com maldade, e teus inimigos se exaltam em vão.
21Por acaso, SENHOR, eu não odiaria aos que te odeiam? E não detestaria os que se levantam contra ti?
22Eu os odeio com ódio completo; eu os considero como inimigos.
23Examina-me, Deus, e conhece meu coração; prova-me, e conhece meus pensamentos.
24E vê se em mim há algum mau caminho; e guia-me pelo caminho eterno.
Salmos 140Abrir no leitor
1Livra-me do homem mau, SENHOR; guarda-me dos homens violentos,
2Que pensam maldades no coração; todo dia se reúnem para fazerem guerra.
3Eles afiam suas línguas como a cobra; veneno de serpentes há debaixo de seus lábios. (Selá)
4Guarda-me, SENHOR, das mãos do perverso; guarda-me do homens violentos, que pensam em empurrar os meus pés.
5Os arrogantes me armaram ciladas e cordas; estenderam uma rede de um lado do caminho; e puseram laços de armadilhas para mim. (Selá)
6Eu disse ao SENHOR: Tu és meu Deus; inclina teus ouvidos à voz de minhas súplicas, SENHOR.
7Ó Senhor DEUS, força de minha salvação, cobriste minha cabeça no dia da batalha.
8Não concedas ao perverso os desejos dele, SENHOR; não permitas suceder seu plano maligno, pois senão se exaltariam. (Selá)
9Quanto à cabeça dos que me cercam, que a opressão de seus próprios lábios os cubra.
10Caiam sobre eles brasas vivas; faça-os cair no fogo e em covas profundas, para que não se levantem mais.
11O homem de língua maligna não se firmará na terra; o mal perseguirá o homem violento até o derrubar.
12Eu sei que o SENHOR cumprirá a causa do aflito, o direito dos necessitados.
13Certamente os justos agradecerão ao teu nome; os corretos habitarão perante teu rosto.
Salmos 141Abrir no leitor
1Ó SENHOR, eu clamo a ti; apressa-te a mim; ouve minha voz, quando eu clamar a ti.
2Apresente-se minha oração como incenso diante de ti; e o levantar de minhas mãos como a oferta do anoitecer.
3Põe, SENHOR, uma guarda em minha boca; vigia a abertura dos meus lábios.
4Não inclines meu coração para as coisas más, para fazer o mal junto com homens que praticam maldade; e não coma eu das delícias deles.
5Que o justo me faça o favor de me espancar e me repreender; isto me será azeite sobre a cabeça; minha cabeça não rejeitará, porque ainda orarei contra as maldades deles.
6Quando seus juízes forem lançados contra a rocha, então ouvirão minhas palavras, porque são agradáveis.
7Como quem lavra e fende a terra, assim nossos ossos são espalhados à entrada do Xeol.
8Porém meus olhos estão voltados para ti, ó Senhor DEUS; em ti confio; não desampares minha alma.
9Guarda-me do perigo da armadilha que me prepararam; e dos laços da cilada dos que praticam maldade.
10Caiam os perversos cada um em suas próprias redes, e eu passe adiante em segurança .
Salmos 142Abrir no leitor
1Com minha voz clamo ao SENHOR; com minha voz suplico ao SENHOR.
2Diante dele derramo meu pedido; diante dele contei minha angústia.
3Estando meu espírito angustiado em mim, tu conheceste meu percurso; no caminho em que eu andava esconderam um laço de armadilha para mim.
4Eu olho à direita, e eis que não há quem me conheça; não há nenhum refúgio para mim; nem ninguém se importava com minha alma.
5Eu clamo a ti, SENHOR, dizendo: Tu és meu refúgio, e minha porção na terra dos viventes.
6Presta atenção aos meus gritos, porque estou muito oprimido; resgata-me daqueles que me perseguem, pois são mais fortes que eu.
7Tira minha alma da prisão, para que eu louve o teu nome; os justos me rodearão, porque tu me tratarás bem.
Salmos 143Abrir no leitor
1Ó SENHOR, ouve minha oração; inclina teus ouvidos às minhas súplicas; responde-me segundo tua fidelidade e tua justiça.
2E não entres em juízo com teu servo; porque nenhum ser vivo será justo diante de ti.
3Pois o inimigo persegue minha alma, atropela na terra a minha vida; e me obriga a viver na escuridão, como os que há muito tempo morreram.
4Por isso meu espírito se enche de angústia em mim, e meu coração está desesperado dentro de mim.
5Lembro-me dos dias antigos, eu considero todos os teus feitos; medito nas obras de tuas mãos.
6Levanto minhas mãos a ti; minha alma tem sede de ti como a terra seca.
7Responde-me depressa, SENHOR; porque meu espírito está muito fraco; não escondas tua face de mim, pois eu seria semelhante aos que descem à cova.
8De madrugada faze com que eu ouça tua bondade, porque em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto minha alma.
9Livra-me de meus inimigos, SENHOR; pois em ti eu me escondo.
10Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és meu Deus; teu bom Espírito me guie por terra plana.
11Vivifica-me por teu nome, SENHOR; por tua justiça tira minha alma da angústia.
12E por tua bondade extermina os meus inimigos; e destrói a todos os que afligem a minha alma; pois eu sou teu servo.
Salmos 144Abrir no leitor
1Bendito seja o SENHOR, rocha minha, que ensina minhas mãos para a batalha, e meus dedos para a guerra.
2Ele é minha bondade e meu castelo; meu alto refúgio, e meu libertador; ele é meu escudo, em quem confio; e aquele que faz meu povo se submeter a mim.
3Ó SENHOR, o que é o homem para que lhe dês atenção? E o filho do homem, para que com ele te importes?
4O homem é semelhante a um sopro; seus dias, como a sombra que passa.
5Ó SENHOR, abaixa teus céus, e desce; toca os montes, e fumeguem.
6Lança relâmpagos, e os dispersa; envia tuas flechas, e os derrota.
7Estende tuas mãos desde o alto; livra-me, e resgata-me das muitas águas, das mãos dos filhos de estrangeiros;
8Cuja boca fala coisas inúteis, e sua mão direita é a mão direita da mentira.
9Ó Deus, a ti cantarei uma canção nova; com harpa e instrumento de dez cordas tocarei música a ti.
10Tu és o que dás vitória aos reis, e livras a Davi, teu servo, da espada maligna.
11Livra-me e resgata-me das mãos dos filhos de estrangeiros; cuja boca fala mentiras, e sua mão direita é mão direita de falsidade.
12Para que nossos filhos sejam como plantas, que crescem em sua juventude; e nossas filhas sejam como esquinas entalhadas ao modo do palácio.
13Nossos celeiros sejam cheios de todos os tipos de mantimentos; nosso gado seja aos milhares, e dezenas de milhares em nossos campos.
14Nossos bois sejam vigorosos; não haja nem assalto, nem fugas, nem gritos em nossas ruas.
15Bem-aventurado é o povo que assim lhe acontece ; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR!
Provérbios 30Abrir no leitor
1Palavras de Agur, filho de Jaque, o de fala solene; Este homem diz a Itiel; a Itiel e a Ucal:
2Certamente eu sou o mais bruto dos homens, e não tenho entendimento humano.
3Não aprendi sabedoria, nem tenho conhecimento do Santo Deus .
4Quem subiu ao céu, e desceu? Quem juntou os ventos com suas mãos? Quem amarrou as águas numa capa? Quem estabeleceu todos os limites da terra? Qual é o seu nome? e qual é o nome de seu filho, se tu o sabes?
5Toda palavra de Deus é pura; é escudo para os que nele confiam.
6Nada acrescentes às suas palavras, para que ele não te repreenda, e sejas mostrado como mentiroso.
7Duas coisas eu te pedi; não as negues a mim antes que eu morra.
8Afasta de mim a inutilidade e palavra mentirosa; e não me dês nem pobreza nem riqueza, mantém-me com o pão que me for necessário.
9Para que não aconteça de eu ficar farto e te negar, dizendo: Quem é o SENHOR?Nem também que eu empobreça, e venha a furtar, e desonre o nome do meu Deus.
10Não difames do servo ao seu senhor, para que ele não te amaldiçoe e fiques culpado.
11Há gente que amaldiçoa a seu pai e não bendiz à sua mãe;
12Há gente que é pura aos seus próprios olhos, mas que não foi lavada de sua imundície;
13Há gente cujos olhos são arrogantes, e cujas sobrancelhas são levantadas;
14Há gente cujos dentes são espadas, e cujos queixos são facas, para devorarem aos aflitos da terra aos aflitos, e aos necessitados dentre os homens.
15A sanguessuga tem duas filhas: “Dá” e “Dá”; estas três coisas nunca se fartam, e quatro nunca dizem “É o suficiente”:
16O Xeol, o útero estéril, a terra que não se farta de água, e o fogo que nunca diz estar satisfeito.
17Os olhos que zombam do pai ou desprezam obedecer à mãe, os corvos do riacho os arrancarão, e os filhotes de abutre os comerão.
18Estas três coisas me maravilham, e quatro que não entendo:
19O caminho da águia no céu, o caminho da serpente na rocha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com uma moça.
20Assim é o caminho da mulher adúltera: ela come, limpa sua boca, e diz: Não fiz mal algum.
21Por três coisas a terra se alvoroça, e por quatro que não pode suportar:
22Pelo servo que governa como rei; pelo tolo que se enche de comida;
23Pela mulher odiada, quando se casa; e pela serva quando toma o lugar de sua senhora.
24Estas quatro coisas são pequenas sobre a terra, porém muito sábias:
25As formigas não são criaturas fortes, mas no verão preparam sua comida;
26Os roedores são um “povo” fraco, mas fazem suas casas nas rochas;
27Os gafanhotos não têm rei; mas todos saem em bandos;
28As lagartixas podem ser pegas com as mãos, e mesmo assim estão nos palácios dos reis.
29Estes três tem um bom andar, e quatro que se movem muito bem:
30O leão, forte entre os animais, que não foge de ninguém;
31O galo, o bode, e o rei com seu exército.
32Se agiste como tolo, exaltando-te, e se planejaste o mal, põe tua mão sobre a boca;
33Porque como o forçar do leite produz manteiga, e o forçar do nariz produz sangue, assim também o forçar da ira produz briga.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil.